Terça-feira, 25 de Novembro de 2008

Congresso Internacional Fernando Pessoa

 

 

Casa Fernando Pessoa

 

Encerrando as Comemorações dos 120 anos do autor do «Livro do Desassossego», a Casa Fernando Pessoa realiza, no Auditório do Turismo de Lisboa, de 25 a 28 de Novembro, o Congresso Internacional Fernando Pessoa. A singularidade deste Congresso é a de criar um diálogo entre os especialistas da obra de Pessoa e os criadores que nela se inspiram – poetas, pintores, cineastas. O Professor Eduardo Lourenço proferirá a conferência inaugural, às 10h30 de dia 25 de Novembro. Os segredos revelados pelas anotações marginais de Pessoa à sua própria biblioteca, os pontos de contacto entre a obra de Pessoa e a de outros génios da literatura (como o Padre António Vieira, Shakespeare, Joyce ou Yeats), as relações entre Pessoa e a psicanálise ou as suas ligações à astrologia serão outros  temas abordados neste congresso.

Entre os muitos oradores portugueses e estrangeiros presentes neste encontro, destacam-se Antonio Cicero, Antonio Saéz Delgado, Anna Klobucka, Arnaldo Saraiva, Fernando Cabral Martins, Fernando J.B. Martinho, Fernando Pinto do Amaral, Gastão Cruz, Ivo Castro, Jerónimo Pizarro, João Botelho, José Blanco, José Gil, Ken Krabbenhoft, Leyla Perrone-Moisés, Manuela Nogueira, Maria Lúcia Dal Farra, Nuno Júdice, Paulo Cardoso, Patrick Quillier,  Richard Zenith, Robert Bréchon e Teresa Rita Lopes.

Programa.

 

 

 

publicado por annualia às 12:50
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Bioética simples: um livro para esclarecer

«A hiperbólica promoção, realizada em meios de comunicação e até em reuniões científicas, das células estaminais como o caminho do futuro, para tratamento ou cura da maior parte das doenças crónicas, é eticamente reprovável, por falsear a realidade e criar expectativas que a situação presente vai dolorosamente desmentir.

(...) Recentemente anunciou-se uma possível estratégia para obtenção de células estaminais embrionárias sem destruição de embriões. (...) A ser assim, não parece que persistam sérias objecções éticas a esta técnica de obtenção de células estaminais. Porém, para que se desvaneçam as reservas, será necessário: 1. confirmar por investigadores independentes a veracidade das informações; 2. ter a garantia de que os embriões dadores de células são implantados, dando-se-lhes assim a possibilidade de permanecerem vivos: 3. verificar se a célula extraída do embrião dá, na verdade, origem a células pluripotentes, apesar de ela própria ser totipotente.» Aqui.

publicado por annualia às 12:05
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Richard Hickox (1948-2008)

 Richard Hickox & welcomed the chance to build an ensemble.

Director de orquestra inglês (Stokenchurch, Buckinghamshire, 5 .3.1948 – Cardiff, 23.11.2008). Director Musical da City of London Sinfonia e dos City of London Sinfonia Singers (1971-2008), Organista e «Master of the Music» de St Margaret's, Westminster (1972-1982), Director Musical do London Symphony Chorus (1976-2008) e Maestroo Convidado Principal da Dutch Radio Orchestra (1980-1984), Director Artístico da Northern Sinfonia (1982-1990, Maestro Emérito em 1996); Maestro Associado da San Diego Symphony Orchestra (1983-1984) e da London Symphony Orchestra (1985-2008), Maestro Principal da BBC National Orchestra of Wales 2000-2006 (Emérit0); Director Musical da Ópera Austrália (2005-2008). Foi também director musical de numerosos festivais.
Depois de estudar órgão, piano e composição na Royal Academy of Music (1966–1967), continuou os seus estudos no Queen's College, Cambridge, tendo-se doutorado, em 2003, pela Durham University. Estreou-se como director de orquestra em St John's, Smith Square (1971). Ao longo da sua carreira, Hickox fundou as suas próprias formações musicais (por exemplo, em 1990, fundou com o violinista Simon Standage a orquestra barroca Collegium 90), embora sempre solicitado pelas mais prestigiadas orquestras, dentro e fora do Reino Unido: a Royal Philharmonic, a Bournemouth Symphony, a Royal Liverpool Philharmonic e a Hallé, as sinfónicas de São Francisco, Detroit e Houston; as filamórnicas de Oslo, Rotterdão e Estocolmo, o Mozarteum, em Salzburgo, e a Orquestra da Suisse Romande. Trabalhou também com a English National Opera (1979), a Opera North (1982), a Scottish Opera (1985) e a Royal Opera House, Covent Garden (1985).
Gravou intensamente, sobretudo para a etiqueta Chandos, aí deixando registos dos ciclos completos das sinfonias de Alwyn, Elgar, Rubbra, Tippett, Vaughan Williams, quase todas as de Malcolm Arnold; das óperas de Britten, Vaughan Williams e Walton; peças orquestrais e corais de Britten, Bridge, Delius, Dyson, Elgar, Finzi, Grainger, Howells, Ireland, Moeran, Parry, Sullivan, Tavener, Walton e muitos outros, sem esquecer o seu interesse pelas óperas de Dvorák, Händel, Prokofiev e Vivaldi, as missas de Haydn, Hummel e Schubert, o ciclo sinfónico de Beethoven, as odes de Telemann ou o Requiem de Verdi.
publicado por annualia às 11:54
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Segunda-feira, 24 de Novembro de 2008

Espanha: Prémio Nacional das Letras para Juan Goytisolo

Juan Goytisolo. (Foto: Antonio Moreno)

Foto El Mundo/ Antonio Moreno

 

Escritor espanhol (n. Barcelona, 1931), irmão dos escritores (José Agustín Goytisolo, 1928-1999) e Luís Goytisolo (n. 1935). Inicialmente a sua ficção enquadrou-se na corrente neo-realista, ainda em voga nos anos do pós-guerra: uma literatura de denúncia e de compromisso político. Exilou-se em Paris depois de publicar Juegos de Manos (1954) e Duelo en el Paraíso (1955). Posteriormente, sem negar valores fundamentais de solidariedade, as viagens e o contacto com outras civilizações rasgaram-lhe novos horizontes. Entre 1969 e 1975 residiu nos EUA, onde ensinou em várias universidades. Fixou-se depois em Marraquexe, Marrocos, e tornou-se um profundo conhecedor da cultura árabe, destacando-se na defesa dos direitos humanos e dos povos desfavorecidos.

Entre os seus outros romances destacam-se: El mañana efímero (trilogia, 1957-1958), trilogia Álvaro de Mediola: Señas de identidad (1966), Reivindicación del conde don Julián (1970), Juan sin Tierra (1975); Makbara (1980), Paysajes después la batalla (1982), Las virtudes del pájaro solitario (1988),  Las semanas del jardín: un círculo de lectores (1997), Crónicas sarracinas (1998), Carajícomedia (2000), Telón de boca (2003). Da obra ensaística e memorialistíca citam-se Problemas de la novela (1959),  Campos de Níjar (1959), La Chanca (1962), Disidencias (1978), Coto vedado (autobiografia, 1985), Argelia en el vendaval (1994), El bosque de las letras (1995), De la ceca a la Meca (1997), Cogitus interruptus (1999), Diálogo sobre la desmemoria, los tabúes y el olvido (2000), Pájaro que ensucia su propio nido (2001), Paisajes de guerra: Sarajevo, Argelia, Palestina, Chechenia (2001), Memórias (2002), España y sus Ejidos (2003). Contra las sagradas formas (2007), El exiliado de aquí y de allá (2008).
Foi distinguido com os prémios Europália de Literatura (Bruxelas, 1985),
Nelly-Sachs (Dortmund, 1993), Mediterrâneo (1994), Rachid Mimumi, da tolerância e da liberdade (Paris, 1995), Octávio Paz de Literatura (México, 2002), de Literatura Latino-americana e das Caraíbas Juan Rulfo (México, 2004) e o Prémio Extremadura de Criação para melhor percurso literário (2005).

 

publicado por annualia às 17:46
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Prémio Especial Giga-Hertz 2008/ João Pedro Oliveira

João Pedro Oliveira

O Prémio Especial Giga-Hertz 2008 foi atribuído ao compositor João Pedro Oliveira, com a obra Timshel, para instrumentos e electroacústica.

Este prémio de composição, instituído pelo ZKM - Institute for Music and Acoustics e o  EXPERIMENTALSTUDIO da Rádio Alemã inclui uma encomenda de obra a ser realizada durante uma residência num dos referidos estúdios, em 2009.
O júri deste concurso foi presidido pelo prestigiado compositor inglês Jonathan Harvey.

Mais sobre João Pedro Oliveira aqui.

 

publicado por annualia às 17:09
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Prémio Music Theatre NOW/ Miguel Azguime

Foto
Miguel Azguime ganhou o Prémio Music Theatre NOW, do Instituto Internacional do Teatro (ITI), com a ópera electroacústica e multimédia Itinerário do Sal, na categoria «Other Forms Beyond Opera».

[Fonte: Lusa e Instituto Camões]


Mais informações sobre Miguel Azguime aqui 
e aqui.

publicado por annualia às 16:41
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Rogério Mendes de Moura (1925-2008)

[rogério+de+moura.jpg]
Era o mais antigo editor ainda no activo. Apaixonado pelo Livro e pela sua profissão, apesar dos seus 83 anos, Rogério Mendes de Moura era uma presença assídua nos Livros Horizonte onde procurava manter sempre viva a sua grande paixão de sempre. Como ele dizia" nada substitui o prazer de mexer no livro".
Rogério Mendes de Moura era uma personalidade “sui generis”, que encantava quem com ele privava ou simplesmente cruzava para dois dedos de conversa.
Rogério Mendes de Moura foi Presidente da APEL entre 1972 e 1974.
Foi condecorado pelo Presidente Jorge Sampaio em 2003.
Ver mais aqui.

 

Depoimento do Dr. Fernando Guedes, presidente do Conselho de Administração da Editorial Verbo:

 

«O Rogério Mendes de Moura deixa na nossa profissão um vazio que não será preenchido.
Durante os meus cinquenta anos de editor sempre encontrei o Rogério, nas horas boas e principalmente nas más, inevitavelmente com um enorme sentido das suas responabilidades como editor e como homem de cultura, discreto mas eficiente.
A nossa Associação teve nele sempre um dirigente, ou um colaborador, indispensável e só o avançar da idade e da doença o fez reduzir (e por fim cessar) a sua colaboração interessada, activa e proficua.
Paz à sua alma».
publicado por annualia às 16:03
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National Book Awards/ Literatura Juvenil


Judy Blundell tem escrito livros para a idade escolar intermédia, para jovens adultos e para adultos, sob vários pseudónimos. Sob o nome Jude Watson, é autora de diversos best-sellers do New York Times, séries e romances premiados. O seu romance, Premonitions, foi escolhido pela New York Public Library como um dos melhores livros juvenis de 2004. Entre os seus projectos posteriores está o Livro 4 da série The 39 Clues.

What I Saw and How I Lied. Quando o pai de Evie regressou da II Guerra Mundial, a família voltou bastante depressa à vida habitual. Mas Joe Spooner trouxe com ele mais do que boas histórias da guerra. Quando aparece o galã do cinema Peter Coleridge, um jovem antigo GI que servira na companhia de Joe na Áustria do pós-guerra, Evie é subitamente enredado no complicada teia de mentiras que só ela, lentamente, reconhece. Ela percebe que tem um fraquinho por Peter, ignorando os segredos que o rodeiam… até que ocorre uma tragédia que destrói a sua família e divide a sua vida ao meio. À media que começa a perceber que quase tudo em que acreditara é mentira, Evie é obrigada a enfrentar as suas ilusões e a escolher entre a lealdade aos seus pais e os seus sentimentos pelo homem que ama. Alguém vai ser traído. A questão é… quem?
 
publicado por annualia às 15:37
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National Book Awards/ Não Ficção


Annette Gordon-Reed é professora da New York Law School e professora de História na Rutgers University. É autora de Thomas Jefferson and Sally Hemings: An American Controversy, organizadora de Race On Trial: Law and Justice in American History, e co-autora, com Vernon Jordan, de Vernon Can Read: A Memoir. Gordon-Reed formou-se no Dartmouth College e na Harvard Law School.

Este romance épico conta a história dos Hemingses, cujo sangue se liga ao terceiro presidente dos EUA, e que tem sido sistematicamente expurgada da história americana. A historiadora e professora de direito, Annette Gordon-Reed, acompanha a família Hemings desde a sua origem setecentista, na Virgínia, até à dispersão dos seus membros depois da morte de Jefferson, em 1826. The Hemingses of Monticello traça a saga da família tendo como cenário de fundo a Revolução americana, Paris nas vésperas da sua própria revolução, a Filadélfia dos anos 1790, e a vida na plantação de Monticello.

 
publicado por annualia às 15:21
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National Book Awards/ Poesia

 
 
Os sete livros de poesia e os quatro livros de não ficção publicados por Mark Doty foram distinguidos com o National Book Critics Circle Award, o PEN/Martha Albrand Award for First Nonfiction, o Los Angeles Times Book Prize, o Whiting Writers Award, o Lila Wallace-Reader’s Digest Writer’s Award e, no Reino Unido, o Prémio T.S. Eliot. Mark Doty foi bolseiro da Fundação Guggenheim, do National Endowment for the Arts, da Fundação Ingram Merrill, and the Dorothy e do Lewis B. Cullman Center for Scholars and Writers da New York Public Library. É professor na Universidade de Houston.


Fire to Fire colige os melhores poemas dos seus sete livros anteriores, acrescentando-lhes novos textos. Os temas de Doty – a nossa condição mortal, a beleza evanescente do mundo, o poder transformador do desejo e a capacidade da arte de dar forma a vidas humanas – ecoam e desenvolvem-se ao longo de vinte anos de poesia. A marca do seu estilo abrange a linguagem comum e a linguagem poeticamente burilada; neste livro uma das vozes mais louvadas da poesia americana contemporânea, fala das crises e possibilidades do nosso tempo.



Mais sobre Mark Doty: http://www.markdoty.org/

Blog de Mark Doty: http://www.markdoty.blogspot.com/
 

publicado por annualia às 14:54
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National Book Awards/ Ficção

 

Peter Matthiessen (n. Nova Iorque, 1927) formou-se na Yale University, em 1950, altura em que iniciou o seu percurso de escritor. Fundador, em 1951, da The Paris Review, é autor de vários livros de ficção e ensaio, incluindo The Snow Leopard (também distinguido com o The National Book Award) e At Play in the Fields of the Lord (também nomeado para o mesmo prémio). Paralelamente, tem desenvolvido actividades como naturalista e como activista no campo do ambientalismo. É membro da Academia Americana de Artes e Letras, desde 1974.

Inspirado num acontecimento quase mítico ocorrido na fronteira da Florida selvagem, no virar do século xx, Shadow Country reescreve a lenda do plantador de açúcar das Everglades e notório fora-da-lei, E. J. Watson, que cava inexoravelmente a sua própria sepultura. Shadow Country atravessa estranhas paisagens e zonas interiores habitadas por Americanos de diversas cores e proveniências, incluindo negros e índios herdeiros de um racismo arcaico que, como observa a mulher de Watson, «ainda projecta a sua sombra sobre a nação».

 

publicado por annualia às 14:30
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Espaço de trabalho

Astronauts Heidemarie Stefanyshyn-Piper (left) and Shane Kimbrough
Os astronautas Heidemarie Stefanyshyn-Piper (esquerda) e Shane Kimbrough no segundo «passeio» espacial da missão STS-126, no passado dia 20 (fonte: NASA).

 

publicado por annualia às 10:42
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