
Monumento, em Madrid, na Praça Dois de Maio, aos capitães Luis Daoíz e Pedro Velarde, os oficiais que desobedeceram Às ordens e se juntaram à rebelião.
*
*
*
*
*
*
*
*
*
*
*
*
Napoleão entregara a coroa de Espanha a seu irmão, José Bonaparte, depois de ter obrigado Fernando VII, que tinha arrebatado pela força o trono a seu pai, Carlos IV, a abdicar. A seguir, Napoleão tentará a abdicação forçada do rei português, para assim, colocar ao serviço da França os recursos de ambos os países ibéricos.
Pelo final de Março, depois de um importante motim em Aranjuez, verificam-se diversos distúrbios populares em Madrid. Em 2 de Maio, uma violento frémito de indignação e sentimento antifrancês enche de gente as ruas da capital espanhola, a pretexto de impedir a saída do último infante real. A repressão abate-se sobre a multidão que, sem armas, enfrentou o exército francês (20 mil soldados). Algumas unidades do exército espanhol desobedece às ordens e junta-se aos revoltosos e durante quatro horas os franceses perderam o controle da cidade. Nessa tarde pereceram, muitos deles executados, 410 madrilenos, enquanto centenas de outros ficaram feridos, mas o confronto foi o rastilho de uma revolta que haveria de chegar a todos os cantos de Espanha, como aconteceu também em Portugal, culminando por fim com a expulsão dos franceses.