Terça-feira, 10 de Março de 2009

Literatura portuguesa em espanhol

casadellibro.com
A versão on line da livraria espanhola Casa del Libro propõe aos seus clientes uma selecção de Literatura Portuguesa.

Pode não se concordar com todas as escolhas, mas tem de se reconhecer que é uma iniciativa bem elaborada.

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Sexta-feira, 23 de Janeiro de 2009

20 anos da morte de Salvador Dalí

 

Salvador Dalí (Figueres, 11.5.1904 - ibid., 23.1.1989)


«A fortuna e a excentricidade (usada como veículo de valorização pessoal) conjuram-lhe a ira e logo o anátema dos antigos companheiros, que lhe apõem o anagrama Avida Dollars, confessando, todavia, como Breton em 1952, que ele encarnou, durante três ou quatro anos, o espírito surrealista. Em Nova Iorque, influencia a moda e a publicidade, mas a sua pintura, desde 1937-1938, colocara-se à sombra de uma duvidosa influência rafaelesca, que provou não ser a mais adequada ao seu espírito. Regressando a Espanha, encontra-se com a tradição barroca nacional, embrenha-se em temas religiosos e, mais recentemente, pretendeu explorar «atomicamente» os seus modelos. Na densa floresta do estulto exibicionismo em que ele próprio e a sua obra se comprazem, é quase impossível descobrir a face autêntica de Salvador Dalí. A autobiografia que publicou não ajuda nada, evidentemente, a encontrar o homem. Mas a sua obra é, historicamente, da maior importância na arte deste século e o enigma Dalí assume, por vezes, o valor de um arquétipo.»
Fernando Guedes em Enciclopédia Verbo-Edição Século XXI.

A persistência da memória

 

 
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Quarta-feira, 7 de Janeiro de 2009

Prémio Nadal / Maruja Torres

 

A escritora e jornalista Maruja Torres (n. Barcelona, 1943) venceu o prestigiado Prémio Nadal com o romance Esperadme en el cielo. A cronista e repórter do jornal El País recebera, em 2000, o Prémio Planeta pelo romance Mientras Vivimos. Anteriormente publicou Oh, es él! e Ceguera de Amor, Amor América (1994) e Como una gota (1996), recolha de textos jornalísticos. As suas memórias como repórter no Líbano e no Panamá foram publicadas com o título Mujer en Guerra (1999).
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Sexta-feira, 19 de Dezembro de 2008

Francisco Casavella (1963-2008)

 

  


Escritor espanhol, de seu verdadeiro nome Francisco García Hortelano (Barcelona, 15.10.1963 - 17.12.2008), um dos nomes promissores da moderna ficção do seu país. Colaborador do suplemento literário do jornal El País, a sua obra compreende a trilogia El Día del Watusi (2002-2003, Los juegos feroces, Viento y joyas e El idioma imposible); El Triunfo (1990), Quédate (1993), Un enano español se suicida en Las Vegas (1997), El secreto de las fiestas (2006) e Lo que sé de los vampiros (2006), com o qual ganhou o Prémio Nadal. Preparava-se para publicar o ensaio La verdadera historia de la verdad.

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Terça-feira, 2 de Dezembro de 2008

Prémio Luso-Espanhol de Arte e Cultura 2008/ Perfecto Cuadrado

 

foto
Foto: A Voz da Póvoa

Um júri constituído por Clara Ferreira Alves, José Adriano de Carvalho, Manuel Graça Dias, Carlos Hernandéz Pezzi, Ángeles Gonzalez Sinde e Clara Janés Nadal atribuiu o Prémio Luso-Espanhol de Arte e Cultura de 2008 ao professor e tradutor espanhol Perfecto Cuadrado. O prémio bienal destina-se a distinguir uma personalidade contribua para o reforço dos laços entre Portugal e Espanha. 
Perfecto Cuadrado (n. Zamora, 1949) é Professor Catedrático de Filologia Galega e Portuguesa da Universidade das Ilhas Baleares. Vila Nova de Famalicão. Investigador, ensaísta, crítico e tradutor, tem organizado diversas antologias de poesia portuguesa, tendo sido distinguido com o. Prémio de Tradução Giovanni Pontiero, em 2004. É Coordenador do Centro de Estudos do Surrealismo da Fundação Cupertino de Miranda.
 
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Quinta-feira, 27 de Novembro de 2008

Prémio Cervantes 2008/ Juan Marsé


 

Escritor espanhol, de seu verdadeiro nome Juan Faneca Roca (n. Barcelona, 1933), que começou por ser tradutor, colunista e guionista cinematográfico, tendo publicado as suas primeiras narrativas em revistas como Insula e El ciervo. O seu primeiro grande romance foi Últimas tardes con Teresa (1965; versão cinematográfica de Gonzalo Herralde, 1983). Em 1973 publica Si te dicen que caí (Prémio Internacional de Novela «México»). Em 1978, o Prémio Planeta distinguiu o seu romance La muchacha de las bragas de oro (1978).
O ambiente da capital catalã no pós-guerra continua a surgir em Un dia volveré (1982) e Ronda del Guinardó (1984, Prémio Cidade de Barcelona), a que seguiu a colectânea Teniente Bravo (1986). Já autor consagrado, recebeu o prémio do Ateneu de Sevilha por El amante bilngüe (1990) e, em 1994, El embrujo de Shanghai foi distinguido com o Prémio da Crítica e com o Aristeion, prémio concedido pela União Europeia. Em 1997, foi-lhe concedido o Prémio Juan Rulfo de Literatura Latino-americana e do Caribe e, em 1998, o Prémio Internacional União Latina. Rabos de lagartija (2000) recebeu o Prémio da Crítica e o Prémio Nacional de Narrativa. A sua última obra é Ronda Marsé (2008).
Muito mais aqui.
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Terça-feira, 25 de Novembro de 2008

Prémio Eduardo Lourenço/ Ángel Campos Pámpano (1957-2008)

O poeta Estremenho Ángel Campos Pámpano foi galardoado (no mesmo dia em que veio a falecer) na IV Edição do Prémio Eduardo Lourenço, instituído pelo Centro de Estudos Ibéricos e escolhido por um júri presidido pelo reitor da Universidade de Salamanca.
O prémio é destinado a distinguir personalidades ou instituições de língua portuguesa ou língua espanhola que tenham demonstrado intervenção relevante e inovadora na cooperação transfronteiriça e na promoção da identidade e da cultura das comunidades ibéricas, esta edição recebeu candidaturas de personalidades e instituições dos dois países.
O Júri valorizou o destacado papel do Candidato nas relações e conhecimento cultural luso-espanhol através da tradução, edição e criação poéticas, a par da docência e da dinamização de iniciativas culturais transfronteiriças.

Ángel Campos Pámpano (San Vicente de Alcántara, Badajoz, 1957 - Badajoz, 25.11.2008) é poeta, tradutor, editor e professor. Director da revista bilingue Espacio/Espaço Escrito, um projecto inovador no domínio das relações literárias entre os dois países ibéricos, traduziu destacados poetas portugueses como Fernando Pessoa, António Ramos Rosa, Carlos de Oliveira, Eugénio de Andrade, Sophia de Mello Breyner Andersen, Ruy Belo e Al Berto, entre outros. Em 2006 foi-lhe concedido o Prémio de Tradução Giovanni Pontiero pela edição de Nocturno Mediodía. Antologia Poética (1944-2001) de Sophia de Mello Breyner. Dirigiu cursos sobre tradução literária.  Em 2005 recebeu o Premio Extremadura a la Creación pelo livro La semilla en la nieve. A sua obra foi recolhida em diversas antologias.

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Segunda-feira, 24 de Novembro de 2008

Espanha: Prémio Nacional das Letras para Juan Goytisolo

Juan Goytisolo. (Foto: Antonio Moreno)

Foto El Mundo/ Antonio Moreno

 

Escritor espanhol (n. Barcelona, 1931), irmão dos escritores (José Agustín Goytisolo, 1928-1999) e Luís Goytisolo (n. 1935). Inicialmente a sua ficção enquadrou-se na corrente neo-realista, ainda em voga nos anos do pós-guerra: uma literatura de denúncia e de compromisso político. Exilou-se em Paris depois de publicar Juegos de Manos (1954) e Duelo en el Paraíso (1955). Posteriormente, sem negar valores fundamentais de solidariedade, as viagens e o contacto com outras civilizações rasgaram-lhe novos horizontes. Entre 1969 e 1975 residiu nos EUA, onde ensinou em várias universidades. Fixou-se depois em Marraquexe, Marrocos, e tornou-se um profundo conhecedor da cultura árabe, destacando-se na defesa dos direitos humanos e dos povos desfavorecidos.

Entre os seus outros romances destacam-se: El mañana efímero (trilogia, 1957-1958), trilogia Álvaro de Mediola: Señas de identidad (1966), Reivindicación del conde don Julián (1970), Juan sin Tierra (1975); Makbara (1980), Paysajes después la batalla (1982), Las virtudes del pájaro solitario (1988),  Las semanas del jardín: un círculo de lectores (1997), Crónicas sarracinas (1998), Carajícomedia (2000), Telón de boca (2003). Da obra ensaística e memorialistíca citam-se Problemas de la novela (1959),  Campos de Níjar (1959), La Chanca (1962), Disidencias (1978), Coto vedado (autobiografia, 1985), Argelia en el vendaval (1994), El bosque de las letras (1995), De la ceca a la Meca (1997), Cogitus interruptus (1999), Diálogo sobre la desmemoria, los tabúes y el olvido (2000), Pájaro que ensucia su propio nido (2001), Paisajes de guerra: Sarajevo, Argelia, Palestina, Chechenia (2001), Memórias (2002), España y sus Ejidos (2003). Contra las sagradas formas (2007), El exiliado de aquí y de allá (2008).
Foi distinguido com os prémios Europália de Literatura (Bruxelas, 1985),
Nelly-Sachs (Dortmund, 1993), Mediterrâneo (1994), Rachid Mimumi, da tolerância e da liberdade (Paris, 1995), Octávio Paz de Literatura (México, 2002), de Literatura Latino-americana e das Caraíbas Juan Rulfo (México, 2004) e o Prémio Extremadura de Criação para melhor percurso literário (2005).

 

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Quinta-feira, 16 de Outubro de 2008

Prémio Planeta/ Fernando Savater

 

Fernando Savater foi distinguido com o Prémio Planeta com a obra La hermandad de la buena suerte, romance filosófico-detectivesco que tem como cenário o mundo das corridas de cavalos.
Ensaísta e professor universitário espanhol (San Sebastián, 1947), Savater formou-se em Filo­sofia e Literatura, doutorando-se com uma tese sobre Nietzsche (Así hablaba Nietzsche, 1975). Em ética, o seu ensinamento é o de crer que «nem tudo é igualmente valorável e que há razões para escolher uma determinada acção em detrimento de outra». Militante da liberdade, acredita profundamente no valor da educação. Ameaçado pela ETA pela sua acção cívica nos jornais contra o fundamentalismo basco, tem recebido nume­rosas distinções (Prémio Sakharov e o Prémio de Jornalismo Ortega y Gasset, em 2000).
Algumas obras: La tarea del héroe (1982), Las preguntas de la vida (1982), Ética como amor proprio (1988), Ética para Amador (1991, reeditado e revisto com o título La aventura de pensar), El Valor de Educar (1997), A caballo entre milenios (2001), Pensamientos arriesgados (2002).
 
 
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Domingo, 1 de Junho de 2008

Emilio Moro (1933-2008)

 

Foto: J. González (El Mundo)

 

 

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Sábado, 3 de Maio de 2008

Os fuzilamentos de 3 de Maio de 1808 (Goya)

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Sexta-feira, 2 de Maio de 2008

Madrid: bicentenário do 2 de Maio de 1808

Monumento, em Madrid, na Praça Dois de Maio, aos capitães  Luis Daoíz e Pedro Velarde, os oficiais que desobedeceram Às ordens e se juntaram à rebelião.

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Napoleão entregara a coroa de Espanha a seu irmão, José Bonaparte, depois de ter obrigado Fernando VII, que tinha arrebatado pela força o trono a seu pai, Carlos IV, a abdicar. A seguir, Napoleão tentará a abdicação forçada do rei português, para assim, colocar ao serviço da França os recursos de ambos os países ibéricos.
Pelo final de Março, depois de um importante motim em Aranjuez, verificam-se diversos distúrbios populares em Madrid. Em 2 de Maio, uma violento frémito de indignação e sentimento antifrancês enche de gente as ruas da capital espanhola, a pretexto de impedir a saída do último infante real. A repressão abate-se sobre a multidão que, sem armas, enfrentou o exército francês (20 mil soldados). Algumas unidades do exército espanhol desobedece às ordens e junta-se aos revoltosos e durante quatro horas os franceses perderam o controle da cidade. Nessa tarde pereceram, muitos deles executados, 410 madrilenos, enquanto centenas de outros ficaram feridos, mas o confronto foi o rastilho de uma revolta que haveria de chegar a todos os cantos de Espanha, como aconteceu também em Portugal, culminando por fim com a expulsão dos franceses.

publicado por annualia às 16:39
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