Quarta-feira, 22 de Abril de 2009

Fernand Verhesen (1913-2009)

Fernand Verhesen / Photo © Nicole Hellyn

Poeta e tradutor belga (Bruxelas, 3.5.1913 – 20.4.2009). Formado em Românicas, esteve em Espanha (1934-1935), onde descobriu os manuscritos de dez Autos Sacramentais de Calderón de la Vega, poeta que traduz, entre muitos outros de língua espanhola (Carrera Andrade, Huidobro, Alonso, Juarroz , Diaz-Casanueva, Pizarnik, Silva Estrada, del Cabral, Gonzalez de León, Vallejo, Tenca, Porchia, Cross), que também antologiou e editou. Fundador, em 1939, dos Cahiers Nouveaux de France et de Belgique, e, dez anos depois, da editora Le Cormier. Em 1954 criou o Centre International d'Études Poétiques e a publicação que lhe esteve associada, além de uma Biblioteca Internacional de Poesia, que, extinto o centro em 1990, está hoje na Biblioteca Real Alberto I. Fernand Verhesen sucedeu, em 1973, a Paul-Henri Spaak na Academia da Língua. Foi distinguido com o Prémio Émile Bernheim (1996) e o Prémio Albert Mockel (1998).
Algumas obras: Fontaine aux mensonges (poesia, 1939), Passage de la terre (poesia, 1940), Le Temps caché, (poesia, 1940), Le jour naturel (poesia, 1947), Voir la nuit (poesia, 1947), Les Clartés mitoyennes (poesia, 1978), L'Archée (poesia, 1981), Secrète assonance (poesia, 1990), Lieu d'être (poesia, 1991), Propositions (ensaio, 1994), L'Instant sans appel (poesia, 1996), Nulle part, ici (poesia, 2001), À la lisière des mots (ensaio, 2003).

publicado por annualia às 16:14
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Terça-feira, 10 de Março de 2009

Literatura portuguesa em espanhol

casadellibro.com
A versão on line da livraria espanhola Casa del Libro propõe aos seus clientes uma selecção de Literatura Portuguesa.

Pode não se concordar com todas as escolhas, mas tem de se reconhecer que é uma iniciativa bem elaborada.

publicado por annualia às 11:59
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Quarta-feira, 4 de Março de 2009

Jan Vladislav (1923-2009)


Poeta, ensaísta, tradutor e editor checo (Hlohovec, Eslováquia, 1923 – Praga, República Checa, 3.3.2009). Em 1948, após a tomada de poder pelos comunistas, foi expulso da Universidade por razões políticas. Impedido de publicar, dedicou-se à tradução e à literatura infantil. Em 1968, fundou Kvart, uma editora clandestina. Foi também um dos primeiros signatários da «Carta 77». Obrigado a abandonar o país, instalou-se em França, em 1981, onde dirigiu um seminário sobre a cultura dos países da Europa Central na
École des Hautes Études en Science Sociales, regressando a Praga em 2003. Galardoado com a Ordem de T. G. Masaryk (1991), a medalha das Artes e da Literatura do Estado francês (1991) e o prémio de carreira do PEN Clube. Em 2001, recebeu o Prémio de Tradução patrocinado pela Estado checo.

Os intelectuais e o poder por Jan Vladislav


 

publicado por annualia às 15:05
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Terça-feira, 25 de Novembro de 2008

Prémio Eduardo Lourenço/ Ángel Campos Pámpano (1957-2008)

O poeta Estremenho Ángel Campos Pámpano foi galardoado (no mesmo dia em que veio a falecer) na IV Edição do Prémio Eduardo Lourenço, instituído pelo Centro de Estudos Ibéricos e escolhido por um júri presidido pelo reitor da Universidade de Salamanca.
O prémio é destinado a distinguir personalidades ou instituições de língua portuguesa ou língua espanhola que tenham demonstrado intervenção relevante e inovadora na cooperação transfronteiriça e na promoção da identidade e da cultura das comunidades ibéricas, esta edição recebeu candidaturas de personalidades e instituições dos dois países.
O Júri valorizou o destacado papel do Candidato nas relações e conhecimento cultural luso-espanhol através da tradução, edição e criação poéticas, a par da docência e da dinamização de iniciativas culturais transfronteiriças.

Ángel Campos Pámpano (San Vicente de Alcántara, Badajoz, 1957 - Badajoz, 25.11.2008) é poeta, tradutor, editor e professor. Director da revista bilingue Espacio/Espaço Escrito, um projecto inovador no domínio das relações literárias entre os dois países ibéricos, traduziu destacados poetas portugueses como Fernando Pessoa, António Ramos Rosa, Carlos de Oliveira, Eugénio de Andrade, Sophia de Mello Breyner Andersen, Ruy Belo e Al Berto, entre outros. Em 2006 foi-lhe concedido o Prémio de Tradução Giovanni Pontiero pela edição de Nocturno Mediodía. Antologia Poética (1944-2001) de Sophia de Mello Breyner. Dirigiu cursos sobre tradução literária.  Em 2005 recebeu o Premio Extremadura a la Creación pelo livro La semilla en la nieve. A sua obra foi recolhida em diversas antologias.

publicado por annualia às 15:42
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Quinta-feira, 9 de Outubro de 2008

Adalberto Alves premiado

O poeta, ensaísta e tradutor Adalberto Alves voi distinguido com o Prémio Sharjah para a Cultura Árabe, criado pela UNESCO em 1998.
A mesma quantia será atribuída ao egípcio Gabel Asfour, director da Fundação de Tradução Nacional no Cairo. A Asfour foi reconhecido o seu "importante papel na divulgação da cultura árabe pelo mundo" - é professor em universidades dos EUA, da Europa e do Médio Oriente.
(Fonte: Público)

 

 

 
Adalberto Alves (n. 18.7.1939). Licenciou-se em Direito e frequentou o Conservatório Nacional e a Academia dos Amadores de Música, tendo estudado violino e guitarra clássica.
É membro da Sociedade de Geografia de Lisboa, da National Geographic Society, do PEN Clube Português e da Associação Portuguesa de Escritores.
O seu interesse pela cultura muçulmana levou-o a estudar Língua Árabe na Universidade Nova de Lisboa, curiosidade que se alarga à História e Cultura Árabico-Islâmicas. Neste âmbito está ligado a várias instituições, das quais se podem destacar a Fundação da Memória Árabe, o Centro Português de Estudos Islâmicos ou a Academia de Altos Estudos Ibero-Árabes, entre muitas outras.
Entre os seus vários livros de poesia, contos e ensaios, podem naturalmente ser encontrados títulos dedicados ao mundo árabe, dos quais a Assírio & Alvim publicou O Meu Coração é Árabe, Arabesco — da Música Árabe e da Música Portuguesa, Al-Mu‘tamid/ Poeta do Destino e Ibn‘Ammâr Al-Andalusî — O drama de um poeta.
(Fonte: Assírio & Alvim).
 

Clique para ler a sinopse de Al-Mutamid / Poeta do DestinoArabesco (da Música Árabe e da Música Portuguesa)

 

 

 

publicado por annualia às 12:00
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Quinta-feira, 17 de Abril de 2008

Vasco Graça Moura: Prémio de Tradução em Itália

Vasco Graça Moura foi distinguido pela tradução de algumas das principais obras italianas como Divina Comédia e Vita Nuova, de Dante Alighieri, e ainda Rime e Trionfi de Francesco Petrarca.

Segundo uma nota do júri, Vasco Graça Moura foi distinguido pela "rica e vasta actividade como tradutor, que contribuiu de forma especial para a divulgação, em Portugal e nos países lusófonos, das mais marcantes obras da literatura italiana, em versões de alta qualidade estética e de escrupuloso respeito pelos originais". (Fonte: Público)

publicado por annualia às 11:44
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