Segunda-feira, 24 de Novembro de 2008

Espanha: Prémio Nacional das Letras para Juan Goytisolo

Juan Goytisolo. (Foto: Antonio Moreno)

Foto El Mundo/ Antonio Moreno

 

Escritor espanhol (n. Barcelona, 1931), irmão dos escritores (José Agustín Goytisolo, 1928-1999) e Luís Goytisolo (n. 1935). Inicialmente a sua ficção enquadrou-se na corrente neo-realista, ainda em voga nos anos do pós-guerra: uma literatura de denúncia e de compromisso político. Exilou-se em Paris depois de publicar Juegos de Manos (1954) e Duelo en el Paraíso (1955). Posteriormente, sem negar valores fundamentais de solidariedade, as viagens e o contacto com outras civilizações rasgaram-lhe novos horizontes. Entre 1969 e 1975 residiu nos EUA, onde ensinou em várias universidades. Fixou-se depois em Marraquexe, Marrocos, e tornou-se um profundo conhecedor da cultura árabe, destacando-se na defesa dos direitos humanos e dos povos desfavorecidos.

Entre os seus outros romances destacam-se: El mañana efímero (trilogia, 1957-1958), trilogia Álvaro de Mediola: Señas de identidad (1966), Reivindicación del conde don Julián (1970), Juan sin Tierra (1975); Makbara (1980), Paysajes después la batalla (1982), Las virtudes del pájaro solitario (1988),  Las semanas del jardín: un círculo de lectores (1997), Crónicas sarracinas (1998), Carajícomedia (2000), Telón de boca (2003). Da obra ensaística e memorialistíca citam-se Problemas de la novela (1959),  Campos de Níjar (1959), La Chanca (1962), Disidencias (1978), Coto vedado (autobiografia, 1985), Argelia en el vendaval (1994), El bosque de las letras (1995), De la ceca a la Meca (1997), Cogitus interruptus (1999), Diálogo sobre la desmemoria, los tabúes y el olvido (2000), Pájaro que ensucia su propio nido (2001), Paisajes de guerra: Sarajevo, Argelia, Palestina, Chechenia (2001), Memórias (2002), España y sus Ejidos (2003). Contra las sagradas formas (2007), El exiliado de aquí y de allá (2008).
Foi distinguido com os prémios Europália de Literatura (Bruxelas, 1985),
Nelly-Sachs (Dortmund, 1993), Mediterrâneo (1994), Rachid Mimumi, da tolerância e da liberdade (Paris, 1995), Octávio Paz de Literatura (México, 2002), de Literatura Latino-americana e das Caraíbas Juan Rulfo (México, 2004) e o Prémio Extremadura de Criação para melhor percurso literário (2005).

 

publicado por annualia às 17:46
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