Quinta-feira, 28 de Maio de 2009

Os 100 anos do Comité Olímpico


 

Brochura com o texto de José Vicente Moura, publicado na Annualia 2008-2009, que será apresentada, hoje, no arranque das comemorações do centenário do Comité Olímpico de Portugal.
 

 

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Quarta-feira, 13 de Maio de 2009

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Terça-feira, 7 de Abril de 2009

Exposição: encontros de Alberto de Lacerda com Vieira da Silva e Arpad Szenes

Documentação, fotografias, correspondência: provas da estreita relação que Alberto de Lacerda manteve com Vieira da Silva e Arpad Szenes.

Até 5 de Julho na Fundação Arpad Szenes/ Vieira da Silva, em Lisboa.

 














Alberto de Lacerda, perto e longe

Descobri a poesia de Alberto de Lacerda, e depois o próprio poeta, pela mão de Maria de Lourdes Cortez, sua amiga e cúmplice da memória moçambicana. Alberto de Lacerda tinha sido um dos membros do grupo que, em 1950, fundara a revista Távola Redonda, doqual se viria a afastar posteriormente, indo para Londres, onde passou a viver permanentemente (mais tarde, a partir de 1972, repartiria a sua vida entre a capital inglesa e Boston, onde ensinou na respectiva universidade, depois de ter leccionado em Austin e na Columbia University, em Nova Iorque).
A primeira fase da sua produção poética concretizou-se em livro a partir de 1955, com 77 Poems, e estendeu-se aos primeiros anos da década de 60 com a publicação de Palácio (1961) e Exílio (1963). Os poemas de Tauromagia, embora publicados nos anos 80, datam daquela mesma época, como muitos outros que permaneceram inéditos durante muito tempo. As Elegias de Londres (1987) foram escritas entre 1971 e 1985 e são já a uma manifestação diversa do seu universo poético.
A distância física, acrescida de tudo o que o separava do meio literário português, bem como o ritmo de publicação das suas obras, contribuiu para um certo desconhecimento da poesia de Alberto de Lacerda, que, entretanto, muitos percebiam ser das mais significativas da poesia portuguesa, na sua «intensidade imagética de poesia pura» (Fernando J. B. Martinho). E foi essa qualidade, ou essa aspiração, que desde o início me aproximou da obra de um dos poetas portugueses mais genuinamente líricos da língua portuguesa (disse-o também Eugénio Lisboa), justamente se integrando na tradição de um Camões, de cuja língua foi sempre fidelíssimo cultor.
De facto, em Alberto de Lacerda a matéria do poema (palavras, imagens, metáforas) constitui o meio expressivo de realizar uma osmose do sentido que, captado pela mente, permanece inexprimível: «Não há palavras que digam o mistério/ Das trevas e da luz em diagonal». Nessa medida, nas imagens da poesia de Alberto de Lacerda deparamos com o paradoxo de uma linguagem que não fala, é. Existência essa que se funda numa natureza translinguística – «Não há linguagem; há estátuas/ Que se movem simultâneas» – e cujo modo de se exprimir se situa mais no plano da pura presença do que no da representação – «Palavras são silêncios de dois gumes».
Recorde-se, a propósito, o que disse Pound sobre o imagismo: «The point of Imagisme is that it does not use images as ornaments. The image itself is the speech. The image is the word beyond formulated language».
Se, por um lado, a intensidade das imagens da poesia de Alberto de Lacerda nos abre a porta de uma certa ideia de poesia pura – que de certo modo se aproxima do carácter metafísico da experiência musical (Steiner) –, por outro lado, o rigor da construção e o papel que nela desempenha a luz, diurna e solar, abre caminho a uma relação com a pintura. Neste contexto, não é dispiciendo recordar que Alberto de Lacerda escreveu sobre pintura, foi amigo de muitos pintores (Vieira da Silva, Arpad Szenes, Menez, Júlio Pomar, Jorge Martins, Paula Rego, por exemplo) e também coleccionador.
A luz, a luz do meio-dia que tomba cara abaixo «como um grande pranto branco», instante anterior à cor, é espaço de confiança, perdão da noite, promessa de aventura, dimensão exterior à ignomínia, valor tão puro e primordial, por vezes perdido, pois «Filhos cegos dos gregos,/ a noite do seu Dia é que nos vê», e «nem sempre o amor restitui à luz»
A luz constitui também a génese do olhar e da sua duração, espaço de construção do desejo («O meu olhar descia como um íman/ Ao centro mais ardente do teu corpo») e de enunciação do corpo (ritmos, gestos, vozes, o canto, a nudez, os rostos e o silêncio: «Rostos são fugas/ do paraíso./ Silêncios são corpos/ desnudados lentamente/ pelas lágrimas»), mas também da revelação do olhar do Outro: «Os olhos são a minha obsessão», ou «Nos teus olhos se reflectem as montanhas/Onde as crianças costumavam brincar». E tudo é lugar de confluência da memória e das ressonâncias do tempo.
Imagem, luz, olhar, corpo (ou corpos: «Há sempre imensa gente nos meus versos») são constantes da poesia única de Alberto de Lacerda, a que se foi juntando um sentido de transgressão a que também a pintura não é alheia. Conservou, sempre, porém a sedução do instante, traduzida na tensão irresolúvel entre móvel e imóvel, equilíbrio e desequilíbrio, ordem e desordem, escrita e gesto, palavra e silêncio, finito e infinito, exacto e impreciso, sólido e volátil, ficando o Poeta («A única utilidade do poeta/ é existir […]»), sempre, simultaneamente perto e longe.
A obra de Alberto de Lacerda está reunida nos volumes Oferenda I (1984) e II (1994), editados pela Imprensa Nacional, tendo ainda sido publicados os volumes Sonetos (1991), Átrio (1997) e Horizonte (2000). Da exposição «O mundo de um poeta», realizada na Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, em 1987, reunindo a colecção de arte de Alberto de Lacerda, existe um interessante e significativo catálogo.


Jorge Colaço

(texto publicado em Annualia 2008-2009)


 

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Sexta-feira, 9 de Janeiro de 2009

Ano Poe

Selo comemorativo dos 200 anos do nascimento de Edgar Allan Poe, de autoria de Michael J. Deas, que entrará em circulação (Richmond, Virgínia) a 16 de Janeiro.

 

Programa oficial das comemorações aqui.

Outras iniciativas: Poe Revealed, The Poe Studies Association, Boston College, Cidade de Baltimore.

 

No volume Annualia 2008-2009, que se encontra à venda, a Prof. Maria Leonor Machado de Sousa publica um ensaio sobre Poe, a pretexto desta efeméride.

 

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Sexta-feira, 21 de Novembro de 2008

Schiller em tradução portuguesa

A publicação de Wallenstein, de Friedrich von Schiller, em tradução portuguesa, pela editora Campo das Letras, precede a comemoração dos 250 anos do nascimento do «poeta e filósofo alemão (1759 -1805) cujo drama Die Räuber (1781, Os Salteadores) traduz a revolta romântica contra a sociedade e as suas leis. Os seus dramas tratam sobretudo do problema da liberdade, atacando o absolutismo. Escreveu também An die Freude (Ode à Alegria), que Beethoven usará no final da 9.ª Sinfonia».

[Retirado do texto publicado em Annualia 2008-2009]

 

 
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Quarta-feira, 19 de Novembro de 2008

Annualia 2008-2009: figuras e percursos

 

Nella Maissa, uma vida ao piano

por Patrícia Lopes Bastos

 


Com o maestro Pedro de Freitas Branco no São Luiz, em 1953

 Nella Maissa, pintura de Abel Manta

 

O texto integral dos artigos de ANNUALIA 2008-2009 está apenas disponível na edição em papel, que pode ser adquirida em www.editorialverbo.pt ou em qualquer boa livraria do País.

 

 

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Terça-feira, 4 de Novembro de 2008

Annualia 2008-2009/ Comité Olímpico de Portugal

 

 

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Segunda-feira, 27 de Outubro de 2008

Annualia 2008-2009: as vidas

 

 

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Quarta-feira, 8 de Outubro de 2008

Annualia 2008-2009 / Temas em Debate

Haverá emprego no futuro?

por

Luís Bento
Especialista de Recursos Humanos

 

«Em primeiro lugar refundar o próprio conceito de emprego – cuja noção encerra o proteccionismo de um lugar de uma posição, mais do que um direito – e substituí-lo, progressivamente, pela noção de trabalho. Voltaremos, sem sombra de dúvida, ao sentido de obra, do orgulho da obra feita que só o trabalho com dignidade encerra».

 

 

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Annualia 2008-2009 / Temas em Debate

Consumo, consumismo e consumição à portuguesa

por

Beja Santos
Técnico de Defesa do Consumidor

 

«Se queremos voltar a ser consumidores cidadãos (...), precisamos de duas coisas: de um Estado que estabeleça um contrato para a promoção da cidadania; se queremos intervir na solidariedade entre os consumidores, procurando reduzir a pobreza, a exclusão e os modos de consumo insustentáveis temos de saber aliar a problemática do consumo e dos consumidores às diferentes causas orientadas para o desenvolvimento sustentável.»
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Annualia 2008-2009 / Temas em Debate

Estado Garantia: liberdade e responsabilidade

 

por
João Carlos Espada
Universidade Católica Portuguesa
 
 
«Em vez de fornecedor de bens e serviços em regime de quase monopólio, ou em vez de contratador de bens e serviços privados em regime condicionado, o Estado Garantia deve sobretudo apoiar directamente os que precisam, para que eles possam também exercer as suas escolhas num mercado concorrencial de bens e serviços».  

 

 
 
 
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Quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2008

Annualia 2007-2008: uma recensão crítica

por Beja Santos

Este terceiro volume consecutivo da Annualia é uma pequena preciosidade. A Annualia veio substituir a Enciclopédia Verbo no seu formato clássico e é um achado editorial, como compromisso entre a estrutura enciclopédica do passado e as preocupações de uma publicação anual onde se registam dossiês e factos pertinentes, efemérides, se abordam grandes temas da actualidade ou se evocam figuras prestigiantes que desapareceram durante o período em análise. E, não menos importante, pelo o seu carácter documental, ficam também averbadas as atribuições de prémios em contexto nacional e internacional e passa-se em revista o dossiê do mundo em 2007.
Nos temas em debate, logo na abertura desta Annualia sucedem-se as intervenções de Adriano Moreira, Valadares Tavares, Tomás Espírito Santos e Manuela Franco, abordando dimensões tão díspares como os Portugueses e Portugal e a guerra do Médio Oriente. Na rubrica "Factos e Realidades " são possíveis comentários à volta de Ribonuclease II, as tecnologias energéticas, o Irão na era Ahmadinejad ou Amadeu Sousa Cardoso. Na exaltação dos valores museológicos tem destaque o Museu Nacional de Arqueologia. Hergé ou a partida da Corte para o Brasil, há dois séculos, são saudadas como efemérides inescapáveis, em 2007, Max Planck, o regicídio, Vieira da Silva, Guimarães Rosa, Olivier Messiaen, von Karajan, estão entre as efemérides de 2008. Pina Martins ou Ricardo Pais destacam-se como figuras ou percursos. E partiram deste mundo Cesariny, Oliveira Marques, Fiama Hasse Pais Brandão e Filipe de Sousa entre outros.
A Annualia é pois uma agradável surpresa. Sobre a identidade portuguesa, Adriano Moreira observa que as entidades também se constróem na perpetuação de figuras de referência: Mouzinho de Albuquerque afirmando que "Este Reino é obra de soldados"; uma longa identidade que se exprimiu na expansão marítima e na criação do Império, no combate pela restauração, a nação unida contra as invasões francesas, isto a par da dependência de uma chefia variavelmente legitimista revolucionária, restauradora, carismática, de ditadura parlamentar, alienante, do exercício crítico do civismo, sebasteanista. Os personagens são muitas vezes os estandartes do sonho imperial, do europeísmo da determinação ou do grande projecto. Diz Adriano Moreira que "A contaminação das identidades decorre entre duas vocações das sociedades, uma vocação conservadora e uma vocação inovadora. Depois do 25 de Abril, extinto o império, lançado o processo de democratização, Portugal europeízou-se, não poucas vezes, reproduzindo, imitando ou copiando. Nesta hora da redefinição das soberanias europeias, Portugal lança-se numa nova aventura em busca de identidade.
Falemos agora do Museu Nacional de Arqueologia. Foi fundado por Leite de Vasconcelos que o concebeu como um "museu do homem português", onde se interceptavam a Arqueologia, a Etnografia, e a Antropologia. Neste museu reuniram-se elementos materiais que concorriam para o conhecimento total da vida do homem no nosso solo (tipos físicos, trajos, indústrias, costumes, crenças, habitações, arranjo doméstico, gostos artísticos, folganças, mostrando exemplos das civilizações que por aqui passaram. Concorreram para o acervo do museu o acervo de arqueologia o antigo Museu de Belas Artes bem como numerosas doações de coleccionadores privados. De Museu Etnográfico Português passou para Museu Etnológico, mas manteve-se o espírito de local de encontro de múltiplos saberes e investigações. A Leite de Vasconcelos sucede Manuel Heleno, um historiador competentíssimo que trazia o projecto de construir um museu histórico-cultural, nacional ou até imperial alicerçado na arqueologia. Dotado de uma grande solidez disciplinar, investigador com grande trabalho de campo, Heleno lançou as bases de um património arqueológico de grande valor. Com a chegada do Museu Nacional de Arqueologia definia-se um espaço de exibição, conservação e estudo cobrindo todos os períodos históricos e praticamente todas as zonas geográficas de Portugal. Hoje o Museu Nacional de Arqueologia assegura assessoria museológica, forma pessoal, disponibiliza recursos educativos, promove encontros científicos e profissionais além de que é o local mais adequado em Portugal para a apresentação de temas da arqueologia internacional os mais variados.
A Annualia é assim um livro de cabeceira e de consulta a desoras. Hergé teve o seu primeiro centenário em 2007, é um dos sumo-sacerdotes da BD, o genial criador de Tintim, o jovem jornalista exemplar com histórias audaciosas pelo o mundo inteiro. Mas a sua ousadia na BD não se confinou a Tintim, deixou-nos uma plêiade de figuras destinadas à posteridade: o Capitão Haddock, colérico, eufórico e sentimental; o Professor Girassol, o sábio mais distraído do universo; Bianca Castafiore, a caprichosa diva do bel-canto; Dupond e Dupont, os desastrados polícias que muitas vezes triunfam na sombra dos êxitos retumbantes do jovem Tintim... Hergé criou uma vasta galeria de personagens como mordomos, meninos traquinas, um comerciante e um sábio português, um canalha de grande coturno, Roberto Rastapopoulos, o marquês de Gorgonzola, mas também o cão Milu, o General Alcazar, um charlatão sempre á procura de revoluções, gente chata como Serafim Lampião, entre tantos outros. Hergé é um habilidoso anotador de códigos de valores ainda hoje ancorados e apreciados por crianças de todas as idades.
Este ano a Editorial Verbo comemora cinquenta anos. A vida editorial portuguesa teve na verbo uma elevadíssima expressão cultural, na Enciclopédia e nas enciclopédias especializadas, em grandes obras que giraram à volta da arte e do património cultural, mas também do livro infantil, do estudo universitário e até do dicionário.
É a historia de um esforço que merece ser saudado nesta Annualia 2007-2008.
publicado por annualia às 13:08
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