Segunda-feira, 28 de Julho de 2008

Fernando Garcia (1917-2008)

 

Realizador de cinema, crítico e ensaísta português (Lisboa, 22.7.1917 – ibid., 24.7.2008). Assistente de realização de diversas produções cinematográficas portuguesas, desde meados da década de 1930, o seu primeiro filme de fundo data de 1949, Heróis do Mar, premiado pelo SNI. Um Marido Solteiro (1952) e O Cerro dos Enforcados (1954) são outros títulos da sua filmografia, onde constam vários documentários. Um deles, Lisboa, Pequena Biografia de uma Capital, de 1953, foi o primeiro filme a cores. Com A Ilha que Nasce do Mar (1956) e Primitivos Portugueses (1958) foi distinguido com o Prémio Paz dos Reis. Homem culto e de múltiplos interesses, foi apresentador de um programa sobre cinema na RTP e foi director do Instituto de Arte e Design (IADE), onde também leccionou. Foi colaborador da Enciclopédia Verbo e publicou um belo texto memorialístico sobre o seu amigo António Lopes Ribeiro na Annualia 2007-2008.
publicado por annualia às 17:47
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2 comentários:
De maria teresa a 2 de Agosto de 2008 às 09:44
Em jeito de adenda

Nos filmes "João Ratão" (1940), "O Pátio das Cantigas" (1942) e "Aniki-Bobó" (1942), grandes clássicos do cinema português, Fernado Garcia trabalhou como assistente de realização.
A sua "aproximação" a António Lopes Ribeiro, deu-se em 1944 quando se tornou chefe de produção das "Produções António Lopes Ribeiro".

Foi também Presidente do Sindicato Nacional dos Profissionais e Cinema e do Estúdio Universal de Cinema Experimental entre 1961 e 1963, numa época política em que os sindicatos não eram bem aceites e havia muita "perseguição"
De maria teresa a 10 de Agosto de 2008 às 07:46
Os filmes João Ratão (1940), O Pátio das Cantigas (1942) e Aniki-Bobó(1942), grandes clássicos do cinema português, estão ligados a Fernando Garcia que para eles contribuíu, como assistente de produção de António Lopes Ribeiro.
Assumiu os cargos de Presidente do Sindicato Nacional de Profissionais de Cinema e do Estúdio Universal de Cinema, entre 1961 e 1963, numa altura em que politicamente, era muito difícil, para não dizer quase impossível, manterem-se estes cargos

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