Quinta-feira, 22 de Novembro de 2007

Maurice Béjart (1927-2007)

Bailarino  francês que revolucionou a dança e se tornou um dos maiores nomes da coreografia contemporânea (Marselha, 1.1.1927 - Lausanne, 22.11.2007). Estreou-se em 1945 na ópera de Marselha e praticou, durante dez anos, a chamada «dança clássica», que lhe deu uma técnica perfeita. Insatisfeito, compreendeu que o 

ballet é apenas a forma condensada de uma arte com múltiplas possibilidades. Em 1955, com Symphonie pour un homme seul, interpretada por ele com música concreta, dá­-se a revelação. A dança passa a ser a expressão de um drama: o do homem do século xx em face das suas próprias angústias. Virando as costas à Academia, dirigiu o Ballet du XXième Siècle no Théâtre Royal de la Monnaie, de Bruxelas, e depois o Ballet Lausanne, renomeado Béjart Ballet Lausanne, explorando todos os recursos da arte coreográfica, arriscando-se, por esse motivo, a voltar a utilizar os elementos da dança clássica, que lhe parecem definitivos (Boléro, Suite Viennoise, IX Sinfonia, Romeu e Julieta). Maurice Béjart criou uma nova fórmula de espectáculo total, ligando à dança obras líricas ou teatrais: A Viúva Alegre, A Danação de Fausto, La Reine verte e Messe pour le temps présent que, pela liberdade formal de reunir ballet, cantata e mimodrama, foi objecto de muitas controvérsias. Num dos seus espectáculos, Baudelaire, faz a fascinante apologia do «poeta maldito», onde música de Wagner, havaiana e psicadélica alterna com trechos do poeta francês. Entre as suas últimas coreografias contam-se  Ring um den Ring (1990), MutationX (1998),  Mère Teresa et les enfants du monde (2002), Ciao Federico (sobre Fellini, 2003), Zarathoustra (2006). O seu último trabalho, cuja estreia está marcada para Dezembro, chama-se Volta ao Mundo em 80 Dias. Maurice Béjart foi distinguido pelo imperador japonês Hirohito com a Ordem do Sol Nascente (1986), nomeado Grande Oficial da Coroa (1988) pelo rei belga Balduíno, e eleito em 1994 membro da Academia francesa das Belas Artes. [www.bejart.ch]
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Quarta-feira, 21 de Novembro de 2007

Fernando Fernán-Gómez (1921-2007)

Actor e realizador espanhol (Lima, Peru, 28.8.1921 - Madrid, 21.11.2007) que, desde 1945, integrou o elenco de mais de duas centenas de filmes, sob a direcção dos principais realizadores espanhóis. Autor de comédias, novelas, argumentos cinematográficos, uma ópera e livros de poesia. Em 1973 escreveu, dirigiu e interpretou para a televisão a série El pícaro. Ganhou o prémio de interpretação do Festival de Berlim, de 1976, pelo seu trabalho em El anacoreta, de Juan Estelrich, e, em 2005, aquele festival concedeu-lhe um prémio honorário. Autor de obras como El viaje a ninguna parte ou Las biciletas son para el verano, em 2000 entrou para a Real Academia de la Lengua. Foi também distinguido com o Prémio Príncipe das Astúrias (Artes).

Algumas das suas obras como realizador: El Mensaje (1955), La vida por delante (1958), La vida alrededor (1959), Sólo para hombres (1960), El Mundo Sigue (1965), El extraño viaje (1967), Crimen imperfecto (1970), Como cazarse en 7 días (1971), Yo la vi primero (1975), La Querida (1976), Bruja, más que bruja (1976), Mi hija Hildegard (1977), Cinco tenedores (1979), El viaje a ninguna parte (1985), El mar y el tiempo (1989), Fuera de juego (1991), Siete mil días juntos (1994), Pesadilla para un rico (1996), A Porta do Sol (1998), Lázaro de Tormes (2001).

publicado por annualia às 22:58
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National Book Awards 2007 (Poesia)

Robert Hass (São Francisco, 1.3.1941) é professor da Universidade da Califórnia, em Berkeley. Foi nomeado poeta laureado do EUA entre 1995 e 1997. Actualmente é chanceler da Academia de Poetas Americanos. Recebeu diversos prémios, incluindo dois National Book Critics Circle Awards. A sua obra poética inclui Sun Under Wood: New Poems (1996); Human Wishes (1989), Praise (1979) e Field Guide (1973). Robert Hass co-traduziu diversos volumes de poesia com Czeslaw Milosz, por exemplo Facing the River (1995). É ainda autor ou editor de várias colectâneas de ensaios e traduções, como  The Essential Haiku: Versions of Basho, Buson, and Issa (1994) e Twentieth Century Pleasures: Prose on Poetry (1984).
publicado por annualia às 00:18
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Terça-feira, 20 de Novembro de 2007

National Book Awards 2007 (Ficção)

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Denis Johnson (n. Munique, 1949) recebeu, entre outros prémios, o Prémio Literário Whiting. Da sua obras salientam-se títulos como Seek: Reports from the Edges of America and Beyond (2001), The Name of the World (2000), Already Dead: A California Gothic (1997), Jesus’ Son (1992), Resuscitation of a Hanged Man (1991), The Stars at Noon (1986), Fiskadoro (1985), and Angels (1983). His works of poetry include The Throne of the Third Heaven of the Nations Millennium General Assembly: Poems, Collected and New (1995), The Veil (1987) e The Incognito Lounge (1982).
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National Book Awards 2007 (Não Ficção)

 

Tim Weiner está ao serviço do The New York Times. Há vinte anos que acompanha a vida da CIA e a política externa dos EUA, e fez a cobertura de guerras e golpes em dezoito países (incluindo o Afeganistão, o Paquistão, o Sudão, a Libéria, Cuba, o Haiti e as Filipinas). Integrando a equipa de The Times em 1993, foi correspondente de assuntos de segurança nacional em Washington e foi correspondente de relações externas na Cidade do México. Como jornalista de investigação no Philadelphia Inquirer ganhou o Prémio Pulitzer, em 1988, por uma série de artigos sobre despesas secretas do Pentágono e da CIA, mais tarde (1990) reunidos no livro Blank Check: The Pentagon’s Black Budget. O seu terceiro livro tem o título Legacy of Ashes.
publicado por annualia às 23:29
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National Book Awards 2007 (Literatura Juvenil)

Sherman Alexie é, além de ficcionista premiado, poeta e também realizador. Foi nomeado um dos Melhores Jovens Romancistas Americanos pela revista GRANTA. A sua ficção inclui  Reservation Blues e colectâneas de contos como Ten Little Indians e The Lone Ranger and Tonto Fistfight in Heaven. The Absolustely True Diary of a Part-Time Indian é o seu primeiro romance para jovens.  
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Domingo, 18 de Novembro de 2007

Biografia de Hergé

Editorial Verbo associa-se ao centenário do nascimento de Hergé, cujos álbuns do Tintim edita, com a publicação da uma biografia, por Benoît Peeters, que acaba de ser posta à venda.

          

 

 

Veja também o indispensável

                  

 

 

publicado por annualia às 01:15
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Centenário do nascimento de Hergé

Hergé, patriarca da família Tintim é o título do texto de António Leite da Costa publicado na ANNUALIA 2007-2008.

O artigo contém preciosa informação histórica, nomeadamente sobre a publicação das histórias e desenhos de Hergé em Portugal e tem muitas e belas ilustrações, como abaixo fica exemplificado.

 Capa de O Papagaio (1936) a anunciar o início da publicação de Tintim na América

 

Clique por favor em cima das imagens para aumentar

 

 O português Oliveira da Figueira, na versão original de Os Charutos do Faraó

 

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Homenagem: Compay Segundo faria hoje 100 anos

 

 

Compay Segundo (1907-2003) no Olympia de Paris, em 1999, com a cantora espanhola Martirio (María Isabel Quiñones Gutiérrez).

publicado por annualia às 01:00
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Real Gabinete Português de Leitura do Rio de Janeiro

Os 170 anos da criação do Real Gabinete de Leitura do Rio de Janeiro -- a maior biblioteca de autores portugueses fora de Portugal --  são assinalados na ANNUALIA 2007-2008.

 

 

 

 

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Sexta-feira, 16 de Novembro de 2007

150 anos da publicação de Les Fleurs du Mal

A modernidade de Baudelaire reside, em primeiro lugar, na sua consciência poética, isto é, a noção de uma poesia que é um valor em si mesma, que se pensa a si própria mas sem viver dela própria, que toma como única regra um critério estético e descarta os preconceitos morais. Assim, a poesia de Baudelaire não teme exprimir o desespero do homem moderno, incerto, inquieto e dividido, que constitui a sua condição trágica. Nela, apesar do voluntário primado da inteligência, exprime-se, em composições breves, uma magia e uma música em que a modulação das sensações desempenha papel fundamental.

L’Albatros

Souvent, pour s’amuser, les hommes d’équipage

Prennent des albatros, vastes oiseaux des mers,

Qui suivent, indolents compagnons de voyage,

Le navire glissant sur les gouffres amers.

*

À peine les ont-ils déposés sur les planches,

Que ces rois de l’azur, maladroits et honteux,

Laisse piteusement leurs grandes ailes blanches

Comme des avirons trainer à côté d’eux.

*

Ce voyager ailé, comme il est gauche et veule!

Lui, naguère si beau, qu’il est comique et laid!

L’un agace son bec avec un brûle-gueule,

L’autre mime, en boitant, l’infirme qui volait!

*

Le poète est semblable au prince des nuées

Qui hante la tempête et se rit de l’archer;

Exilé sur le sol au milieu des huées,

Ses ailes de géant l’empêchent de marcher.

*

O Albatroz

Por mera brincadeira, os homens de equipagem

Caçam enormes aves do mar, albatrozes

Que, indolentes, costumam seguir a viagem

Do navio percorrendo abismos tenebrosos.

*

Assim que sobre aquelas tábuas são largados

Os reis do céu azul, envergonhados, trôpegos,

Deixam cair, humildes, as imensas asas,

Que arrastam pelo chão, como remos já soltos.

*

Como está mole e frouxo o alado peregrino!

Ele, que tão belo foi, ei-lo cómico e feio!

Um espicaça-lhe o bico, usando o seu cachimbo,

E um outro, coxeando, imita o pobre enfermo!

*

O poeta é igual ao príncipe das nuvens

Que se ri do arqueiro e afronta a tempestade;

Exilado na terra e no meio dos apupos,

As asas de gigante impedem-no de andar.

*

(trad. de Fernando Pinto do Amaral, As Flores do Mal, Assírio e Alvim)

publicado por annualia às 12:05
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Quinta-feira, 15 de Novembro de 2007

1857-2007: aniversário da publicação de Les Fleurs du Mal, de Baudelaire

publicado por annualia às 23:38
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