Quarta-feira, 2 de Dezembro de 2009

Prémio Cervantes 2009/ José Emilio Pacheco

Poeta e ensaísta mexicano (n. Cidade do México, 30.6.1939) que se destacou também como tradutor (Beckett ou T. S. Eliot, por exemplo), professor (no México, mas também nos EUA, no Canadá e no Reino Unido), director de colecções e editor, tendo dirigido a «Biblioteca del Estudiante Universitario» e várias revistas e suplementos literários. O Prémio Cervantes foi-lhe atribuído por ser «um poeta excepcional da vida quotidiana com profundidade e capacidade de recrear um mundo próprio». José Emílio Pacheco tem sido distinguido, ao longo da sua vida, com os mais prestigiados prémios: Prémio Nacional de Poesia, Prémio Nacional de Periodismo Literário, Prémio Xavier Villaurrutia, Prémio Magda Donato, Prémio José Asunción Silva em 1996, Prémio Octavio Paz em 2003, Prémio Federico García Lorca em 2005, Prémio Ibero-americano de Poesía Pablo Neruda em 2004 e o Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-americana em 2009. Em 2006 entrou para a Academia Mexicana.
Da sua obra destacam-se: El castillo en la aguja (1962), Los elementos de la noche (1963), El reposo del fuego (1966), Morirás lejos (romance, 1967), No me preguntes cómo pasa el tiempo (1969), Irás y no volverás (1973), Islas a la deriva (1976), Ayer es nunca jamás (1978), Desde entonces (1980), Batallas en el desierto (romance, 1981), Trabajos en el mar (1983), Fin de siglo y otros poemas (1984), Album de zoología (1985), Alta traición (antologia, 1985), Miro la tierra (1986), Ciudad de la memoria (1989), El silencio de la luna (1994), La arena errante (1999), Tarde o temprano (poemas 1958-2000), Epitafio de fuego (2006), Contraelegía (antologia, 2007), La edad de las tinieblas (poemas em prosa, 2009). Os seus livros de contos incluem os títulos: El viento distante y otros relatos, El principio del placer, El pozo y el pêndulo e
La sangre de medusa.

 

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Quinta-feira, 11 de Junho de 2009

Prémio Príncipe das Astúrias de Comunicação e Humanidades

 

A Universidade Nacional do México foi fundada em 1910, como instituição de ensino superior herdeira da Real Pontifícia Universidade do México, criada em 1551 segundo o modelo da Universidade de Salamanca. Em 1929, o Governo federal concedeu-lhe o actual estatuto de autonomia, adoptando então, também o seu nome actual de Universidade Nacional Autónoma do México (UNAM). Hoje, tornou-se no principal centro de estudos superiores do México e um dos mais importantes da América Latina.
No campo das Humanidades, a UNAM destacou-se pela sua trajectória de abertura ao pensamento ibero-americano e como centro de acolhimento de destacados pensadores e professores espanhóis exilados na sequência da Guerra Civil. Os centros universitários que esta área de conhecimento compreende, como os institutos de Investigações Históricas, Filosóficas, Filológicas e Estéticas, produziram mais de 2700 livros, além de editarem 16 revistas periódicas.
A UNAM está encarregada de gerir a Biblioteca Nacional e a Hemeroteca Nacional, tendo a sua própria rede de 141 bibliotecas. Irradia uma ampla actividade cultural expressa em múltiplas facetas, como é o caso das suas orquestras filarmónica e sinfónica; uma emissora de rádio e un canal de televisão; a filmoteca mais importante do país; o Centro Universitário de Estudos Cinematográficos, que é a escola de cinema mais antiga da América Latina e uma rede de museus universitários com um amplo espectro temático. A UNAM tem um portal digital institucional e muitos outros correspondentes aos seus centros, que a colocaram no primeiro lugar da Iberoamérica. Das suas salas de aula saíram os três mexicanos galardoados com o Prémio Nobel e oito dos dez que receberam o Prémio Príncipe das Astúrias. O seu campus principal na capital mexicana, a Cidade Universitária, inaugurada en 1954, foi declarada Património Cultural da Humanidade pela UNESCO, em 2007, como exemplo de conjunto monumental do modernismo do século xx.

 

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Segunda-feira, 13 de Outubro de 2008

Annualia 2008-2009/ Factos e Realidades

América Latina, panorâmica das tendências

 

por

Clóvis Brigagão

Universidade Candido Mendes

 

«A percepção dos latinos está dividida: metade quer a competitividade económica, a abertura do mercado e a outra metade exige justiça e igualdade social com a intervenção do Estado. As duas podem caminhar juntas a partir das conquistas democráticas obtidas, quando as elites políticas assumem a responsabilidade de reformar o sistema económico desigual.»

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Domingo, 20 de Abril de 2008

Octavio Paz morreu há 10 anos

Escritor e diplomata mexicano (Cidade do México, 31.3.1914 - ibid., 20.4.1998). Estudou na Universidade do México e, posteriormente, nos EUA. Em 1937, combateu em Espanha pelos republicanos; em 1938, fundou a revista Taller e, em 1942, colaborou no jornal El Hijo Pródigo. Foi embaixador do México em França, na Índia, no Japão e nas Nações Unidas. Filho espiritual do surrealismo, é um dos maiores poetas mexicanos. Ao lirismo da água, da carne e do sol, soube aliar uma crítica inteligente do espírito do México moderno no seu ensaio El laberinto de la soledad (1950). Para lá da mitologia, defende o conhecimento profundo da realidade nacional e uma tomada de consciência de uma universalidade reencontrada: «Somos con­temporâneos de todos os ho­mens.»
As suas colectâneas poéticas testemunham a mesma preocupação de abertura; abolindo as fronteiras, o poema é essencialmente ritmo e imagem, o que Paz explica na sua meditação sobre a poesia, El arco y la lira (1956). Grande parte da sua obra poética está incluída em Libertad bajo palabra: obra poetica, 1935-58 (1960), Salamandra (1962), Viento entero (1966) e Ladera este (1969), Topoemas (1971), Vuelta (1976), Hijos del aire (1979), Árbol adentro (1987).
Outras obras: Cuadrivio (ensaios, incluindo um estudo de Fernando Pes­soa, 1965), Puertas al campo (ensaio, 1966), Los hijos del limo (ensaios, 1974), Sombras de obras e Tiempo nublado (1983). Em 1981 recebeu o Prémio Cervantes, em 1990 o Prémio Nobel de Literatura, em 1993 o Prémio Príncipe das Astúrias e, em 1994, a Grã-Cruz da Legião de Honra de França.
*
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    La Poesía
 

    Llegas, silenciosa, secreta,
    y despiertas los furores, los goces,
    y esta angustia
    que enciende lo que toca
    y engendra en cada cosa
    una avidez sombria.

    El mundo cede y se desploma
    como metal al fuego.
    Entre mis ruinas me levanto, 
    solo, desnudo, despojado,
    sobre la roca inmensa del silencio
    como un solitario combatiente
    contra invisibles huestes.

    Verdad abrasadora, 
    ¿a qué me empujas?
    No quiero tu verdad,
    tu inmensa pergunta.
    ¿A qué esta lucha estéril?
    No es el hombre criatura capaz de contenerte,
    avidez que solo en la sed se sacia,
    llama que todos los labios consume,
    espíritu que no vive en ninguna forma
    mas hace arder todas las formas.

    Subes desde el más hondo de mí,
    desde el centro innombrable de mi ser,
    ejército, marea.
    Creces, tu sed me ahoga,
    expulsando, tiránica, 
    aquello que no cede
    a tu espada frenética.
    Ya sólo tu me habitas,
    tú, sin nombre, furiosa substancia, 
    avidez subterránea, delirante.

    Golpean mi pecho tus fantasmas,
    despiertas a mi tacto,
    hielas mi frente,
    abres mis ojos.

    Percibo el mundo y te toco,
    substancia intocable,
    unidad de mi alma y de mi cuerpo,
    y contemplo el combate que combato
    y mis bodas de tierra.

    Nublan mis ojos imágenes opuestas,
    y las mismas imágenes
    otras, más profundas, las niegan, 
    ardiente balbuceo,
    aguas que se anega un agua más oculta y densa.
    En su húmeda tiniebla vida y muerte,
    quietud y movimiento, son lo mismo.

    Insiste, vencedora,
    porque tan sólo existo porque existes,
    y mi boca y mi lengua se formaron
    para decir tan sólo tu existencia
    y tus secretas sílabas, palabra
    impalpable y despótica,
    substancia de mi alma.

    Eres tan sólo un sueño,
    pero en ti sueña el mundo
    y su mudez habla con tus palabras.

    Rozo, al tocar tu pecho
    la eléctrica frontera de la vida,
    la tiniebla de sangre
    donde pacta la boca cruel y enamorada,
    ávida aún de destruir lo que ama
    y revivir lo que destruye,
    con el mundo, impasible
    y siempre idéntico a sí mismo,
    porque no se detiene en ninguna forma
    ni se demora sobre lo que engendra.

    Llévame, solitaria,
    llévame entre los sueños,
    llévame, madre mía,
    despiértame del todo, 
    hazme soñar tu sueño,
    unta mis ojos con aceite,
    para que al conocerte me conozca.

    

   [Calamidades y Milagros, 1937-1947]


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