Sexta-feira, 28 de Novembro de 2008

Nova cultura financeira precisa-se!

Depoimento de Isabel Jonet, figura em destaque na Annualia 2008-2009, ao jorna OJE.

«Para a presidente da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares contra a Fome e da ENTRAJUDA, a actual crise financeira terá seguramente impactos a nível económico, com consequências ainda incertas, especialmente para o Terceiro Sector que, "composto por instituições ainda muito dependentes de boas vontades e de donativos, apesar de contribuírem para 4% do PIB, verá a situação agudizada".

Os reflexos da crise antevêem-se igualmente dramáticos face ao acréscimo do desemprego, principal causa de pobreza a par com a velhice e a deficiência, atingindo sobretudo famílias pobres, com baixos níveis de qualificações, alerta: "muitas famílias que assumiram créditos encontram-se sobreendividadas, o que gera muita perturbação e sobretudo grande frustração".

Quanto à ameaça especulativa da crise alimentar, Isabel Jonet acredita que o acréscimo dos preços das matérias-primas registado com especial incidência nos últimos meses será regulado a prazo pelo mercado, tendência que já se verifica. No entanto, existe uma questão que tem sido pouco aflorada e que o rosto do Banco Alimentar julga ser responsável por alguma "desorientação" financeira, sobretudo junto das pessoas mais velhas e com menos cultura financeira: a introdução do euro veio alterar o referencial (1 euro não é igual a 100 escudos, no entanto um café passou de 50 escudos para 0,5 euros). Assim, "muitas pessoas perderam a noção do valor real do dinheiro", o que, "aliado ao aumento de preços, a salários insuficientes, a pensões de reforma muito baixas, à necessidade de medicamentos indispensáveis, a prestações de créditos assumidos graça ao facilitismo na sua concessão e ao fascínio por bens de consumo ‘oferecidos de bandeja’, gera situações dificílimas". Há que prestar cultura financeira e voltar a incutir valores, invertendo, sobretudo, o espírito consumista e imediatista que impera nas sociedades actuais, de forma transversal, sem medir consequências nem efeitos a nível individual ou colectivo, defende.» 

 

Pode aceder ao texto integral aqui

 

publicado por annualia às 12:26
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