Quarta-feira, 15 de Julho de 2009

André Benedetto (1934-2009)


Encenador e autor francês (Marselha, 14.7.1934 – Avignon, 12.7.2009) que iniciou o seu percurso de encenador e actor, em 1961, com a Nouvelle Compagnie d'Avignon, com a qual montou espectáculos com textos de Beckett, Ésquilo, Arrabal, Éluard e outros, como os autores da Beat Generation, antes de enveredar pela militância ideológica e política. Foi neste contexto que se iniciou o Festival «Off», em 1966, com Statues (1966), Napalm (1967), Zone rouge (1969), Le Petit Train de Monsieur Komodé (1969) ou Emballage (1969). O seu teatro começou a ser conhecido no mundo dos Estados Unidos à União Soviética, do Japão à Suécia. Desde 2007, Benedetto presidia à associação «Avignon Festival et Compagnies», Outras peças: La Madone des ordures (1973), Géronimo (1974), Esclarmonda (1974), Le Siège de Montauban (1974), Les Drapiers jacobins (1976), Fusillade à Montredon (1979), Le Monologue de Sonia (1980), Fin de journée (1986), Molière au coeur (1988), Un Autiste Un soir (1989), Squatt connection (1990), L'Acteur loup (1990), Nous les Eureupéens (1992), Acteur Sud (1994), Fleur du béton (1995), Le Banquet de Macbeth (1996).
 
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Segunda-feira, 4 de Maio de 2009

Augusto Boal (1931-2009)

 

Dramaturgo e encenador brasileiro (Rio de Janeiro, 16.3.1931 – ibid., 2.5.2009) que se distinguiu na direcção (1956-1971) do Teatro de Arena de São Paulo. Durante o período da ditadura militar esteve exilado, orientando grupos de teatro na América (Buenos Aires, Nova Iorque) e na Europa (Lisboa, Paris). Foi um renovador do teatro brasileiro, mas também um inovador de técnicas de representação e montagem teatral. O seu teatro revela o seu empenhamento político e social (o teatro do oprimido) e, segundo Vânia Chaves (em Biblos–Enciclopédia Verbo das Literaturas de Língua Portuguesa), é influenciado por Piscator, combinando os métodos de Stanislawski e de Brecht. Em Março último, fora nomeado pela Unesco Embaixador Mundial do Teatro.
Entre os numerosos títulos que constituem a sua bibliografia, referem-se José, do Parto à Sepultura (1960), Tempo de Guerra (1965), Arena Conta Zumbi (1965), Arena Conta Tiradentes (1967), A Lua Muito Pequena (1968), Arena Conta Bolívar (1970), Teatro do Oprimido e Outras Poéticas Políticas (1975), Técnicas Latino-Americanas de Teatro Popular (1976), 200 Exercícios e Jogos para o Ator e não Ator com Vontade de Dizer Algo através do Teatro (1977).

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Quarta-feira, 4 de Fevereiro de 2009

2009, ano do centenário de António Pedro

 

Escritor, pintor e encenador português (Cidade da ­Praia, Cabo Verde, 1909 - - Moledo do Minho, 1966). Espírito multifacetado, abriu-se a quase todas as experiências da criação artística. Poeta, ficcionista, comentarista radiofónico e jornalista, distinguiu-se sobretudo nos campos da pintura e do teatro (quer como dramaturgo, quer como encenador). Foi um dos expoentes do Surrealismo português. Como encenador desenvolveu notável actividade à frente do Teatro Experimental do Porto.


Leia o texto de José Augusto França em ANNUALIA 2008-2009.

O avejão lírico (1939)
Em cima: António Pedro, pormenor de uma foto de Fernando Lemos

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Quarta-feira, 25 de Junho de 2008

Jozef Szajna (1922-2008)

Encenador, dramaturgo, cenógrafo, artista gráfico e pintor (Rzeszow, 1922 – Varsóvia, 24.6.2008), um dos mais importantes do pós-guerra na Polónia. Prisioneiro dos campos de concentração de Auschwitz e Buchenwald, formou-se em design gráfico em 1952, em Cracóvia, tornando-se professor nos anos subsequentes, nomeadamente na Academia de Belas Artes de Varsóvia.
Entre 1955 e 1963 executou os cenários para vários espectáculos e, em 1966, tornou-se director artístico do Teatro Ludowy em Nowa Huta, onde encenou diversas peças, trabalhando sempre com outras companhias como o Teatro Stary, em Cracóvia, o Teatro Slaski, em Katowice, o Teatro Wspolczesny, em Wroclaw e o Teatro Polski, em Varsóvia. Em 1971, fundou, num centro de artes de Varsóvia, o Teatr-Galeria, aí prosseguindo a sua carreira e pondo em prática os seus ideais pedagógicos relativamente às artes visuais e aos géneros artísticos. Quando a lei marcial foi imposta na Polónia, demitiu-se da direcção do centro.
Como artista plástico, Szajna representou a Polónia na Bienal de Veneza (1970 e 1990) e na Bienal de São Paulo (1979 e 1989). O seu trabalho foi particularmente notado em Itália, tendo sido distinguido com a Medalha de Ouro da Accademia Italia delle Arti e del Lavoro de Salsomaggiore Terme, em 1981. Em 1975, o teatro do Centro Cultural Eslavo de Port Jefferson (EUA) foi baptizado com o seu nome. A bibliografia sobre Szajna inclui os livros de Jerzy Madeyski e Andrzej Zurowski, Szajna (1992), e de Janusz Szajna, Jozef Szajna i jego swiat (2000).
 
 

 Outras informações aqui.

 

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Terça-feira, 24 de Junho de 2008

Klaus Michael Grüber (1941-2008)

Encenador alemão (Neckarelz, Alemanha, 4.6.1941 - Belle-Ile-en-Mer, França, 23.6.2008). Assistente de Giorgio Strehler, acompanhou-o na fundação do Piccolo Teatro de Milão, onde se estrou como encenador com a Pentesileia de Kleist. Regressado à Alemanha, pôs em cena (1974) Dans la jungle des villes, de Brecht, na Schauspielhaus de Frankfurt, e depois (1976) As Bacantes de Eurípides, na Schaubühne de Berlim. Considerado um mestre da geração posterior (de que fazem parte, entre outros, Patrice Chéreau e Robert Wilson), alguns dos seus espectáculos tornaram-se lendários nos meios do espectáculo, como foi o caso do Fausto (1976), que encenou na antiga capela da hospital parisiense de Salpétrière, ou a Winterreise, baseada em Hölderlin, produzida no Olympia Stadion de Berlim, embora tivesse abordado muitos outros autores, como Beckett, Shakespeare, Minetti, Pirandello, Racine, Peter Handke, Ésquilo ou Hermann Broch. Tornou-se depois notado pelas suas encenações de espectáculos de ópera, que incluiram obras de Mozart, Alban Berg, Rossini, Verdi, Janacek, Wagner e Richard Strauss.

 

 

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