Sexta-feira, 17 de Julho de 2009

17 de Julho: início da Guerra Civil de Espanha

A cronologia da Guerra Civil de Espanha inicia-se a 17 de Julho de 1937, data do pronunciamento militar em Melilla contra o governo da República.

 

Estudos sobre a Guerra Civil de Espanha aqui.

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Terça-feira, 30 de Junho de 2009

Coreia do Norte: um testemunho imperdível


«Foi em Praga, República Checa, na Primavera do ano de 2003, que me encontrei pela primeira vez com Hyok. Este rapazinho inteligente e tímido tinha sido convidado para este país de Leste por uma organização de defesa dos direitos humanos, a fim de dar testemunho sobre a sua vida na Coreia do Norte. Dois outros desertores, com uns quarenta e tal anos, tinham sido igualmente convidados. Eles evocaram longamente as suas dolorosas experiências no gulag norte-coreano. O jovem Hyok, pelo seu lado, sem dúvida devido ao seu carácter reservado, não se arriscou a pegar no microfone. Em contrapartida, o essencial daquilo por que tinha passado encontrava-se exposto nos pontos mais altos da sala alugada para essa ocasião, sob a forma de desenhos de traços umas vezes precisos, outras vezes desajeitados, mas sempre marcados por aquela sinceridade espontânea tão própria das crianças. O que ele tinha tanta dificuldade em exprimir por palavras desenhava-o às mil maravilhas, com uma excelente memória de pormenores.

Depois de ter fugido da Coreia do Norte em 1998, Hyok tinha vivido quatro anos na China e podia assim exprimir-se um pouco em chinês, língua que eu próprio falava. Tirando partido dessa ponte comum, convidei-o para se sentar à mesa comigo num restaurante de Praga. O adolescente contou-me como tinha sobrevivido à fome na Coreia do Norte: as sopas de casca de árvore, a caça aos ratos que fazia com os seus companheiros, as horas passadas a arrancar carvão nas galerias da mina, os roubos nocturnos nas herdades do Estado; o enfraquecimento, e depois a morte, de muitos dos seus camaradas de escola... Hyok relatava-me esses episódios com um ar indiferente, como se me falasse de um dia igual aos outros. Aquilo pelo qual tinha passado com olhos infantis alguns anos antes, milhões de outros norte-coreanos tinham-no igualmente vivido no seu quotidiano - e continuavam a vivê-lo no momento presente.

(...)

Três meses depois da minha entrevista em Praga com Hyok, fui ao seu encontro na Coreia do Sul, e foi em Seul, na sequência de duas semanas de colaboração e de troca de impressões, que este livro começou a tomar forma (...).

"Quando conto como é a vida na Coreia do Norte aos miúdos da minha idade na Coreia do Sul, na maior parte do tempo eles não acreditam em mim", confiou-me Hyok. O que é que isso tem de espantoso? Como descrever esses país das inverosimilhanças? A Coreia do Norte abriga um dos mais detestáveis totalitarismos do planeta. Caracteriza-se por um culto da personalidade extravagante, uma economia destruída, um império da mentira e da propaganda e um gulag de pelo menos duzentos mil prisioneiros. Este «Jurassic Park» do comunismo distila um ambiente paranóico de guerra fria onde a denúncia de qualquer forma de dissidência é erigida como virtude. A sua população está repartida em diversas dezenas de «castas» sociais hierarquizadas pela burocracia segundo o seu grau de lealdade real ou suposta em relação ao «Querido Líder» Kim Jong-Il (filho do falecido «Grande Líder» Kim Il-Sung, que morreu em 1994). A fome que ali grassa desde 1993-1994 saldou-se por dois ou três milhões de mortos entre as categorias mais vulneráveis, apesar de uma ajuda internacional maciça: esta foi, em grande parte, desviada pelo regime em proveito do seu aparelho militar. (...)

A Coreia do Norte é também o Estado mais fechado do mundo. Todos os receptores hertzianos, de rádio ou de televisão, são bloqueados pelas frequências oficiais e nenhum jornal estrangeiro se encontra disponível. Apesar disso, os desertores que conseguem fugir desse país, fechado a sete chaves, de vinte e três milhões de habitantes são cada vez mais numerosos. Cerca de trezentos mil norte-coreanos conseguiram refugiar-se na China desde meados dos anos 90. Desses, vários milhares chegaram à Coreia do Sul, arriscando a vida. Contudo (...) raros são os editores e jornalistas que se interessam pelos seus relatos surpreendentes. Aqui temos um desses testemunhos excepcionais, o de uma criança, e por isso mesmo único.»

Phillipe Grangereau, «Prólogo» a Hyok Kang/Phillipe Grangereau, «Aqui É o Paraíso!», Uma infância na Coreia do Norte, Editora Ulisseia, colecção «Os Afluentes da Memória», tradução de António Carlos Carvalho, desenhos de Hyok Kang, Lisboa, 2007.
ISBN 978-972-568-568-6


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Sexta-feira, 8 de Maio de 2009

Meninos de Ninguém: apresentação na Feira do Livro

O livro Meninos de Ninguém, da jornalista Ana Cristina Pereira,

publicado pela Ulisseia,

será apresentado por Julieta Monginho e Adelino Gomes

no dia 9 de Maio, às 18:00h, na Esplanada Central da Feira do Livro


Blog: http://meninosdeninguem.wordpress.com/

 

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Terça-feira, 5 de Maio de 2009

Colectâneas de contos no catálogo da Ulisseia


 

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Colectâneas de contos na Biblioteca Ulisseia de Autores Portugueses


 

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Quinta-feira, 23 de Abril de 2009

Meninos de Ninguém

http://meninosdeninguem.wordpress.com/

 


APRESENTAÇÕES

Porto


Braga


publicado por annualia às 09:43
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Segunda-feira, 30 de Março de 2009

Antecipação: um novo livro, mas não apenas mais um livro

  


meninos de ninguém
ANA CRISTINA PEREIRA
O caso Gisberta e outras histórias
POSFÁCIO DE LUÍS FERNANDES

 

 

 





© Ana Cristina Pereira e Editora Ulisseia, 2009
Fotografia da capa © Nelson Garrido/Público
Todos os direitos reservados para a língua portuguesa por Editora Ulisseia, Lda. Av. António Augusto de Aguiar, 148 - 1.º   1050-021 Lisboa - Tel. 213 801 100

 

 


 

publicado por annualia às 22:00
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Ana Cristina Pereira

Ana Cristina Pereira estudou Comunicação Social na Universidade do Minho. É jornalista do Público desde 1999. Dedica-se, sobretudo,às temáticas de exclusão social, como a pobreza, os tráficos, as dependências, as piores formas de trabalho infantil, a delinquência juvenil, a violência intrafamiliar, a reclusão, as migrações, as minorias. Meninos de Ninguém é o seu primeiro livro. Reúne histórias antes publicadas no Público – agora «libertas» das «amarras» próprias da imprensa diária. A escancarar a dura realidade de crianças que crescem em territórios críticos deste Portugal do princípio do século XXI.

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Domingo, 29 de Março de 2009

NÃO DEIXE DE LER ESTE TEXTO

Vamos falar de um novo livro, mas não apenas de mais um livro:

 

«Numa escrita que renuncia a quaisquer adornos ou efeitos, se cola aos factos e exprime segundo princípios de rigor, concisão, clareza, sem nunca perder o registo das tensões e a variabilidade formal, Ana Cristina Pereira conduz o leitor pelos espaços e tempos da nossa derrota colectiva, da exclusão à violência, da miséria às solidões de cada idade do sofrimento e da desesperança. E é a eloquência do que, em regra, não vemos: cenários, personagens, situações no desabrigo das cidades ou nos meandros do crime. Aí estão, opostos a qualquer ingenuidade ou miserabilismo, toxicodependência e álcool, transexualidade, doença seropositiva, prostituição, assaltos, narcotráfico, a infância esbulhada onde sonhos e jogos afloram como último resíduo do humano. Nunca enquanto resultado de uma efabulação, nunca ao sabor do lixo sensacionalista ou das incursões de mera superfície.
Obra de jornalismo na sua realização mais exigente. Um livro, quero dizê-lo, raro e siderante. Não se lê à margem da emoção, do sobressalto. De relato em relato, história em história.»

José Manuel Mendes

 

Mais informações muito em breve.


 

publicado por annualia às 20:32
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Domingo, 30 de Novembro de 2008

Ulisseia/ Série Literária (Catálogo de 1968)

 

Em 1968, o Catálogo da Ulisseia dividia-se em várias colecções, entre as quais a «Série Literária», os «Sucessos Literários», «Poesia e Ensaio», «Atlântida», «Livros Pelicano», «Ulisseia», «Documentos do Tempo Presente» ou «Romance e Vida».
 
«Série Literária»
Nesta colecção encontram-se reunidos alguns romancistas justamente famosos na literatura contemporânes (...). Uma criteriosa orientação literária e um indesmentível bom gosto na apresentação gráfica têm conferido à «Série Literária» lugar de primazia nas estantes de quem sabe e tem o gosto de ler.
Todos os volumes já publicados, muitos dos quais com diversas reedições, dizem bem do prestígio alcançado pela colecção, traduzido de maneira flagrante na excepcional aceitação que «Série Literária» obteve e continua a obter junto do público e mesmo dos próprios autores nela incluídos. Mas pode também dizer-se que «Série Literária» foi das primeiras tentativas válidas de dignificação do romance universal no panorama editorial português, impondo-se desde logo aos seus inúmeros leitores.
 
 
Ernest Hemingway, O Adeus às Armas (Prefácio de Adolfo Casais Monteiro)
                           Fiesta (Prefácio de Jorge de Sena)
Mazo De La Roche, A Casa de Jalna (esgotado)
                           Mary Wakefield (esgotado)
Julien Green, Moira (esgotado)
Somerset Maugham, Encontros de Acaso (esgotado)
                            Ah King (esgotado)
Carlo Coccioli, O Céu e a Terra (Prefácio de José Blanc de Portugal)
                    O Seixo Branco
                    O Jogo
Ignazio Silone, Um Punhado de Amoras (fora de mercado)
Ennio Flaiano, Tempo de Matar
George Orwell, 1984
                    A Filha do Pároco
Georges Bernanos, Diário de Um Pároco de Aldeia (Prefácio de João Gaspar Simões, a reeditar)
Graham Greene, O Nó do Problema (Prefácio de Manuel Antunes)
                      O Americano Tranquilo
                      O Nosso Agente em Havana
                      Um Caso Arrumado
Alberto Moravia, O Desprezo
                       A Romana (fora do mercado)
Hans Werner Richter, Os Vencidos (esgotado)
Liviu Rebreanu, Ion – O Apelo da Terra
                     Ion – A Voz do Amor
Maximo Gorki, A Mãe (5.ª edição)
                   O Espião (2.ª edição)
François Mauriac, O Mistério dos Frontenac 
Richard Kaufmann, O Céu Não Paga Dividendos (esgotado)
                          Há Muitas Portas no Mundo
Budd Schulberg, O Que Faz Correr Sammy (2.ª edição)
                       Os Desencantados
Nikos Kazantzaki, Cristo Recrucificado
                        O Bom Demónio
Arthur Miller, Focus (2.ª edição)
Han Suyn, A Colina da Saudade (esgotado)
William Faulkner, Sartoris
Vasco Pratolini, Crónica dos Pobres Amantes (2.ª edição, Prefácio de José Blanc de Portugal)
Norman Mailer, Os Nus e Os Mortos (esgotado)
Hans Helmut Kirst, Com Estas Minhas Mãos
Richard Llewellyn, Ponto de Fuga
Robert Brasillach, Como o Tenpo Passa
Roger Vailland, Cabra Cega (2.ª edição)
A. J. Cronin, O Cativeiro da Verdade
                 A Cidadela
                 As Chaves do Reino
                 Verdes Anos
Vance Bourjailly, O Cão da Terra
Victor Nekrasov, A Cidade Natal
Guido Piovene, Piedade Inútil (fora do mercado)
Frederic Wakeman, Excursão de Luxo
Lawrence Durrell, Justine
                        Baltazar
                        Mountolive
                        Clea
                        O Labirinto Negro
Egon Hostovski, Casa Sem Dono
Richard Wright, O Filho Nativo
                      Black Boy
Kingsley Amis, O Felizardo
Alec Waugh, Uma Ilha ao Sol
John Carew, O Midas Negro
Colin MacInnes, A Cidade dos Espadas
Mas Tau, Acima de Nós o Céu
Mircea Eliade, Bosque Proibido
Sinclair Lewis, Babbitt
Doris Lessing, A Erva Canta
                   Um Homem e Duas Mulheres
John O’Hara, Butterfield 8
James T. Farrell, O Mundo Que Eu Não Fiz
Mary McCarthy, O Grupo
Roger Peyrefitte, O Fim das Embaixadas
                       As Amizades Particulares
                       O Nosso Amor
Boris Vian, Outono em Pequim
Michel Butor, Passagem de Milão
Claude Simon, Palace
Louis-Ferdinand Céline, Viagem ao Fim da Noite
Elsa Morante, A Ilha de Arturo
Carlo-Emilio Gadda, O Conhecimento da Dor
Molivan Djilas, Montenegro
Roger Bordier, A Grande Seara
Dino Buzzati, Um Amor
J. M. G. Le Clézio, A Febre
Harold Robbins, Os Mercadores de Sonhos
Jerzy Kosinski, O Pássaro Pintado
Robert Pinget, O Interrogatório
Raymond Queneau, As Obras Completas de Sally Mara
Witold Gombrowicz, Cosmos

 

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Sexta-feira, 28 de Novembro de 2008

Joaquim Figueiredo Magalhães (1916-2008)

Morreu, no passado dia 26 de Novembro, Joaquim Foigueiredo Magalhães, fundador da Ulisseia, em 1948, e criador de um dos mais interessantes e importantes catálogos do panorama editorial português ao longo de várias décadas.

 

 

Annualia prestará homenagem a este editor proporcionando, em breve, uma visita à Ulisseia de há 40 anos, através do catálogo de 1968.

Simultaneamente aceitaremos e publicaremos contributos dos nossos amigos e leitores de homenagem a Joaquim Figueiredo Magalhães.

 

 

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Domingo, 2 de Novembro de 2008

Le Clézio na Ulisseia

J.-M. G. Le Clézio reeditado pela Ulisseia, em 2008

 

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