Quarta-feira, 14 de Maio de 2008

Robert Rauschenberg (1925-2008)

 

Pintor americano (Port Arthur, Texas, 22.10.1925 – Tampa, Florida, 12.5.2008). Considerado um dos criadores da arte pop, pela inclusão na arte dos elementos da vida quotidiana, deveria ser, antes, segundo alguns, considerado um expressionista pós-abstracto. Depois de estudar pintura nos EUA e na Academia Julian, em Paris, passa algum tempo na Itália e no Norte de África. Em 1952, aparecem as suas dirt-paintings, amálgamas de terra e objectos de plástico; em 1953, as red-paintings, colagens cobertas de tinta vermelha; em 1954, as combine-paintings, incorporação de objectos diversos em superfícies pintadas a óleo. A ruptura, afirmada por Cage — compositor que influenciou Rauschenberg —, da distinção entre sons escolhidos e sons acidentais, encontra-se, a nível plástico, com o seu desejo de trabalhar no intervalo entre «a vida e a arte».
 
Charlene (1954)
 
© Robert Rauschenberg / Adagp, Paris, 2006; Used with permission
Minutiae(1954)
Collection (1954)
 
© Robert Rauschenberg / Adagp, Paris, 2006; Used with permission
Interview (1955)
 
Canyon (1959)
 
Pilgrim (1960)
 
Estate (1963)
 
Pegasus' First Visit to America in the Shade of the Flatiron Building (1982)
Clan Destiny (1995)
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Terça-feira, 13 de Maio de 2008

Acordo Ortográfico: «Torço para que os portugueses digam não» (Pasquale Cipro Neto)

 

O senhor é favorável à unificação da grafia entre os países de língua portuguesa?

A unificação interessa muito mais ao Brasil que a Portugal. Já houve várias tentativas de criar uma normatização única para os sete países. Por trás disso há o interesse do Brasil em vender livros didáticos para Angola. Acredito que as modificações previstas para este processo são desnecessárias e não tocam em pontos importantes como a extinção do hífen. Para mim, estão trocando uma porcaria por outra. Torço para que os portugueses digam não.

Leia toda a entrevista aqui.
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Pasquale Cipro Neto é professor de português e colunista dos jornais Folha de S. Paulo e O Globo, entre outros, e da revistra literária Cult. É o idealizador e apresentador do programa «Nossa Língua Portuguesa», transmitido pela Rádio Cultura AM e pela TV Cultura, e do programa «Letra e Música», transmitido também pela Rádio Cultura. Autor do Livro Ao Péda Letra, assina também a série «Português com o Professor Pasquale» e o «Anexo Gramatical do Manual da Redacção da Folha de S. Paulo».

 

publicado por annualia às 11:37
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Sexta-feira, 9 de Maio de 2008

Luigi Malerba (1927-2008)

 

Escritor, argumentista e jornalista italiano, de seu verdadeiro nome Luigi Bonardi (Bercetto, Parma, 11.11.1927 – Roma, 8.5.2008), que pertenceu ao chamado «Grupo 63», movimento vanguardista que reagiu contra o neo-realismo. Antigo colaborador do cineasta Alberto Lattuada, nos anos 50, adoptou depois uma estética muitas vezes próxima do surrealismo, na qual predomina a fantasia e o humor, Malerba obteve êxito assinalável com La scoperta dell’alfabeto (1963). Para além de romance, Luigi Malerba escreveu poesia e contos para crianças, guiões para programas de televisão, argumentos cinematográficos e narrativas de viagens e deambulações como Città e dintorni. Na sua obra destacam-se Il serpente (1966), Salto mortale (1968) – com o qual obteve o prémio Médicis – Le rose imperiali (1974), Le parole abbandonate (1977), Il pataffio (1978), Il pianeta azzurro (1986), Il fuoco greco (1990), Le pietre volanti (1992) -- distinguido com o Prémio Viareggio --, Il viaggiatore sedentario (1993), Le maschere (1994), Le galline pensierose (1994), Che vergogna scrivere (1996), Itaca per sempre (1997), La superficie di Eliane (1999), La composizione del sogno (2002), Il circolo di Granada (2002). Testa d'argento (2003), Le lettere di Ottavia (2004) e Fantasmi romani (2006).

  

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Quinta-feira, 8 de Maio de 2008

Inauguração do Museu do Oriente

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Terça-feira, 6 de Maio de 2008

Datas perdidas: primeiro selo da história moderna

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Foi posto a circular no dia 6 de Maio de 1840 o primeiro selo do mundo com as características dos selos que hoje conhecemos: de preço fixo, pré-pago e com o verso preparado para ser colado. Conhecido como «Penny Black», foi criado por Rowland Hill e iniciou a longa série de selos ingleses com a efígie de perfil da rainha Vitória.

 

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Domingo, 4 de Maio de 2008

Isabel da Nóbrega distinguida pela SPA

Isabel da Nóbrega (n. Lisboa, 1925) estreou-se, em 1951, com a narrativa Os Anjos e os Homens. Com o romance Viver com Os Outros (1964) recebeu o Prémio Camilo Castelo Branco. As perso­nagens, ao viverem em sociedade e na solidão, conservam com o mundo contemporâneo uma relação simultaneamente breve e intensa. Cola­borou, com crónicas, na imprensa e mantém na rádio um programa sobre livros e leituras. A escritora portuguesa, a quem José Saramago originalmente dedicou Memorial do Convento, foi agora distinguida com o Prémio de Consagração de Carreira da Sociedade Portuguesa de Autores.

Outras obras: Filho Pródigo (teatro, 1954), Já não há Salomão (narrativa, 1966), Solo para Gravador (contos, 1973), Quadratim (crónicas, 1976), O Amor Difícil (teatro).

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Sábado, 3 de Maio de 2008

Os fuzilamentos de 3 de Maio de 1808 (Goya)

publicado por annualia às 20:52
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Sexta-feira, 2 de Maio de 2008

Madrid: bicentenário do 2 de Maio de 1808

Monumento, em Madrid, na Praça Dois de Maio, aos capitães  Luis Daoíz e Pedro Velarde, os oficiais que desobedeceram Às ordens e se juntaram à rebelião.

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Napoleão entregara a coroa de Espanha a seu irmão, José Bonaparte, depois de ter obrigado Fernando VII, que tinha arrebatado pela força o trono a seu pai, Carlos IV, a abdicar. A seguir, Napoleão tentará a abdicação forçada do rei português, para assim, colocar ao serviço da França os recursos de ambos os países ibéricos.
Pelo final de Março, depois de um importante motim em Aranjuez, verificam-se diversos distúrbios populares em Madrid. Em 2 de Maio, uma violento frémito de indignação e sentimento antifrancês enche de gente as ruas da capital espanhola, a pretexto de impedir a saída do último infante real. A repressão abate-se sobre a multidão que, sem armas, enfrentou o exército francês (20 mil soldados). Algumas unidades do exército espanhol desobedece às ordens e junta-se aos revoltosos e durante quatro horas os franceses perderam o controle da cidade. Nessa tarde pereceram, muitos deles executados, 410 madrilenos, enquanto centenas de outros ficaram feridos, mas o confronto foi o rastilho de uma revolta que haveria de chegar a todos os cantos de Espanha, como aconteceu também em Portugal, culminando por fim com a expulsão dos franceses.

publicado por annualia às 16:39
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