Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

Alfred Tennyson - ano do bicentenário

 

Poeta inglês (1809-1892) que estudou em Cambridge, mas foi obrigado a interromper os estudos, em virtude da morte do pai. No começo da segunda metade do século xix fizeram-no poeta laureado da corte da rainha Vitória, tendo sido considerado em vida o maior poeta do seu tempo. Sobre Tenyson escreveu João Almeida Flor na Enciclopédia Verbo:«Alfred Tennyson é uma personalidade dialéctica, sempre oscilante entre o desejo e a frustração, o conformismo e a recusa, o comprometimento e o distanciamento, a transitoriedade e a permanência. A sua grandeza deriva de uma total dedicação à missão do poeta como intérprete dos sinais dos tempos, difundindo entre os homens a sua visão. Curiosamente divorciado das realidades mais profundas do seu momento histórico no campo social e económico, Alfred Tennyson. procurou ser um poeta do e para o seu tempo, afirmando o sentido último do universo como projecto da Providência e a unidade cósmica subjacente à heterogeneidade aparentemente caótica das coisas. A poesia de Alfred Tennyson é um debate contínuo que explora as possibilidades de conciliação das crenças tradicionais com as conquistas do séc. xix, um esforço de síntese entre as inquietações metafísico-religiosas de raiz romântica e o saber positivista da revolução industrial. Considerado em vida como o maior poeta do seu tempo, Alfred Tennyson. foi durante a primeira metade do séc. xx um dos alvos preferidos dos que pretendiam desacreditar a cultura vitoriana».

Ver poemas e outras informações aqui.

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Quinta-feira, 23 de Abril de 2009

Jack Cardiff (1914-2009)

 

Realizador inglês e director de fotografia inglês (Yarmouth, Norfolk, 18.9.1914 – Cambridgeshire, 22.4.2009). Considerado um dos mais competentes operadores de câmara ingleses (Óscar da Melhor Fotografia por Black Narcissus, 1947, de Michael Powell/Emeric Pressburger). Entre os filmes em trabalhou contam-se: A Matter of Life and Death (1946) e The Red Shoes (1948), ambos da dupla Michael Powell/Emeric Pressburger, The African Queen (1951, de John Huston), The Barefoot Contessa (1954, de Joseph L. Mankiewicz), The Prince and the Showgirl (1957, de Laurence Olivier) ou Fanny (1961, de Joshua Logan), 1961. Passou à realização (sem nunca abandonar a fotografia) com The Story of William Tell (1953), a que se seguiram filmes como Intent to Kill (1958), Beyond this Place (1959), Sons and Lovers (1960), My Geisha (1962), The Lion (1962), The Long Ships (1964), Young Cassidy (1965), The Liquidator (1965), The Girl on a Motorcycle (1968), The Mercenaries (1968), Penny Gold (1973), The Mutations (1974).

 

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Quarta-feira, 11 de Março de 2009

Shakespeare visto por um contemporâneo

Ao que parece este é mesmo Shakespeare himself.

 



Mais informações sobre Shakespeare aqui.
Ver notícia do Público.

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Sexta-feira, 16 de Janeiro de 2009

Jan Kaplický (1937-2009)

Jan Kaplicky in his London Future Systems studio

Arquitecto checo (18.4.1937 – Praga, 14.1.2009) que, depois da intervenção soviética no seu país, em 1968, foi residir para Londres, onde fundou a Future Systems, depois de ter trabalhado no atelier de Richard Rogers (e de ter integrado a equipa que desenhou o Centro Pompidou). A sua arquitectura caracteriza-se por uma abordagem radical e futurística, inspirando-se com frequência em formas orgânicas: teias de aranha, asas de borboletas, escamas de peixe, etc. Autor de projectos como o do armazém Selfridges em Birmingham, do Museu Maserati, em Módena, da tribuna de imprensa da Lord’s Cricket Ground, em Londres, que lhe valeu a atribuição do Prémio Stirling. Em 2007, um projecto seu foi a concurso para a edificação de uma nova biblioteca nacional, em Praga que, pelo seu arrojo, suscitou uma generalizada opinião negativa (sendo popularmente conhecido como «o polvo»: ver foto abaixo), apesar das opiniões favoráveis do júri internacional do concurso. Kaplický viria a rejeitar posteriormente uma distinção do governo checo.

 

Jan KaplickyThe media centre at Lord's

Centro de imprensa do Lord's Cricket Ground (Prémio Stirling, 1999)

 

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Sexta-feira, 26 de Dezembro de 2008

Harold Pinter (1930-2008)

harold pinter

Dramaturgo inglês (Hackney, Londres, 10.10.1930 – Londres, 24.12.2008) de ascendência judia que, nas vésperas da II Guerra Mundial foi evacuado de Londres, de onde esteve ausente três anos embora a vivência dos bombardeamentos não mais o tenha abandonado. Por outro lado, a experiência teatral realizada na escola tê-lo-á orientado para uma carreira de actor. Em 1948, ingressou na Royal Academy of Dramatic Art. Dois anos depois publicava os seus primeiros poemas. Depois de ter passado pela Central School of Speech and Drama, integrou uma companhia irlandesa entre 1954 e 1957. Estreou-se como dramaturgo com a peça The Room (1957), logo seguida de The Birthday Party e The Dumbwaiter, embora a plena confirmação dos eu talento só tenha chegado com The Caretaker (1959), tornando-se numa das figuras mais representativas da dramaturgia britânica da segunda metade do século xx. O seu lugar como clássico moderno está bem expresso na cunhagem da palavra «pinteresco» para descrever certos ambientes dramáticos.
Pinter devolveu ao teatro os seus elementos básicos: um espaço fechado e um dialogo imprevisível, onde as personagens estão à mercê umas das outras e parecem desagregar-se. Com uma intriga mínima, o drama emerge pela luta pelo poder e do toca-e-foge da interlocução. O teatro de Pinter foi inicialmente visto como uma variante do teatro do absurdo, mas foi posteriormente melhor caracterizado como «comédia de ameaça», um género em que o escritor nos permite espiar o jogo do domínio e da submissão escondido na mais mundana das conversas. Numa peça típica de Pinter deparamos com gente que se defende da implosão ou dos seus próprios impulsos, entrincheirando-se numa existência diminuída e controlada. Um outro tema principal é a volatilidade e o carácter ilusório do passado. Tem sido observado que, a seguir a um período inicial de realismo psicológico, evoluiu para uma segunda fase, de maior lirismo, em peças como Landscape (1967) e Silence (1958), entrando, por fim, numa terceira fase, politica, com One For The Road (1984), Mountain Language (1988) e The New World Order (1991), entre outras peças. Porém, esta divisão em períodos parece ser demasiado simplista e ignorar alguns dos seus escritos mais fortes, como No Man’s Land (1974) e Ashes to Ashes (1996). Na verdade, a continuidade do seu trabalho é notável e os temas políticos podem ser vistos como a evolução da análise inicial da ameaça e da injustiça.
A partir de 1973, Pinter, em paralelo com o reconhecimento de que foi objecto a sua escrita, foi também reconhecido como um lutador pelos direitos humanos. Tomou frequentemente posições controversas. Escreveu ambém peças radiofónicas e guiões para cinema e televisão. Entre os seus guiões mais conhecidos estão os de The Servant (1963) e The Go-Between (1971), ambos de Joseph Losey e The French Lieutenent’s Woman (1981, de Karel Reisz).
Em 2005 foi distinguido com o Prémio Nobel da Literatura.
 
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Quarta-feira, 30 de Abril de 2008

Datas perdidas

General e estadista americano (Pope’s Creek, Virgínia, 1732 - Mount Vernon, Virgínia, 1799). Rico fazendeiro da Virgínia, tomou parte na Guerra dos Sete Anos ao lado dos Ingleses, com o posto de coronel. Combateu no Canadá, onde observou o desprezo dos oficiais britânicos pelos oficiais americanos, colocando-se abertamente ao lado dos seus compatriotas logo que surgiram os primeiros conflitos, iniciado o movimento pela independência. Declarada a guerra aos Ingleses, no II Congresso de Filadélfia (1775), dirigiu-se a Boston e tomou a direcção das operações militares, que não ofereciam aos Americanos grandes perspectivas de sucesso, dada a inferioridade do seu exército, improvisado à pressa. Resolveu por isso levar a guerra ao Canadá, onde pensava que se lhe juntassem muitos franceses, recentemente anexados pelos Ingleses. Marchou sobre Quebeque, mas a operação não é secundada pelos Canadianos. Retrocedeu sobre Boston, obrigando os Ingleses a evacuarem a cidade (1776) e atacou Nova Iorque.
ImageForçado, por sua vez, a retirar, atravessou New Jersey, cortou o Delaware* e ganhou as batalhas de Trenton (1776) e Princeton (1777).
Um ano depois tomou Filadélfia e, reforçadas as suas forças pelo exército francês de Rochambeau, aniquilou os Ingleses em Yorktown (1781).
Ganhou a guerra e, reconhecida a independência do país pela Inglaterra (1783), recolheu às suas propriedades de Mount Vernon, Mount Vernon inVirginiamas viu-se obrigado à voltar à vida pública, por ter sido eleito presidente dos EUA (tomou posse em 30 de Abril de 1789). Reeleito em 1792, recusou a nova candidatura que lhe ofereceram, retirando-se definitivamente para as suas propriedades.
*
* Referência na pintura à esquerda: George Washington Crossing the Delaware (1851), de Emanuel Gottlieb Leutze (Metropolitan Museum de Nova Iorque)

 

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Quarta-feira, 23 de Abril de 2008

William Shakespeare nasceu há 444 anos

William Shakespeare terá nascido a 23 de Abril de 1564 (m. 23.4.1616). É uma das figuras de maior relevo da literatura universal. Nasceu em Stratford-upon-Avon, onde fez os seus estudos, mas é partir do momento em que se instala em Londres (sabe-se que já aí residia em 1592) que o seu percurso, desde logo ligado ao teatro, pode ser seguido mais de perto. Aí trabalhou como actor na companhia Lord Chamberlain's Men que, em 1603, se transformaria em The King´s Men, a companhia que haveria de dominar o panorama teatral inglês durante grande parte do século, instalada no Globe Theatre e dispondo dos melhores actores do tempo, como Richard Burbage. Shakespeare permaneceria sempre associado a este grupo quer como autor, quer como «company sharer», isto é, participando da sua direcção.
*
*
TÍTULOS
PRIMEIRAS
REPRESENTAÇÕES
Henrique VI
1589/92
The Comedy of Errors
1592/93
Ricardo III
1592/93
The Taming of the Shrew
1593/94
The Two Gentleman of Verona
1594/95
Love's Labour Lost
1594/95
Romeo and Juliet
1594/95
A Midsummer Night’s Dream
1595/96
Richard II
1595/96
The Merchant of Venice
1596/97
King John
1596/97
Henrique IV
1597/98
Much Ado About Nothing
1598/99
Henry V
1598/99
As You Like It
1599/1600
Julius Caesar
1599/1600
Hamlet
1600/01
The Merry Wives of Windsor
1600/01
Twelfth Night
1601/02
Troilus and Cressida
1601/02
All´s Well That Ends Well
1602/03
Othello
1604/05
Measure for Measure
1604/05
King Lear
1605/06
Macbeth
1605/06
Antony and Cleopatra
1606/07
Coriolanus
1607/08
Timon of Athens
1607/08
Pericles
1608/09
Cymbeline
1609/10
The Winter's Tale
1610/11
The Tempest
1611/12
The Two Noble Kinsmen
1612/13
Henrique VIII
1612/13

*

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O génio de Shakespeare manifesta-se em vários planos e nos vários géneros de teatro que abordou. Todavia, são as tragédias, principalmente as que escreveu entre 1600 e 1605 -- Hamlet, Othello, King Lear e Macbeth --, que parecem reunir de forma exemplar os elementos mais perturbantes do seu teatro. A condição humana, o destino, as paixões, o poder, a traição e a perfídia, a verdade e a mentira, são temas recorrentes que, no seu conjunto, constituem uma densa análise do Homem e daquilo que o move. Daí que ressalte delas um elevado grau de universalidade e intemporalidade, isto é, verifica-se que os problemas nela representados ultrapassam as circunstâncias do tempo e do espaço em que foram colocados. Hamlet, por exemplo, transporta consigo um simbolismo que quase se autonomizou da própria peça, quase se tornou uma personagem real, conhecido mesmo de quem nunca leu ou viu a tragédia shakespeariana, podendo mesmo ser citado. Frases como «ser ou não ser, eis a questão» (to be or not to be that is the question) ou «algo está podre no reino da Dinamarca» (something is rotten in the state of Denmark) circulam independentemente do contexto em que foram produzidas. As grandes tragédias de Shakespeare têm sempre sido uma fonte inesgotável de novas interpretações e abordagens.
*
*
*

Hamlet. To be, or not to be — that is the question:

Whether 'tis nobler in the mind to suffer

The slings and arrows of outrageous fortune

Or to take arms against a sea of troubles,

And by opposing end them. To die — to sleep —

No more; and by a sleep to say we end

The heartache, and the thousand natural shocks

That flesh is heir to. 'Tis a consummation

Devoutly to be wish'd. To die — to sleep.

To sleep — perchance to dream: ay, there's the rub!

For in that sleep of death what dreams may come

When we have shuffled off this mortal coil,

Must give us pause. There's the respect

That makes calamity of so long life.

For who would bear the whips and scorns of time,

Th' oppressor's wrong, the proud man's contumely,

The pangs of despis'd love, the law's delay,

The insolence of office, and the spurns

That patient merit of th' unworthy takes,

When he himself might his quietus make

With a bare bodkin? Who would these fardels bear,

To grunt and sweat under a weary life,

But that the dread of something after death —

The undiscover'd country, from whose bourn

No traveller returns — puzzles the will,

And makes us rather bear those ills we have

Than fly to others that we know not of?

Thus conscience does make cowards of us all,

And thus the native hue of resolution

Is sicklied o'er with the pale cast of thought,

And enterprises of great pith and moment

With this regard their currents turn awry

And lose the name of action...

*

*

«Ser ou não ser, eis a questão! O que será mais nobre para o espírito humano: sofrer os ataques e as frechadas da fortuna adversa, ou pegar em armas contra um mar de dores e, enfrentando-as, pôr-lhes termo? Morrer... dormir; mais nada! E dizer que se acaba com as penas do coração e mil choques de que é herdeira a carne! Eis um fim a desejar ardentemente. Morrer... dormir! Dormir... Sonhar talvez! Aí é que está o problema! Porque há que pensar nos sonhos que virão nesse sono da morte, quando nos libertarmos desta mortal crisálida! É este raciocínio que nos leva à desgraça de uma vida tão longa! Pois quem suportaria as chicotadas e o desprezo do mundo, a injúria do opressor, a afronta do soberbo, as ferroadas do amor incompreendido, as delongas da justiça, a insolência dos funcionários e o coice que o mérito paciente recebe dos indignos, quando se podia buscar repouso com a ponta de um punhal? Quem aguentaria tão pesado fardo, gemendo e suando, sob o peso de uma vida tão trabalhosa, se não fosse o pavor do que existe para lá da morte — essa região desconhecida cujas fronteiras nenhum viajante volta a atravessar —, temor que embaraça a vontade e nos obriga a suportar os males que conhecemos, em vez de corrermos para outros de que não sabemos nada? Assim a consciência faz cobardes de nós todos, e assim o primeiro impulso da reolução esfuma-se no pensamento, e as tentativas de força e energia, perante este raciocínio, mudam o seu curso e perdem o nome de acção...» (tradução de Ricardo Alberty).

 

 

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Terça-feira, 22 de Janeiro de 2008

Datas perdidas

Em 22 de Janeiro de 1901 morria a Rainha Vitória de Inglaterra.
«Neta de Jorge III e filha de Eduardo, duque de Kent, e de Maria Luísa Vitória de Saxe-Coburgo Gotha, Alexandrina Vitória (n. 1819) ascendeu ao trono em 1837, na sequência de seus tios Jorge IV e Guilherme IV. Órfã de pai aos oito meses, foi educada pela mãe longe da corte, com alguma austeridade, que terá contribuído para certo puritanismo de atitude de que foi representante e inspiradora simultaneamente. Coroada em 1838, veio a casar, em 1840, com seu primo, Alberto de Saxe-Coburgo Gotha, dando início a um período de vida familiar feliz, com numerosa descendência, e a uma fase de aprendizagem política como rainha, que se prolongou até à morte do príncipe consorte, em 1861. Queen VictoriaRecusando uma função meramente passiva, Vitória insistiu em fazer-se ouvir, sobretudo na política externa, influindo em decisões fundamentais e conseguindo fazer aceitar a sua intervenção para além dos limites estritamente constitucionais, graças à sua persistência e gradual prestígio.
(…)
No decurso do mais longo reinado que o Reino Unido conheceu, Vitória alterou de modo profundo a imagem da realeza, facto tanto mais notável tendo em consideração a pouca popularidade de que inicialmente desfrutava e o período de quase reclusão nos primeiros tempos de viuvez. Biógrafos e historiadores de diversas tendências sublinham a sua intuição e identificação espontânea com o pensar e sentir da camada dominante da sociedade do seu tempo. A época a que deu o nome foi assinalada por grandes transformações e contradições, nomeadamente pelos efeitos da revolução industrial, desenvolvimento do capitalismo e imperialismo, ascensão do proletariado, reformas sociais e educativas, movimentos ideológicos, revestindo-se de brilho e importância — até na literatura —, que os próprios críticos não deixam de reconhecer. Os jubileus de 1887 e 1897 deram lugar a expressões triunfais do apogeu do vitorianismo, mas a morte da soberana, no início do novo século, foi claramente sentida como marcando a passagem de uma era».
*
Excertos do texto de Fernando de Mello Moser em Enciclopédia Verbo-Edição Século XXI, vol. 29.
*
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Quarta-feira, 19 de Dezembro de 2007

Datas perdidas

No dia 19 de Dezembro de 1688, Guilherme III de Nassau entrou em Londres, vindo a tornar-se rei de Inglaterra, da Escócia e da Irlanda.

Photograph:William and Mary, portrait possibly celebrating their coronation in 1689 as King William III and Queen Mary II, from the Guild Book of the Barber Surgeons of York.

Guilherme III (Haia, 1650 - Londres, 1702) era filho de Guilherme II, stathouder das Províncias Unidas, a quem sucedeu no cargo em 1672, quando Luís XIV invadiu a Holanda. Resistiu heroicamente, obtendo uma paz honrosa em Nimègue (1678). Em 1677 casara com Maria de Inglaterra, sua prima e filha do futuro Jaime II. Consagrou desde então toda a sua energia a organizar a luta da Europa contra Luís XIV.

Quando Jaime II se aliou à França, Guilherme desembarcou em Inglaterra (1688) e destronou-o, com o apoio popular. Em 1689, Guilherme III e Maria II são proclamados conjuntamente rei e rainha de Inglaterra. Depois de submeter a Irlanda católica (Batalha de Boyne e cerco de Londonderry, 1690), entrou na coligação contra a França, desencadeada a Guerra do Palatinado, e vence em La Hougue (1692). Derrotado em Steinkerque (1692) e Newinde (1693), consegue, entretanto, pela paz de Ryswick (1697), que Luís XIV o reconheça como rei da Inglaterra, assegurando a sucessão ao trono de um príncipe protestante pelo «Acto de Estabelecimento» (1701).

Porém, Luís XIV reconheceu Jaime III rei de Inglaterra e recomeçou a guerra (1702). Continuando a ser stathouder das Províncias Unidas, mal adaptado aos costumes ingleses e bastante impopular devido aos pesados impostos que lançou para sustentar a guerra, Guilherme veio a morrer na sequência da queda de um cavalo quando acabava de formar contra a França a «Grande Aliança», originada na crise da sucessão ao trono da Espanha, ocupado pelo débil Carlos II.

 Guilherme III, representado numa estátua

do Palácio de Kensignton

publicado por annualia às 17:27
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