Terça-feira, 22 de Setembro de 2009

Parviz Meshkatian (1955-2009)

  

Músico iraniano (Neishabur, 1955 – Teerão, 21.9.2009) que aprendeu inicialmente com o seu pai, tendo ingressado depois na Academia de Artes de Teerão, onde aprendeu a conhecer o reportório da música persa clássica, centrando a sua atenção em dois instrumentos clássicos: o santur e o setar. Tornou-se virtuoso do primeiro daqueles instrumentos. Em 1977, fundou o Aref Ensemble, no seio do qual se revelaram novos músicos e vocalistas e com o qual gravou peças compostas por si e deu concertos, na Europa e na América, correspondendo a um esforço de tornar conhecida a música persa fora das fronteiras do país. Desempenhou, nos últimos anos, um papel importante no desenvolvimento da música no Irão, no âmbito da Fundação Artística e Cultural Chavosh. Profundo conhecedor da tradição e professor na Universidade de Teerão, foi também um inovador na execução técnica do santur, ao qual associou um novo colorido orquestral.

 

 

publicado por annualia às 15:59
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Segunda-feira, 21 de Setembro de 2009

Antecipação: uma edição de Os Lusíadas para o nosso tempo

 

 

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Brevemente numa livraria perto de si



 

publicado por annualia às 15:21
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... a partir de que momento é legítimo derrubar um príncipe indigno desse nome

 «A ordem moral e política funda-se na lei divina, comunicada aos homens sob a dupla forma de lei natural e de ordem das naturezas. Na lei temporal, apenas é justo ou legítimo o que foi derivado pela razão humana da lei eterna [Agostinho, De Libero arbitrio, I, v, 13, citado por Tomás de Aquino, Suma Teológica, I-II 93, 3]. É neste sentido que cumpre interpretar a autoridade da Escritura: «Todo o poder vem de Deus.» O contra-senso clássico (interpretação absolutista da época clássica) consiste em dizer que toda a autoridade é de direito divino, quando esta frase significa, pelo contrário, que não há poder legítimo senão o que (verdadeiramente) procede de Deus: para exigir obediência, a própria autoridade deve obedecer à lei eterna.
É por isso que é legítimo não obedecer aos injustos. Para Tomás de Aquino, a lei exprime por essência a justiça no finito: se ela não é justa, nem sequer é uma lei; não a executar não é desobedecer, mas simplesmente reconhecer que ela não existe. Nos séculos XIV e XV esta reflexão irá até aos fundamentos do exercício do poder, numa casuística do tiranicídio, para decidir a partir de que momento é legítimo derrubar um príncipe indigno desse nome.»

Oivier Boulnois, «Os escolásticos, Boaventura (c. 1220-1271), Tomás de Aquino (1225-1274), Duns Escoto (1265-1308): felicidade, lei natural e pobreza» em História Crítica da Filosofia Moral e Política.

publicado por annualia às 11:06
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Leon Kirchner (1919-2009)

 

Compositor e chefe de orquestra americano de ascendência russa (Brooklyn, Nova Iorque, 24.1.1919 – Manhattan, Nova Iorque, 17.9.2009) que estudou sob a direcção de Schönberg, Roger Sessions e Ernest Bloch. Identificado com a estética da 2.ª escola de Viena, soube sempre permanecer fiel a um estilo muito pessoal, nunca tendo adoptado integralmente a ortodoxia da música dodecafónica. Recebeu o prémio Naumburg pelo seu Concerto para piano n.º 1 e foi distinguido com o prémio Pulitzer da Música (1967) com o seu Quarteto n.º 3, com banda magnética. Foi compositor residente no Festival de Música de Câmara de Santa Fé e no Centro Musical de Tanglewood, tendo por diversas vezes sido responsável pela direcção de orquestras em festivais, como o de Aldeburgh. Foi professor de Música em Harvard entre 1961 e 1989. Um dos seus mais notáveis discípulos foi o violoncelista Yo-Yo Ma.

Algumas obras: Sonata para piano (1948), Quarteto de cordas n.º 1 (1949), Sinfonia (1951), Sonata concertante para violino e piano (1952), Concerto para piano n.º 1 (1953), Tocatta, para orquestra de câmara (1955), Quarteto de cordas n.º 2 (1958), Concerto para violino, violoncelo, 10 sopros e percussão (1960), Concerto para piano n.º 2 (1963), Words from Wordsworth, para coro misto a capella (1966), Quarteto de cordas n.º 3 (1966), Música para orquestra (1969), Lily, ópera em 3 actos (1977, libreto baseado em Saul Bellow), Música para Flauta e Orquestra (1978), The Twilight Stood, para soprano e piano (1982), Para Violino Solo (1986), Para Viloncelo Solo (1986), Cinco peças para piano (1987), Tríptico, para violino e violoncelo (1988), Para Violino Solo II (1988), Música para Orquestra II (1990), Música para violoncelo e orquestra (1992), Para a mão esquerda (1995), Of Things Exactly As They Are, para soprano, barítono, coro e orquestra (1997).

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Sexta-feira, 18 de Setembro de 2009

Casa das Histórias Paula Rego

Notícia aqui.

Galeria de fotos aqui.

«Neofigurativa no modo como trabalha livremente o corpo humano até ao esgotamento da sua integridade antropomórfica, no modo como torna operatórias as noções de metamorfose e fragmentação, no modo como actualiza o bestiário — fantástico ou doméstico —, através de uma interrogação acerca dos limites do Humano e do Animal, ora fazendo-o a partir da rememoração das tradições populares, ora reescrevendo-o a partir da tradição literária erudita, herdeira da poética surrealista, a obra de Paula Rego estende-se por grandes ciclos narrativos ou cenográficos, com preferência pelos formatos monumentais. A diversidade de técnicas e gestos que pratica (colagem, gravura, pastel, óleo...) é unificada pela permanência de uma linguagem expressionista — violenta quase sempre, a tocar os limites da perversão, por vezes —, que se afirma na mutilação, na distorção dos corpos, na ambiguidade das cenas retratadas — na fusão do imaginário infantil com os fantasmas, no sentido psicanalítico do termo, do universo adulto, na fusão intricada das coordenadas temporais, do passado e do presente, da experiência vivida à memória — tudo isto sublinhado por uma sofisticação cuidada no tratamento das cores e das texturas (...)».

Ana Filipa Candeias em Enciclopédia Verbo-Edição Século XXI, vol., 24, Lisboa, Setembro de 2002 (excertos)

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Quinta-feira, 17 de Setembro de 2009

Trevor Rhone (1940-2009)

 

Dramaturgo jamaicano (1940 – Kingston, 15.9.2009), co-autor, com o realizador Perry Henzell, do argumento e guião do filme de ambiente reggae, The Harder They Come (1972). Em 1975, dirigiu Smile Orange, resultante de uma peça de teatro de sua autoria. Outras peças importantes de Trevor Rhone foram levadas à cena com êxito: The Web (1972), School's Out (1975), Old Story Time (1979), Two Can Play (1983), The Game (1985), One Stop Driver (1989), Bella’s Gate Boy (2002). Trevor Rhone recebeu a Musgrave Gold Medal Award, em 1988, o Living Legend Award atribuído pelo National Black Theatre dos EUA (1996) e o Norman Washington Manley Award, atribuído de quatro em quatro anos a uma personalidade que se distinga no âmbito da teatro (1996). Entre outros prémios no âmbito cinematográfico, recebeu o prémio do Festival de Cinema de Cork (Irlanda).

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O discurso antigo da felicidade

 

 «Apresentar as morais antigas como um bloco homogéneo é seguramente impossível. Todavia, pode-se destacar alguns elementos comuns constitutivos: a virtude é sempre concebida como uma excelência que depende de nós; trata-se de um equilíbrio segundo a medida que requer um saber; o sábio vive plenamente a sua felicidade no momento presente; a sabedoria implica domínio de si e independência; a sabedoria comporta o sentido da comunidade e o cultivo da amizade.
(...)

Os Antigos não separaram virtude e felicidade, sabedoria, medida, felicidade e utilidade própria; bem pelo contrário, conceberam a relação entre virtude e felicidade, entre excelência e contentamento, como um vínculo analítico quer baste ser verdadeiramente feliz para ser virtuoso, como nos epicuristas, quer a virtude seja a própria forma da felicidade e a sua própria recompensa, como nos estóicos. A felicidade é uma tarefa da consciência: não é feliz aquele que não acredita sê-lo; seria igualmente infeliz aquele que não se contentasse com o que tem e com o que é, ainda que fosse dono do mundo inteiro. A primeira condição da felicidade consiste, por conseguinte, em conhecer-se a si mesmo para saber exactamente o que é o si mesmo e o que está em si, o uso das suas representações. «Só o sábio está satisfeito com o que tem. Todo aquele que não é sábio é atormentado pelo desgosto de si.» [Séneca, Cartas a Lucílio, 9, 22.]
A sabedoria antiga constitui um modelo de sabedoria feliz que não é nem elitista nem egoísta, mas proposta a todos, do imperador ao escravo, e a cada um na sua vida quotidiana seja por ocasião de encontros fortuitos, como os de Sócrates na ágora, seja como resultado de um prolongado exercício, como na escola de Pitágoras. O cuidado de si não é incompatível com a intervenção na vida política — vêmo-lo desde Platão, a caminho de Siracusa, até Plotino, pretendendo erigir uma cidade de sábios, Platonópolis — mas a busca de equilíbrio e de desabrochamento pessoal permanecem aí de forma preponderante. Não poderíamos pensar separadamente a moral e a política, mas a política, especialmente através da educação, apenas faz por alcançar as pré-condições da vida feliz.»

 

Jacqueline Lagrée, «O discurso antigo da felicidade»

em História Crítica da Filosofia Moral e Política

 

 

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Quarta-feira, 16 de Setembro de 2009

Maria Callas morreu há 32 anos

Nova Iorque, 2.12.1923 - Paris, 16.9.1977

 

 

Página oficial aqui.


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História das Ideias: moral e política

 

 

No calor da discussão política e ideológica, própria do momento que atravessamos, esquecemos muitas vezes que expressões como «bem comum», «bem-estar», «felicidade», «interesse» ou «utilidade», tão repetidas, têm uma história, e que o seu significado se altera de acordo com diferentes perspectivas.

 

É essa história e a discussão que, ao longo dos séculos, lhe está subjacente, que constitui o objecto da História Crítica da Filosofia Moral e Política.

Nela se observam as rupturas e as continuidades nesse longo debate que está na origem de muitas das diferenciações que hoje observamos nas formações partidárias e nos actores da política.

 

De Platão a John Rawls, passando por Maquiavel, Hobbes, Adam Smith, Rousseau, Nietzsche, Max Weber ou Levinas, entre muitos outros, esta História Crítica da Filosofia Moral e Política reúne um conjunto excepcional de estudos acessíveis, constituindo um instrumento particularmente útil e uma referência indispensável para o entendimento da história das ideias.

 

 

 

 

    História Crítica da Filosofia Moral e Política

     direcção de Alain Caillé, Christian Lazzeri

e Michel Senellart

 

coordenação da edição portuguesa:

Manuel da Costa Freitas

 

 

 

     Informações mais detalhadas AQUI.

 

 

 

 

 

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Terça-feira, 15 de Setembro de 2009

Patrick Swayze (1952-2009)

Patrick Swayze

Actor americano (Houston, 18.8.1952 - Los Angeles, 14.9.2009) cuja carreira, embora iniciada em 1979, conheceu um forte impulso com a série televisiva North and South (1985-1986), a que se seguiu de imediato Dirty Dancing (1987, de E. Ardolino) pelo qual foi nomeado para os Globos de Ouros, facto que aconteceu depois também com Ghost (1990, de Jerry Zucker) e To Wong Foo Thanks for Everything, Julie Newmar (1995, de Beeban Kidron). Outros filmes: Road House (1989, de Rowdy Herrington), Next of Kin (1989, de John Irvin), Point Break (1991, de Kathryn Bigelow), City of Joy (1992, de Roland Joffé), Black Dog (1998, de Kevin Hooks), Donnie Darko (2001, de Richard Kelly), Waking Up in Reno (2002, de Jordan Brady), Keeping Mum (2005, de Niall Johnson), Jump (2007, de Joshua Sinclair), Christmas in Wonderland (2007, de James Orr).

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Segunda-feira, 14 de Setembro de 2009

Prémios Viarregio Rèpaci 2009

NARRATIVA

Quanta stella c'è nel cielo

Edith Bruck

Garzanti

«Quanta stella c’è nel cielo» não é engano, é o primeiro verso de uma balada amarga do jovem Petöfi, o grande poeta húngaro. Estes versos estão entre as poucas coisas que Anita traz consigo, juntamente com memórias dilacerantes. Anita não tem ainda dezasseis anos. É uma sobrevivente dos campos. É bela, sensível, as provações da vida ficaram-lhe gravadas na alma. Está em fuga de um orfanato húngaro.....»

 

POESIA

Libro Grosso

Ennio Cavalli

Nino Aragno Editore

«Uma viagem de escuta por caminhos e florestas, com algumas paragens no deserto». Assim definiu Ennio Cavalli Libro grosso, que reune Libro di storia e di grilli, Libro di scienza e di nani, Libro di sillabe».

 

ENSAIO

Giustizia bendata

Adriano Prosperi

Einaudi

«A venda sobre os olhos, uma atributo da imagem simbólica da justiça como mulher, está no centro do percurso desenhado nas páginas deste livro. Se num célebre poema de Edgar Lee Masters se faz uso dela para criticar a cegueira dos tribunais e a arbitrariedade das sentenças, a venda aparece na iconografia oficial como garantia da imparcialidade e da incorruptibilidade dos juízes». 

 

Página oficial dos prémios aqui.

 

 

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Diego Jesús Jiménez (1942-2009)

 

Poeta espanhol, também ensaísta, jornalista e pintor (Madrid, 24.12.1942 – ibid., 13.9.2009) cuja obra foi distinguida ao mais alto nível. O seu primeiro livro de poesia foi Grito con carne y lluvia (1961), obtendo o Prémio do Clube Internacional de Poesia de Jerez de la Frontera, seguindo-se-lhe La valija (1962) e Ámbito de entonces (1973). Em 1964 for a distinguido com o Prémio Adonais pela obra La ciudad e, em 1968, Coro de ánimas obteve o Prémio Nacional de Poesia. Diversamente premiados foram também os livros Fiesta en la oscuridad (1976), Sangre en el bajorrelieve (1979) ou Interminable imagen (1995). Em 1999, Bajorrelieve foi galardoado com o Prémios Hispano-americano de Poesia Juan Ramón Jiménez. Entre 1996 e 1997, Itinerario para náufragos venceu o Prémio Internacional de Poesia Jaime Gil de Biedma, o Prémio Nacional da Crítica e o Prémio Nacional de Poesia.

publicado por annualia às 11:14
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