Terça-feira, 19 de Fevereiro de 2008

Que História o absolverá?

 

 

publicado por annualia às 23:17
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Наталия Бессмертнова (1941-2008)

Natalia Bessmertnova
Natalia Bessmertnova - The Bolshoi Ballet
Bailarina russa (Moscovo, 19.7.1941 – ibid., 18.2.2008) que, com Maia Plissetskaia e Galina Ulanova, foi uma das glórias da escola do Bolchoi durante o período soviético. Aluna brilhante, obteve a classificação mais alta possível na escola daquele teatro, cujo corpo de bailarinos passou a integrar em 1961. Casada com o coreógrafo Iuri Grigorovitch, o seu desempenho em Ivan, o Terrível (1975) deu-lhe grande projecção no Ocidente, embora as suas interpretações em ballets como Romeu e Julieta, Dom Quixote e Gisèle já fossem sobejamente conhecidas do público soviético. Perante a fuga para o Ocidente de vários artistas soviéticos, nos anos 60 e 70 do século XX, Natalia Bessmertnova permaneceu fiel ao regime, tendo recebido o prémio Lenine, em 1986. Em 1994 retirou-se dos palcos, ficando a ensinar na escola de ballet do Bolchoi.
Natalia Bessmertnova
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Natalia Bessmertnova -- Vocalis
publicado por annualia às 08:24
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Um Fórum cultural para a Europa

 

«Para cumprir o objectivo de ouvir os cidadãos para definir o que vai fazer na cultura, a União Europeia realizou em Lisboa um Fórum com a sociedade civil, no passado mês de Setembro. Essa reunião foi agora transformada num fórum virtual, onde todos são convidados a discutir e a opinar sobre cultura da União Europeia, a diversidade cultural, a economia criativa, de uma forma livre e descontraída, à moda das antigas tertúlias dos velhos cafés europeus.» Aqui fica, pois, a informação e a respectiva ligação.

 

LIVEFORUM

 

publicado por annualia às 01:48
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Prémio Afonso X, o Sábio

A mais importante distinção espanhola para o romance histórico é o Prémio Afonso X, o Sábio, instituído por MR Ediciones e patrocinado pela Caja Castilla-La Mancha, e que acaba de ser atribuído a Julio Murillo Llerda (n. São Paulo, 1957) pelo romance Shangri-La. La cruz bajo la Antártida. O júri, constituído por Jesús Sánchez Adalid, Almudena de Arteaga e Soledad Puértolas, valorizou o rigor da sua estrutura, que comparou à de um relógio suíço. (Fonte: Casa del Libro)

 

 Julio Murillo gana el VIII Premio de Novela Histórica 'Alfonso X el Sabio'

 

Um outro romance histórico de Julio Murillo Llerda, As Lágrimas de Karseb, está publicado em português na editora Ésquilo.

 

 

publicado por annualia às 00:33
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Segunda-feira, 18 de Fevereiro de 2008

Alain Robbe-Grillet (1922-2008)

Escritor e realizador francês (Brest, 18.8.1922 - Caen, 18.2.2008). Engenheiro agrónomo, estreou-se nas letras em 1953 com Les gommes, seguido de Le voyeur (1955), La jalousie (1957), Dans le labyrinthe (1959) e La maison de rendez-vous (1965). Teórico e um dos principais representantes do Nouveau Roman, tendência da literatura francesa, que pretendeu abandonar o tradicional romance de análise psicológica e procurou uma forma nova para exprimir a verdade individual do autor, estilhaçando a representação romanesca do real. Robbe-Grillet escreveu também argumentos de filmes e realizou ou­tros: L’Anné dernière à Marienbad (1961, com Alain Resnais), L’Immortelle (1963) e Trans-Europ-Express (1966). O recurso deliberado aos jogos da inteligência não facilitou a aceitação pelo grande público.
Foi conselheiro literário das Éditions de Minut entre 1955 e 1985, e membro do Haute comité pour la défense et l'expansion de la langue française (1966-1968), Robbe-Grillet eninou nas Universidades de Nova Iorque e Washington. Entre 1980 e 1988 dirigiu o Centro de Sociologia da Literatura da Universidade de Bruxelas. Em 2004 foi eleito para a Academia Francesa, embora tenha recusado cumprir o cerimonial académico.
Outras obras: L’Homme qui ment (filme, 1968), Projet pour une révolution à New­-York (filme, 1970), L’Éden et après (filme, 1971), Glissements progressifs du plaisir (filme, 1974), Le jeu avec le feu (filme, 1975), La Belle Captive (com René Magritte, 1976), Un régicide (1978), Souvenirs du Triangle d’Or (1978), Traces suspectes en surfaces (com Robert Rauschenberg, 1978), Djinn (1981), Le Miroir qui revient (1984), Angélique ou L’Enchantement (1987), Les derniers jours de Corinthe (1994), La Reprise (2001).
La Jalousie
Outras informações e ligações aqui.
Alain Robbe-Grillet par lui-même aqui.
publicado por annualia às 16:19
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Domingo, 17 de Fevereiro de 2008

Festival Internacional de Cinema de Berlim 2008

Prémios do Júri Internacional presidido pelo realizador grego Costa-Gravas e constituído por Uli Hanisch, Diane Kruger, Walter Murch, Alexander Rodnyansky e Shu Qi.

 Urso de Ouro para o Melhor Filme
Tropa de elite, de José Padilha

Goldener Bär 2008: Tropa de elite

Urso de Prata - Grande Prémio do Júri 
Standard Operating Procedure, de Errol Morris

Silberner Bär: Errol Morris

Urso de Prata para Melhor Realizador 2008 
Paul Thomas Anderson por There Will Be Blood

Silberner Bär: Paul Thomas Anderson

Urso de Prata para Melhor Actriz 2008 
Sally Hawkins em Happy-Go-Lucky, de Mike Leigh

Urso de Prata para Melhor Actor 2008 
Reza Najie em Avaze Gonjeshk-ha, de Majid Majidi

Urso de Prata para Melhor Contribuição Artística (Música) 2008 
Jonny Greenwood por There Will Be Blood, de Paul Thomas Anderson

Urso de Prata para o Melhor Argumento 2008 
Wang Xiaoshuai por Zuo You

Prémio Alfred Bauer 2008 
Lake Tahoe, de Fernando Eimbcke
 
Urso de Ouro Honorário
Francesco Rosi
Cineasta italiano (Nápoles, 1922). Assistente de Visconti, Antonioni, Monicelli e outros, a sua obra ultrapassa os contornos do neo­-realismo com La sfida (1958) e Le mani sulla città (1963), respectivamente Prémio Especial do Júri e Leão de Ouro da Mostra de Veneza. Apresenta, ainda assim, um cunho socio­político, documentando acontecimentos trágicos da história italiana: Uo­mini contro (1970), Il caso Mattei (1972), Palma de Ouro do Festival de Cannes. Outros filmes: I Magliari (1959), Salvatore Giuliano (1961; Ur­so de Prata do Festival de Berlim em 1962), C’era una volta (1967), Cada­veri eccellenti (1976), Lucky Luciano (1973), Cristo si è fermato a Eboli (1979), Tre fratelli (1981), Carmen (1984), Cronaca di una morte an­nun­ciata (1987), Dimenticare Palermo (1990), Diario napoletano (1992), La tregua (1997).

Prémio para o Primeiro Filme
(Júri: Ben Barenholtz, Dominique Cabrera eJasmila Zbanic)  
Asyl, de Kumasaka Izuru

 

Prémios para as Curtas-Metragens
Júri: Marc Barbé (França), Ada Solomon (Roménia), Laura Tonke (Alemanha).
 
Urso de Ouro
 O zi buna de plaja, de Bogdan Mustata (Roménia)
 
Urso de Prata 
Udedh bun, de Siddharth Sinha (Índia)
  
Prémio UIP
Frankie, de Darren Thornton (Irlanda)
Outros prémios, ver aqui.
publicado por annualia às 11:18
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Sexta-feira, 15 de Fevereiro de 2008

ANO DO CENTENÁRIO DE ANTÓNIO LOPES RIBEIRO

Este é também o ano do centenário do nascimento de António Lopes Ribeiro(1908-1995), um dos nomes maiores do cinema português que se estreou como realizador com o documentário Uma Batida em Mal­pique (1928). Em 1929, visitou vários estúdios europeus, conhecendo S. M. Eisentein e Dziga Vertov em Moscovo. Lançou e dirigiu as revistas Kino (1930) e Animatógrafo (séries de 1934 e 1940). Em 1940, fundou, com António Ferro e Jorge Segurado, o Círculo Eça de Queiroz. Em 1941, criou as Produções António Lopes Ribeiro — de onde saíram O Pai Tirano, O Pátio das Cantigas (1941) de seu irmão Francisco (Ribeirinho), e Aniki-Bobó (1942) de Manoel de Oliveira. Em 1944, fundou Os Comediantes de Lisboa, no Teatro da Trindade. Desde 1957, apresentou na televisão Museu do Cinema, constante testemunho de conhecimento e amor do cinema. Realizou as longas metragens Gado Bravo (1934), A Revolução de Maio (1937), Feitiço do Império (1940), O Pai Tirano (1941), Amor de Perdição (1943), A Vizinha do Lado (1945), Frei Luís de Sousa (1950), O Primo Basílio (1959).
 
 
O volume ANNUALIA 2007-2008 publica um extenso texto de Fernando Garcia, também cineasta, antigo assistente e amigo de António Lopes Ribeiro.
Trata-se de um texto memorialístico, único, que revela a participação de António Lopes Ribeiro (e de seu irmão Francisco, bem como de outros familiares) em peças de teatro amador, onde revelava já a sua apetência, o seu talento e versatilidade.
Imperdível, para quem gosta das «histórias do cinema», este testemunho único de Fernando Garcia sobre António Lopes Ribeiro, a figura e o seu tempo.
 
Cartaz de A Revolução de Maio, de António Lopes Ribeiro (col. Cinemateca Portuguesa)
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Cartaz de Frei Luis de Sousa, de António Lopes Ribeiro (col. Cinemateca Portuguesa)
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Cena de O Pai Tirano, com Francisco Ribeiro (Ribeirinho) e Leonor Maia
publicado por annualia às 23:28
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Datas perdidas

Jacques-Louis David, A morte de Sócrates, 1787, Metropolitan Museum of Art, Nova Iorque

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Ainda que possa não ser rigoroso estabelecer o dia 15 de Fevereiro de 399 a. C. como a data da morte de Sócrates, essa atribuição é pretexto suficiente para evocarmos aqui o grande filósofo grego.

Eis como a Prof. Maria Helena Rocha Pereira inicia o seu artigo sobre Sócrates na Enciclopédia Verbo-Edição Século XXI:

«Apesar de se conhecerem numerosos pormenores da sua biografia (filho do escultor Sofronisco e da parteira Fenareta, casado com Xantipa, de quem teve filhos, residente em Atenas, sem nunca dela sair senão em serviço militar e uma vez para ir ao Istmo, acusado de corromper a juventude e de introduzir deuses novos na cidade, julgado em tribunal e condenado a morrer pela cicuta) e do seu modo de actuar (frequentando os lugares onde aparecia mais gente, como a praça pública ou os ginásios, para interrogar quem lhe aparecia, sobretudo os jovens, numa procura conjunta da verdade), poucas figuras têm sido tão discutidas.»

Os últimos dias de Sócrates são referidos no diálogo Fédon de Platão. Uma versão em português pode ser lida aqui.

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publicado por annualia às 00:01
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Quinta-feira, 14 de Fevereiro de 2008

Kon Ichikawa (1915-2008)

A carreira deste grande cineasta japonês (Mie, 20.11.1915 – 12.2.2008) começou pelos desenhos animados e filmes com marionetas. Depois da II Guerra Mundial, estreou-se como realizador de filmes de fundo com Toho Senichi-Ya (1947). A sua filmografia cobre vários géneros e registos, combinando capacidade artística e êxito de público. Notabilizou-se sobretudo em transposições cinematográficas de clássicos literários, como Kokoro (adaptação de Soseki Natsume), Enjo (adaptação de Mishima), Kagi (adaptação de Junichirô Tanizaki) ou Hakai (adaptação de Toson Shimazaki).
Conhecido no Ocidente desde Biruma no tategoto (1956, exibido em Portugal como A Harpa Birmanesa), premiado em Veneza (e de que Ichikawa fez uma segunda versão em 1985), este cineasta dirigiu vários thrillers como Ana (1957), Inugamike no ichizoku (1976) e Gokumon-to (1977).
Merecem também destaque especial o documentário Tôkyô orimpikku (1965, As Olimpíadas de Tóquio) e o filme Taiheiyo hitori-botchi (1963), nomeado para a Palma de Ouro, em Cannes.
Alguns outros filmes de referência: Enjo (1958), Kagi (1959, Prémio de Júri no Festival de Cannes), Ototo (1960), Hakai (1962), Koto (1980), Kojuku (1981), Sasame-yuki (1983), Rokumeikan (1986), Eiga joyu (1987, homenagem à actriz Kinuyo Tanaka, protagonista de vários filmes de Mizoguchi), Taketori monogatari (1987), Tenkawa densetsu satsujin jiken (1991), Shijushichinin no shikaku (1994), Kah-chan (2001, Grand Prix des Amériques, do Festival de Montréal). Os seus filmes receberam muitas nomeações e prémios, dentro e fora do Japão. Em 2001 foi distinguido com o Prémio de Carreira do Festival de Cinema do Mundo de Montréal. Em 2006 venceu o Prémio Akira Kurosawa do Festival Internacional de Tóquio.
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Segunda-feira, 11 de Fevereiro de 2008

Roy Scheider (1932-2008)

Actor norte-americano (Orange, New Jersey, 10.11.1932 – Little Rock, Arkansas, 10.2.2008). Distinguiu-se inicialmente no teatro Off-Broadway (Stephan D., de James Joyce, 1968) e da Broadway (Betrayal, de Harold Pinter, 1980). No cinema, onde desempenhou preferencialmente papel de «duro» ou de polícia, a sua carreira foi relançada sobretudo com o filme Jaws de Spielberg (Tubarão, 1975). Nomeado para os Óscares de Melhor Actor Secundário em dois momentos da sua filmografia: The French Connection (1971, de William Friedkin) e All That Jazz (1980, de Bob Fosse).
Outros filmes marcados pelo seu desempenho foram, por exemplo, Klute (1971, de Alan J. Pakula), Un homme est mort (1972, de Jacques Deray), L’Attentat (1972, de Yves Boisset), Marathon Man (1976, de John Schlesinger), Sorcerer, (1977, de William Friedkin), Jaws II (1978, de Jeannot Szwarc), Last Embrace (1979, de Jonathan Demme), Still of the Night (1982, de Robert Benton), Blue Thunder (1983, de John Badham), Mishima: A Life in Four Chapters (1985, de Paul Schrader), 52 Pick-Up (1986, de John Frankenheimer), The Fourth War (1990, de John Frankenheimer), The Russia House (1990, Fred Schepisi), Naked Lunch (1991, de David Cronenberg), Romeo is Bleeding (1993, de Peter Medak), 2010 (1984, de Peter Hyams), The Myth of the Fingerprints (1997, de Bart Freundlich,), The Rainmaker (1997, de Francis Ford Coppola).
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publicado por annualia às 12:34
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Datas perdidas

A 11 de Fevereiro de 1945 terminou a Conferência de Ialta entre os principais líderes das potências Aliadas na II Guerra Mundial: Churchill, Roosevelt e Estaline. Na conferência, realizada nessa cidade da Crimeia, se decidiu o desarmamento e desnazificação da Alemanha, o julgamento dos criminosos de guerra, a fronteira entre a Rússia e a Polónia, mas sobretudo foi aí que se fizeram os planos para a futura partilha da Europa  pelas potências vencedoras, que daria origem à chamada Guerra Fria. Também em Ialta se abriu caminho à transformação da Liga das Nações na actual ONU, que ocorreria em Outubro. No Verão do mesmo ano (Julho-Agosto) decorreria ainda uma outra conferência em Potsdam, na Alemanha.

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publicado por annualia às 00:28
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Lourdes: 150 anos da primeira aparição

A 11 de Fevereiro de 1858, há 150 anos, Bernardette
Soubirous (1844-1879), foi visitada pela Virgem Maria,
que lhe apareceria depois mais 17 vezes.
Estas aparições deram origem ao santuário de Lourdes,
local de peregrinação anual de centenas de milhares
de pessoas.
Acolhida, em 1860, no Hospício de Lourdes, pelas Irmãs de Caridade e da Instrução Cristã, Bernardette solicitou
o hábito quatro anos depois, vestindo-o a 29 de Julho
de 1866, em Nevers, e recebendo o nome de Sóror Maria Bernarda.
Fez de enfermeira e ocupou-se da sacristia até que a doença a
impossibilitou. Foi beatificada a 14.6.1925 e canonizada a 8.12.1933.
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Webcam na Basílica de Lourdes.
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publicado por annualia às 00:04
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ANNUALIA
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