Domingo, 30 de Março de 2008

Prémio Pritzker de Arquitectura 2008

O arquitecto Jean Nouvel acaba de ser distinguido com o Prémio Pritzker de Arquitectura de 2008. Nouvel obteve atenção internacional com a realização do Instituto do Mundo Árabe, em Paris, em 1987. Nos EUA, o arquitecto parisiense projectou o Guthrie Theater (2006), em Minneapolis, e a Tour Verre, um torre de 75 andares, paredes meias com o Museu de Arte Moderna de Nova Iorque.
Entre os seus trabalhos destacam-se a Fundação Cartier de Arte Contemporânea (Paris, 1994), o Museu Branly (Paris, 2006), a Torre Agbar (Barcelona, 2005), um Tribunal em Nantes (2000), o Centro de Congressos (Lucerna, 2000), a Ópera de Lyon (1993), a Expo 2002 (Suíça), a extensão do Museu Rainha Sofia, em Madrid (1999-2005), e uma sala de concertos em Copenhaga ou o Museu do Louvre no Abu Dhabi (em construção). Tem concebido projectos para outros pontos do mundo (incluindo Lisboa, Alcântara), apesar de a maior parte da sua obra construída estar em França.
O júri do Pritzker refere que: «Das muitas frases que podiam ser usadas para descrever a carreira do arquitecto Jean Nouvel, as que mais se destacam são as que enfatizam a sua corajosa busca de novas ideias e o seu desafio das normas estabelecidas com vista a alargar as fronteiras do seu campo.» No anúncio do prémio, Thomas J. Pritzker, presidente da Fundação Hyatt, afirmou que «o júri registou a ‘persistência, a imaginação, a exuberância, e, acima de tudo, um insaciável pendor para a experimentação criativa’ como qualidades abundantes no trabalho de Nouvel.»
Nas próprias palavras de Nouvel: «O meu interesse tem sido sempre uma arquitectura que reflicta a modernidade da nossa época em oposição ao repensar das referências históricas. O meu trabalho lida com o que está a acontecer agora – com as nossas técnicas e materiais, com o que somos capazes de fazer hoje.»
Lord Palumbo, presidente do júri do Prémio Pritzker, acrescentou que «desde que estabeleceu a sua prática em Paris, no anos 1970, Nouvel tem feito todos os esforços, bem como os que o rodeiam, para ponderar novas abordagens dos problemas arquitectónicos convencionais. Para Nouvel, em arquitectura não há qualquer ‘estilo’ a priori. Pelo contrário, um contexto, num sentido lato que inclua cultura, localização, programa e cliente, provoca nele a vontade de desenvolver uma estratégia diferente para cada projecto.
Tour Verre, Nova Iorque
Instituto do Mundo Árabe, Paris
Fundação Cartier de Arte Contemporânea, Paris
Museu Branly, Paris
Museu do Louvre no Abu Dhabi
publicado por annualia às 23:58
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