Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

Alexis de Tocqueville (1805-1859)

A propósito da passagem, em Abril passado, dos 150 anos da morte de Tocquville, divulgamos de seguida um texto incluído no último volume impresso de Annualia.

 

Alexis de Tocqueville
por Paulo Tunhas
da Universidade Fernando Pessoa

Não há, apesar das suas aporias, aparentes contradições e efectiva complexidade, ou talvez por causa disso mesmo, melhor guia para entender os tempos presentes do que a obra de Alexis de Tocqueville (1805-1859). Tocqueville foi certamente quem melhor diagnosticou a tendência geral da evolução das sociedades ocidentais, uma tendência marcada pelo advento da democracia e do igualitarismo, em contraste com a diferenciação aristocrática dos tempos precedentes à revolução francesa, mas anunciada já pela centralização administrativa encetada pela monarquia.

 

O método tocquevilliano, tanto nos dois tomos de De la démocratie en Amérique (1835, 1840) como em L’Ancien Régime et la Révolution (1856), é um método de contrastes. Contraste entre as «épocas aristocráticas» e as «épocas democráticas», entre a liberdade e o despotismo, entre a paixão da liberdade e a paixão da igualdade, entre a estabilidade e a instabilidade, entre os Estados Unidos e a França. No centro, apesar de nomeada apenas a espaços, a Inglaterra, aristocrática e livre, mas contendo em si elementos de democracia, responsável, como Tocqueville insiste, por várias tradições que os Estados Unidos viriam a renovar.

Contrastes (bem como semelhanças) encontram-se não apenas no método como no objecto estudado: as sociedades aristocráticas são sociedades de contrastes entre as várias «classes» ou «castas», as sociedades democráticas, adversárias da diversidade, tudo homogeneízam e assemelham. É sobretudo nestas que a atenção de Tocqueville se concentra: as sociedades democráticas, em virtude do impulso centralizador que lhes é intrínseco, e que Tocqueville analisa em detalhe, procedem a uma uniformização e a uma igualitarização de toda a vida comum, que é acompanhada por uma regimentação tendencialmente integral da vida individual e por um concomitante isolamento dos indivíduos, separados de toda a vida política. Movimento geral ao qual a própria linguagem – cada vez mais abstracta e divorciada de qualquer referência concreta – não escaparia. A linguagem abstracta, favorecendo as ideias gerais, é ela própria um poderoso veículo de uniformização e de desatenção ao particular, de substituição da sociedade efectiva por uma sociedade imaginária, esplendidamente indiferente à rugosidade da realidade. A arte dos povos democráticos – Tocqueville tem sobretudo em vista o romantismo francês – exprime na perfeição esse movimento de desrealização do singular e o fanatismo propagandístico que lhe é concomitante. A colocar ainda na lista dos malefícios da uniformização, a perda de qualidade e de individualidade dos artefactos, bem como a degradação do homem, que não se pertence já a si mesmo mas à profissão que escolheu. O próprio conceito de honra, na exacta medida em que supõe, como condição de possibilidade da sua existência, a divisão estratificada dos grupos sociais, tenderia a desaparecer em virtude da uniformização dos comportamentos.

A transformação da sociedade numa superfície plana, inerme e indiferenciada, contraposta a um Estado uno e senhor de todo o poder, mas representando a maioria, exprime o resultado de um movimento inevitável dos povos em direcção à igualdade. «Despotismo democrático»: Tocqueville forja a expressão com toda a prudência, servindo-se do vocabulário tradicional. A coisa é nova, mas Tocqueville recusa-se, em parte por aristocrática desconveniência com a linguagem abstracta, a dar-lhe um nome absolutamente novo. Em todo o caso, o significado é claro: movimento simultâneo de despossessão política do indivíduo e de máxima privatização das suas acções, sabiamente reguladas por um poder tutorial (infantilizador, poder-se-ia acrescentar) e omnipresente, um poder tutelar «absoluto, detalhado, regular, previdente e doce»; paixão servil pelo funcionarismo público (o «desejo universal e imoderado das funções públicas»); glacial homogeneidade e indistinção de indivíduos paradoxalmente isolados uns dos outros, ao mesmo tempo semelhantes e reciprocamente surdos e indiferentes, numa similaridade incomunicante; imersão da sociedade numa mediocridade que tudo nivela; massificação (é, de facto, a palavra que convém) do gosto; tirania da opinião pública; criação de uma sensibilidade universal e untuosa, exprimindo um amor abstracto pela humanidade, um lirismo administrativo dos sentimentos.

Esta tendência natural das sociedades democrático-igualitárias para o despotismo democrático, sendo poderosa, não é, no entanto, fatal. De la démocratie en Amérique mostra como uma série de dispositivos – a descentralização administrativa (compatível com uma necessária centralização governamental), bem como a criação de um conjunto de entidades mediadoras entre o indivíduo e o Estado, e a própria religião (separada do poder político) – pode servir de antídoto ao movimento indiferenciador da democracia e preservar uma liberdade em risco. O essencial reside na divisão do poder social, uma divisão que é natural nas sociedades aristocráticas, mas que manifestamente repugna às sociedades democráticas e niveladoras. A divisão do poder social é a operação fundamental da liberdade, e Tocqueville explora as suas possibilidades em detalhe. O amor da indivisão dos poderes é o amor despótico por excelência, que traz consigo um gosto perverso e funcionário pela uniformidade. Trata-se de procurar a todo o custo que a paixão da liberdade sobreviva à torrente igualitária (notando-se, no entanto, que a paixão da igualdade é ela própria dupla: simultaneamente viril – e, assim, podendo dar aos homens o gosto das instituições livres -- e degradada). Só assim o despotismo larvar do corpo social democrático poderá ser combatido.

Os Estados Unidos dar-nos-iam exactamente o exemplo, necessariamente incerto, imperfeito e perecível, de uma tal preservação da liberdade, que constituiria a «ciência política» (no sentido tocquevilliano de regra da acção pública) dos povos democráticos livres. Convém efectivamente sublinhar este aspecto: Tocqueville não diz nunca que a democracia é, em si, incompatível com a liberdade: apenas diz que, deixada à sua marcha natural, ela tende a obliterar a paixão da liberdade que igualmente a constitui e rapidamente se torna inimiga da liberdade. A liberdade que sobreviverá nela, que ela recriará ao seu modo, será o produto não do instinto igualitário mas da arte humana, da «acção lenta e tranquila da sociedade sobre si mesma», e manifestar-se-á, entre outras coisas, na actividade exercida pelas associações de cidadãos, pela imprensa livre (amada sobretudo pelos males que evita) ou pela autonomia do poder judiciário. A tendência à divisão e a tendência à união devem coexistir, em estado de equilíbrio, e o federalismo exprime esse equilíbrio. São ainda indispensáveis à arte da liberdade a defesa dos poderes comunais, essenciais na criação do espírito de liberdade (o espírito, tal como os costumes o traduzem, é mais importante ainda do que as leis) e o respeito pelos formalismos e pelos direitos individuais. Tal arte – uma arte que muito deve à herança inglesa da liberdade -- consistirá, entre outras coisas, em fazer com que o homem não mergulhe absolutamente na esfera privada, na esfera do individualismo, e venha a interessar-se, não por instinto, mas por reflexão, pela coisa pública. O célebre «interesse bem entendido» de que fala Tocqueville, o amor esclarecido de si mesmo («doutrina pouco elevada, mas clara e segura»), servindo de antídoto ao individualismo democrático, participa desta arte.

Numa língua de uma perfeita beleza e extraordinária acuidade, cruzando a Filosofia política – uma filosofia política alicerçada numa antropologia das paixões --, a História e a Sociologia, dotado de uma excepcional capacidade prognóstica, Tocqueville é, como se disse anteriormente, o melhor guia possível para a sociedade contemporânea. Ninguém como ele previu (e antecipadamente descreveu) o advento de um Estado tutelar e minuciosamente inquiridor dos actos privados dos indivíduos – não de uns poucos, como nas tiranias antigas, mas de todos --, um Estado preceptor, cioso de decidir por nós o que nos convém e desconvém, o benéfico e o contraproducente, sem ter em conta os nossos desejos e vontades. Sem poder adivinhar os horrores mais radicais do século xx, Tocqueville pôde, no entanto, conceber o que mais se assemelha ao totalitarismo no contexto dos doces humores democráticos: a abdicação da liberdade de pensar e agir, a subordinação maciça à «opinião pública», a vitória da servidão inspirada pela paixão absorvente da igualdade, muito mais poderosa do que a paixão da liberdade. Isso e o esquecimento militante do passado e da tradição em benefício exclusivo de um presente imediato e irreflectido, fechando cada homem no interior do seu próprio coração, comandado apenas pelo desejo «ardente, tenaz, contínuo» (pensar-se-ia ler Hobbes) de avançar; e, ao mesmo tempo, uma «indiferença completa e brutal em relação ao futuro». Mas pôde igualmente, sobretudo no seu retrato dos Estados Unidos – simultaneamente indício dos tempos a vir e parcial solução para os males desses tempos --, sugerir a possibilidade de, no seio da democracia, a humanidade poder manter um módico de liberdade resistente à paixão da igualdade. Se o caminho para a igualdade é inexorável, convém a todo o custo que lutemos para minimizar as suas mais terríveis consequências. No fim de contas, o desenvolvimento dos costumes e das instituições democráticas é o único meio que nos resta para permanecermos livres. Um retorno – impossível, de resto -- à aristocracia, obrigar-nos-ia a algo inaceitável: «fundar a desigualdade em princípio».

A acabar. Uma evocação, mesmo que breve, de Tocqueville, não pode deixar passar em silêncio esse livro maravilhoso, os Souvenirs (escritos em 1850-1851 e publicado postumamente), onde são retratadas as jornadas de 1848 e a sua passagem pelo Ministério dos Estrangeiros sob Luís-Napoleão. Talvez mais ainda que nas outras obras, toda a sensibilidade de Tocqueville à maneira como as instituições do passado vão perdendo sentido, ou se vêem afectadas de sentidos novos, se exibe na perfeição. Um livro que não contém uma só linha que seja banal e não ilumine um ou outro aspecto da história e dos motivos da acção humana.


 

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Três efemérides cinematográficas

 












Realizador americano (1909-1993), que começou por trabalhar como argumentista. O seu primeiro filme foi Dragonwyck (1946). Excelente director de actores, os seus filmes abordam as fraquezas e os vícios humanos e apresentam quase sempre uma assinalável qualidade «literária». Foi distinguido com Óscares por A Letter to three wives (1948) e por All about Eve (1950). Prova evidente do seu talento é Sleuth (1972, Anatomia de Um Crime), notável filme para dois actores (L. Olivier e M. Caine) realizado num espaço fechado. Outros filmes: Somewhere in the Night (1946), House of strangers (1949), No Way Out (1950), Julius Caesar (1953), The Barefoot Contessa (1954), The Quiet American (1958), Suddenly, Last Summer (1959), Cleópatra (1963).

 

 
Cineasta americano (1909-1984) que começou por ser crítico literário e teatral, tendo dirigido produções da Broadway. No final da II Guerra Mundial rodou A Gun in His Hand (Óscar para a Melhor Curta-Metragem, 1945), mas o seu primeiro filme de fundo é The Boy with Green Hair (1948). Alvo da perseguição do maccarthismo, fixou-se em Inglaterra onde construiu uma filmografia de grande qualidade. Algumas obras: The Sleeping Tiger (1954), The Intimate Stranger (1955), A Man of the Beach (1955), The Servant (1963), King and Country (1965), Modesty Blaise (1966), Accident (1967), The Go-Between (1971, Palma de Ouro do Festival de Cannes), Boom! (1968), A Doll’s House (1973), Don Giovanni (1979).

 


Realizador francês (1909-1989), cuja formação jurídica veio a reflectir-se no seu cinema, sobretudo a partir de Justice est faite (1950), que inaugurou uma abordagem intensa de questões jurídicas. Estreou-se como realizador, depois de se ter iniciado como argumentista, com Amants de Vérone (1948), com argumento de Jacques Prévert. Alguns outros títulos: Au Bonheur des dames (1943), Nous sommes tous des assassins (1951), La Glaive et la Balance (1963), Les Risques du Métier (1967), Mourir d'aimer (1970), Il n’y a pas de fumée sans feu (1972), Verdict (1974), A Chacun son enfer (1977), La Raison d’État (1978), L’Amour en Question (1978). No final da carreira realizou algumas séries para televisão como La Faute (1980) e Les Avocats du Diable (1981).

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Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

Stravinsky nasceu há 127 anos

  
Compositor russo, sucessivamente naturalizado francês e americano (Oranienbaum, 17.6.1882 - Nova Iorque, 6.4.1971). Estudou música com Rimski-Korsakov e, em 1910, compôs, para Diaghilev, três bailados que o notabilizaram imediatamente: O Pássaro de Fogo (1910), Petruchka (1911)e a Sagração da Primavera (1913), uma obra em que o ritmo parece procurar os seus limites com uma força elementar. Antes da I Guerra Mundial deixou definitivamente a Rússia. Fixou-se em Paris (tendo vivido na Suíça durante a guerra) e, em 1934, de novo nesta capital, adquiriu a nacionalidade francesa. Em 1939 instalou-se nos EUA e em 1945 naturalizou-se americano. Procurou dar à sua música uma expressão geral e objectiva conforme era seu propósito («a composição musical é a disposição de um número determinado de sons na correlação determinada dos intervalos»). A sua primeira composição electrónica, Pastoral, data de 1959. A sua obra, abundante e multifacetada, caracteriza-se, sobretudo, pela inspiração básica e pela precisão matemática, mas também pela comovente força de expressão que a anima, características que o tornam uma das personagens mais fascinantes e universais da vida musical do século xx.


Algumas composições:

Pulcinella (bailado, 1919)
Concerto Dumbarton Oaks (1938)
Symphony in Three Movements (1945)
Missa (1948)
The Rake’s Progress (ópera, 1951)
Septeto (1953)
Agon (bailado, 1957)
Threni (oratória, 1958)
Movimentos para Piano e Orquestra (1958-1959)
As Núpcias (para solistas, coro, quatro pianos e percussão, 1923)
Rei Édipo (ópera-oratória, 1927)
Apolon Musagète (bailado, 1928)
Sinfonia dos Salmos (para coro e orquestra, 1930 e1948)
Concerto Ebony (para orquestra de jazz, 1945)
In Memoriam Dylan Thomas (tenor, quarteto de cordas e quatro trombones, 1954)Canticum Sacrum (para solistas, coro e orquestra, 1956)


Stravinsky a dirigir Pássaro de Fogo: aqui.

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Terça-feira, 16 de Junho de 2009

Padre Cruz: 150 anos do nascimento

 
 
Sacerdote português (Alcochete, 29.7.1859 - Lisboa, 1.10.1948, formado em Teologia em Coimbra, que se evidenciou não pela ciência mas pela sua entrega total às pessoas. Praticou heroicamente o que inculcava aos sacerdotes: «Confessar enquanto se apresentarem pecadores, pregar enquanto houver ouvintes, e rezar até já não se poder mais». Confessou e deu a primeira comunhão, em 1913, a Lúcia, de Fátima, e em Junho ou Julho de 1917 reziu com ela e com os outros dois pastorinhos o terço, dizendo-lhes que não temessem pois era Nossa Senhora quem lhes aparecia. Em 1940 fez-se jesuíta. A fama das suas virtudes e o seu poder diante de Deus fizeram que fosse tido por santo ainda em vida. O processo de beatificação iniciou-se em Lisboa, em 1951, e foi concluído em 1965. A aprovação dos escritos ocorreu a 30 de Dezembro de 1971. Sobre o processo de canonização veja aqui.

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Segunda-feira, 15 de Junho de 2009

Ano do centenário da morte de Francisco Taborda

 

Actor português (Abrantes, 8.1.1824 - Lisboa, 5.3.1909) cuja profissão começou por ser de tipógrafo, em Lisboa, e actor-amador, passando a dedicar-se exclusivamente ao teatro em 1846. Em 1852 inaugurou o Teatro do Ginásio, a que para sempre exclusivamente se vinculou e onde permaneceu enquanto pôde representar, recusando convites para actuar noutras salas de espectáculo mais importantes. Ídolo das plateias populares, desempenhou com enorme brilho personagens cómicas sobretudo de Molière como as do Misantropo e do Médico à Força, de Molière, com as quais se notabilizou. Realizou uma digressão pelo Brasil, onde obteve extraordinários êxitos. Um teatro com o seu nome foi inaugurado em 1870, ainda em vida do actor. Ver também aqui, aqui e aqui.

 

 

 

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Quinta-feira, 4 de Junho de 2009

Francisco de Andrade: 150 anos do nascimento


Barítono português (1859-1921), irmão mais novo do tenor António de Andrade, que, em 1881, foi para Itália, onde estudou com Miraglia e Ronconi. Estreou-se em São Remo, na ópera Aída, de Verdi, tendo depois percorrido toda a Europa. Em Portugal ficou célebre a sua interpretação de Rigoletto (1887). Na Alemanha, onde desempenhou a função de cantor da Real Câmara da Baviera (1896), foi considerado o melhor intérprete de todos os tempos do Don Giovanni de Mozart. Do seu vasto reportório salientam-se ainda Guilherme Tell, Baile de Máscaras, Força do Destino, Traviatta, D. Manfredo, Fausto, Lucia de Lamermoor, A Africana e Barbeiro de Sevilha, que cantou (1918), pela última vez, em Portugal.


Ver outros detalhes aqui.

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Terça-feira, 2 de Junho de 2009

Diogo de Macedo: 50 anos da morte

  

Escultor, museólogo e historiador de arte português (Vila Nova de Gaia, 22.11.1889 - Lisboa, 19.2.1959) que viajou por toda a Europa e viveu durante muitos anos em Paris. Em 1944 foi nomeado director do Museu Nacional de Arte Contemporânea (hoje Museu do Chiado). Como escultor, concorreu a exposições colectivas e realizou algumas exposições individuais em Portugal, e a sua obra encontra-se espalhada por edifícios e praças públicas, museus e colecções particulares. Como museólogo a sua obra é considerável, mas foi sobretudo como crítico, historiador e cronista que se distinguiu. Deixou uma obra vasta sobre temas de arte e ainda milhares de páginas dispersas.

Ver biografia na página do Centro de Arte Moderna.
Obras de Diogo de Macedo na Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian.

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Domingo, 31 de Maio de 2009

Joseph Haydn morreu há 200 anos

Joseph Haydn (Rohrau, 31.3.1732 -Viena, 31.5.1809) foi um dos mestres do classicismo vienense, mestre de Mozart e Beethoven. Estudou Violino em Viena, e, mais tarde, deu lições e ocupou diversos cargos de violinista e organista, antes de entrar ao serviço dos mecenas, como era costume na época. Em Inglaterra escreveu e dirigiu as Sinfonias Londrinas. Expoentes máximos da sua obra são duas magníficas oratórias de inspiração haendeliana, A Criação e As Estações. A sua obra deve ser considerada sob dois aspectos: a contribuição pessoal que deu à história da música e a sua própria evolução artística. Passou muitos anos entre cortes, para quem a música era um passatempo requintado, e os seus primeiros Divertimenti obedecem ao gosto da época, com colorações barrocas. Mas depressa a imaginação criadora e o sentido da técnica se aliaram ao temperamento clássico que possuía: limitando para quatro o número de instrumentos de cordas, é considerado o pai do quarteto propriamente dito, que enriqueceu tematicamente, dando-lhe, assim, o seu máximo vigor. O mesmo fez com a sinfonia, que reestruturou em quatro movimentos (allegro, andante, minuete com trio, allegro ou presto), de orquestração e temas perfeitamente interligados, fixando, deste modo, os géneros que os românticos irão depois conservar e desenvolver. A sua própria evolução manifestou-se ao longo das 104 sinfonias que compôs. Compôs ainda concertos (para cravo, violino e violoncelo), trios, sonatas, missas e motetes.

 

VER TAMBÉM AQUI.

 

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Sábado, 30 de Maio de 2009

Centenário de Benny Goodman

 Benny Goodman (30.5.1909 – 13.6.1986)

 Veja a página oficial e ouça o som do grande clarinetista do jazz.

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Quinta-feira, 16 de Abril de 2009

Em Paris: Henri Cartier-Bresson à vue d'œil

Clicar para ir para o site da Maison Européene de la Photographie

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Terça-feira, 7 de Abril de 2009

Os 70 anos da Blue Note


«O “slogan” da empresa não engana: "The Finest in Jazz Since 1939". Os mais populares intérpretes foram gravando, ao longo das décadas, sob o selo da companhia: os saxofonistas Sonny Rollins, Dexter Gordon, Lee Morgan, Eric Dolphy e Ornette Coleman; os pianistas Thelonious Monk, Bud Powell, Horace Silver e Herbie Hancock; os trompetistas Fats Navarro, Miles Davis, Donald Byrd, Kenny Dorham e Freddie Hubbard; os guitarristas Kenny Burrell e Grant Green; o contrabaixista Ron Carter... A lista de talentos é quase infinita. O clarinetista Sidney Bechet e o pianista Earl Hines figuraram entre as primeiras assinaturas da marca...» (leia todo o texto no Público).

Visite a Blue Note.

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Quinta-feira, 26 de Março de 2009

50 anos da morte de Raymond Chandler

 

Escritor americano (Chicago, 23.7.1888 – 26.3.1959) que se iniciou na escrita durante a época da Depressão americana, do início da década de 1930, distinguindo-se como argumentista e guionista cinematográfico: Double Indemnity (1944, de Billy Wilder), The Big Sleep (1946, de Howard Hawks), The Blue Dhalia (1946, de George Marshall), Strangers on a Train (1951, de Alfred Hitchcock, com Patricia Highsmith). Como romancista, o seu terreno é o do policial «negro», tendo criado uma das maiores personagens do género: o detective Philip Marlowe, anti-herói que consegue conservar a dignidade num mundo de criminosos e corruptos. Na sua obra destacam-se obras-primas do género como The Big Sleep (1939), Farewell, My Lovely (1940), The Lady in the Lake (1943), The Long Goodbye (1953), todos eles passados ao cinema.

Farewell, My Lovely: The Falcon Takes Over (1942, Irving Reis)
The High Window: Time to Kill (1942, Herbert I. Leeds)
guião: And Now Tomorrow (1944, Irving Pichel)
Farewell, My Lovely: Murder, My Sweet (1944, Edward Dmytryk)
guião: The Unseen (1945, Lewis Allen)
Lady in the Lake: Lady in the Lake (1947, Robert Montgomery)
The High Window: The Brasher Doubloon (1947, John Brahm)
The Little Sister: Marlowe (1969, Paul Bogart)
The Long Goodbye: The Long Goodbye (1973, Robert Altman)
Farewell, My Lovely: Farewell, My Lovely (1975, Dick Richards)
The Big Sleep: The Big Sleep (1978, Michael Winner)

Ver Bibliografia
aqui.

 

 

 

publicado por annualia às 00:45
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