Quinta-feira, 6 de Março de 2008

Joel Serrão (1919-2008)

Historiador, investigador e ensaísta português (Funchal, 1919 - Lisboa, 6.3.2008). Licenciado em Ciências Histórico-Filosóficas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, foi professor liceal até 1972. Exerceu depois funções docentes na Universidade de Lisboa e na Universidade Nova de Lisboa. Pertenceu ao conselho de administração da Fundação Calouste Gulbenkian. Dirigiu o Dicionário da História de Portugal, que ainda hoje constitui uma referência fundamental da historiografia portuguesa do século XX. Na linha da historiografia dos Annales, que marcou muito a sua época, dedicou particular atenção a problemas culturais e literários, especialmente do século XIX, privilegiando uma perspectiva sociológica e um ensaísmo de linha sergiana. De salientar os seus contributos para o conhecimento e revalorização de autores como Cesário Verde, Sampaio Bruno e D. Francisco Manuel de Melo. Foi também um dos pioneiros dos estudos pessoanos, sobretudo na compilação, edição e interpretação de textos sobre a sua ideia de Portugal e relações com o Sebastianismo.
Com A. H. de Oliveira Marques dirigiu também uma Nova História de Portugal e uma Nova História da Expansão Portuguesa.
A sua vasta obra abrange: O Carácter Social da Revolução de 1383 (1946), Cesário Verde: Interpretação, Poesias Dispersas e Cartas (1957), Sampaio Bruno: O Homem e o Pensamento (1959), Temas Oitocentistas I (1959), Temas de Cultura Portuguesa (1960), D. Francisco Manuel de Melo, Alterações de Évora-1637 (1967, Introdução, fixação do texto, Apêndice Documental e Notas),  Do Sebastianismo ao Socialismo em Portugal (1969), Iniciação ao Filosofar (1970), Cronologia Geral da História de Portugal (1971), Portugueses Somos (1975), O Sentido de Portugal segundo Fernando Pessoa (1976), Testemunhos sobre a Emigração Portuguesa (1978), Temas Oitocentistas II (1978), Fernando Pessoa, Cidadão do Imaginário (1981), Génese e Estrutura do Pensamento Sócio-Político de Antero de Quental: Introdução a Antero de Quental: Prosas Sócio-Políticas (1982), O Primeiro Fradique Mendes (1985), Notas sobre a situação da mulher portuguesa oitocentista (1986), Temas Históricos Madeirenses (1992).
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Quarta-feira, 5 de Março de 2008

Leonard Rosenman (1924-2008)

Conducting "Fantastic Voyage"
Compositor americano que se notabilizou em música para filmes (Brooklyn, Nova Iorque, 7.9.1924 – Woodland Hills, Califórnia, 4.3.2008). Na Califórnia, no imediato pós-guerra, estudou com Arnold Schönberg e Roger Sessions. Em 1952 recebeu uma bolsa para estudar com Luigi Dallapicola, em Tanglewood. Amigo de James Dean, que protagonizava uma peça de Howard Sackler para a qual Rosenman escreveu a música, Elia Kazan convidou-o para fazer a banda sonora de East of Eden (1955). Aaron Copland e Leonard Bernstein encorajaram Rosenman para este regressar à Califórnia. O seu próximo trabalho, em The Cobweb (1955, de Vincente Minelli) confirmaria o seu talento. Ainda em 1955, comporia a música de Rebel Without a Cause de Nicholas Ray, o filme da célebre interpretação de James Dean. Em 1966, escreveria a surpreendente partitura para o filme Fantastic Voyage de Richard Fleischer. A sua carreira de compositor de música de filmes abrange uma centena de películas, salientando-se a que compôs para Barry Lindon (1975, de Stanley Kubrick) Bound for Glory (1976, de Hal Ashby), pela qual foi distinguido com a atribuição de dois Óscares, mas também de Edge of the City (1957, de Martin Ritt), The Outsider (1961, de Delbert Mann), A Man Called Horse (1970, de Elliot Silverstein), The Lord of the Rings (1978, animação, de Ralph Bakshi), Cross Creek (1983, de Martin Ritt), Star Trek IV: The Voyage Home (1986, de Leonard Nimoy). Compôs também a música de numerosas séries para televisão.
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Terça-feira, 4 de Março de 2008

Giuseppe Di Stefano (1921-2008)

Tenor italiano (Anastasia, Catânia, 24.7.1921 – Milão, 3.3.2008) cuja carreira atingiu o seu cume na década de 1950 ao lado de Maria Callas, quer em produções operáticas, quer em registos discográficos. Enérgico e espontâneo enquanto cantor e convincente como actor, Di Stefano entregou-se à sua carreira de tal modo que a sua voz acabou por se ressentir de forma irreversível. Porém, o seu desempenho anterior é notável, distinguindo-se em papéis como Nemorino no L'Elisir d'Amore de Donizetti, Alfredo em La Traviata de Verdi, Des Grieux na Manon de Massenet (o seu papel de estreia no La Scala, em 1946) ou ainda no Fausto de Gounod, no Cavaradossi da Tosca de Puccini, no Don José da Carmen de Bizet ou no Andrea Chénier da ópera homónima de Giordano. Em 1948, cantou pela primeira vez na Metropolitan Opera em Nova Iorque integrando o elenco do Rigolleto, de Verdi. Em 1951 cantou pela primeira vez ao lado da Callas, com quem contracenou numerosas vezes. Um dos momentos mais impressionantes de ambos foi a Traviata produzido pelo La Scala com encenação de Luchino Visconti e direcção de Carlo Maria Giulini, da qual existe registo discográfico.
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Giuseppe Di Stefano canta «E lucevan le stelle» da ópera Tosca, de Giacomo Puccini.
 
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Segunda-feira, 3 de Março de 2008

Comemorações dos 200 anos da chegada da Família Real ao Brasil

No Rio de Janeiro, o Arquivo Nacional vai inaugurar dia 6 de Março, às 19 horas, a exposição "Genealogia e heráldica", que reúne 54 documentos originais pertencentes ao arquivo da Torre do Tombo. Etre os papéis estão, por exemplo, a carta de elevação do Brasil à categoria de Reino Unido ao de Portugal e Algarves (de 1815) e o Tratado de Paz e Amizade (1825), no qual se reconhece a independência do Brasil. Dia 7 acontece o seminário "Dom João no Brasil", com palestras dos vencedores do Prémio Dom João VI de Pesquisa, promovido pelo Arquivo.

Ainda dentro da programação dos 200 anos da chegada da família real, o Pólo de Pesquisa do Real Gabinete Português de Leitura e a Cátedra Jorge de Sena da Universidade Federal do Rio de Janeiro lançam dia 6, às 16h, as revistas "Convergência Lusíada" e "Metamorfoses 8", como mais uma iniciativa do projecto de estímulo ao diálogo luso-brasileiro. O lançamento, que acontece no Real Gabinete, terá ainda uma mesa-redonda com as professoras Marta Sena (UFRJ/Casa de Rui Barbosa) e Gilda Santos (UFRJ/Real Gabinete), que vão falar sobre a ligação do escritor Machado de Assis com a cultura portuguesa.

(Fonte: O Globo, via Publish News)

 

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Maria Gabriela Llansol (1931-2008)

Escritora portuguesa (Lisboa, 10.3.1931 - Sintra, 3.3.2008), cuja obra assume características singulares, tal como a sua personalidade, absolutamente discreta e avessa ao mundanismo dos meios literários. Maria Gabriela Llansol foi distinguida com vários prémios, incluindo o Prémio D. Dinis da Fundação Casa de Mateus e, por duas vezes, o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores.
A sua obra inclui títulos como: Os Pregos na Erva (1962), Depois de os Pregos na Erva (1972), a trilogia «Geografia dos Rebeldes» (O Livro das Comunidades, 1977; A Restante Vida, 1983; Na Casa de Julho e Agosto, 1984); trilogia o «Litoral do Mundo» (Causa Amante, 1984; Contos do Mal Errante,1986; Da Sebe ao Ser, 1988); Um Falcão no Punho (diário), 1985; Finita (diário), 1987; Um Beijo Dado Mais Tarde, 1990; Amar um Cão, 1992; Lisboaleipzig 1: O Encontro Inesperado do Diverso, 1994; Lisboaleipzig 2: O Ensaio de Música,  1955; Ardente Texto Joshua,  1998; Onde Vais Drama-Poesia? (diário), 2000; Amigo e Amiga. Curso de Silêncio, 2004.
Eis um excerto da entrada da Enciclopédia Verbo-Edição Século XXI que se lhe refere:
«A sua obra literária, dos domínios da ficção (conto e romance) e do diário, espaçada até aos anos 80, torna-se depois mais frequente e insistente e impõe uma personalidade singular mas relevante no panorama nacional, com textos já tachados de 'herméticos e enigmáticos', porém iniciadores de vivências místicas, poéticas, musicais, e com propósitos de um amor à dimensão do cosmos e de um entendimento (essencial mais do que conceptual) entre os seres dos diferentes reinos da natureza. Há na sua literatura uma genealogia, sem lógica de tempo nem de espaço, em que comparecem as mais «reencontradas» famílias (da mística, da poesia, da filosofia, da música…) — S. João da Cruz, Eckart, a beguinagem, Espinosa, Nietzsch, Hölderlin, Fernando Pessoa, Bach, etc. »
publicado por annualia às 14:43
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Datas perdidas

O Tratado de Brest-Litovsk, assinado em 3 de Março de 1918, foi celebrado entre a Rússia soviética e as potências centrais (Alemanha, Áustria-Hungria e Itália) e garantiu a independência aos territórios sob domínio russo na Polónia e no mar Báltico, à Ucrânia e à Finlândia.
A Alemanha reclamava o estatuto independente para essas regiões desde o final de 1917 e foi essa reivindicação que levou ao rompimento de negociações em Novembro daquele ano. Entretanto, com o avanço das tropas alemãs aqueles termos tornaram-se aceitáveis para a Rússia de Lénine, que assim se afastou do esforço de guerra dos Aliados. A independência daqueles territórios servia as potências centrais por constituirem um «tampão», mas a Alemanha esperava que ele pudessem vir a cair sob a sua alçada. Esta expectativa, porém, gorou-se com o Armísticio (Novembro de 1918) que pôs fim à I Guerra Mundial, que impôs o domínio das forças aliadas e obrigou à desmilitarização da Alemanha.
Os soviéticos recuperariam a Ucrânia logo em 1919 e, depois do Pacto Germano-Soviético de 1939, retomaram os territórios polacos e os países bálticos (Estónia, Lituânia e Letónia).

 

Pode ler o texto do Tratado de Brest-Litovsk aqui.

 

 

publicado por annualia às 13:42
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