Sexta-feira, 13 de Novembro de 2009

O Homem da Capa Verde

TEATRO INFANTIL

O Homem da Capa Verde, de Fernando de Paços

 

 

Sociedade Dramática de Carnide

5 de Dezembro de 2009 - 28 de Fevereiro de 2010

6as- 21:30 h; Sábados- 17 h; Domingos-11 h

 

 

 Versão YouTube aqui.

 

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Terça-feira, 10 de Novembro de 2009

Anselmo Duarte (1920-2009)

Realizador e actor brasileiro (Salto do Itú, São Paulo, 21.4.1920 – São Paulo, 7.11.2009) que se tornou um dos actores mais populares do Brasil, em filmes como Querida Susana (1947, de Alberto Pieralisi), Tico-Tico no Fubá (1952, de Adolfo Celi), Sinhá Moça (1954, de Tom Payne e Oswaldo Sampaio) e A Arara Vermelha (1957, de Tom Payne). Em 1957, dirigiu o seu primeiro filme, Absolutamente certo, uma comédia musical, rodando em Espanha Um Raio de Luz e, entre nós, a terceira versão de As Pupilas do Senhor Reitor, no qual interpretou a personagem de Daniel (1959-1960). O segundo filme, O Pagador de Promessas (1962), segundo a peça de Dias Gomes, foi também um triunfo para o cinema brasileiro, ganhando a Palma de Ouro, em Cannes. O seu filme Vereda de Salvação (1965) foi apresentado no Festival de Berlim e nomeado para o Urso de Ouro.

Outros filmes: O Reimplante (1969), Quélé do Pajéu (1970), Um Certo Capitão Rodrigo (1971), O Descarte (1973), Já não se faz Amor como Antigamente (1974), Marido Que Volta Deve Avisar (1975), O Crime do Zé Bigorna (1976), Os Trombadinhas (1979).

publicado por annualia às 01:17
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Sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

Francisco Ayala (1906-2009)

Escritor espanhol (Granada, 16.3.1906 – Madrid, 3.11.2009) que foi colaborador, ainda quando jovem, de La Revista de Occidente, dirigida por Ortega e Gasset, e La Revista Literaria. Formado em Direito, cujo estudo especializou na Alemanha, foi professor catedrático de Direito Político. Na sua extensa produção figuram o romance, o ensaio sociológico e a crítica literária, em todos estes géneros se destacando pelas qualidades narrativas e uma marca de sarcasmo e desencanto. Os seus trabalhos sociológicos constituem um precioso contributo para a compreensão de alguns dos fenómenos sociais e culturais do nosso tempo. Entre os seus romances destacam-se El boxeador y un ángel (1929), Los usurpadores (1949), Al fondo del vaso (1962), De triunfos y penas (1982), e entre os seus ensaios, Historia de la libertad (1943), Tecnología y libertad (1959), Cervantes y Quevedo (1974) e El escritor y su imagen (1975). Em 1972, recebeu o Prémio Nacional da Crítica por El jardín de las delícias, e, em 1983, o Prémio Nacional de Literatura por Recuerdos e Olvidos; em 1988, foi distinguido com o Prémio Nacional de Letras Espanholas; em 1991, recebeu o Prémio Cervantes e, em 1998, o Prémio Príncipe das Astúrias das Letras. Entrou para a Real Academia Espanhola, em 1983.

publicado por annualia às 12:35
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Terça-feira, 3 de Novembro de 2009

Claude Lévi-Strauss (1908-2009)

 Antropólogo francês (Bruxelas, 28.11.1908 - Paris, 31.10.2009). «Efectuou os seus estudos superiores em Paris (Sorbonne), onde conclui Filosofia (1931), depois a agregação e, mais tarde, o doutoramento em Letras (1948), com uma tese sobre as estruturas de parentesco. Após dois anos de ensino, participa numa missão cultural francesa no Brasil: aí é professor de Sociologia na Universidade de São Paulo e faz diversas expedições etnográficas entre os índios (Mato Grosso e Amazónia). De regresso a França (1939), parte (1941) para os EUA, convidado pela New School for Social Research de Nova Iorque (1942-1945), conhecendo o célebre linguista R. Jakobson; ensina na École Pratique des Hautes Études (cátedra de Religiões Comparadas), no Collège de France (desde 1959, cátedra de Antropologia Social). Com a publicação das suas obras a Antropologia Estrutural (1958), o Pensamento Selvagem e O Totemismo (1962), o estruturalismo atinge o auge da sua audiência. Eleito, em 1973, para a Academia Francesa.»
Esta a introdução da longa entrada sobre Lévi-Strauss na Enciclopédia Verbo, que o autor, Acílio da Silva Estanqueiro Rocha, conclui deste modo: «Contrapondo, quer ao humanismo clássico (renascentista) que se restringiu à cultura clássica e à área mediterrânica, quer ao humanismo burguês (séculos xviii-xix) ligado aos interesses económicos, Lévi-Strauss propõe um «humanismo etnológico» inspirado nas sociedades que estudou. Então, todas as culturas têm os mesmos direitos (humanismo democrático), com referência essencial à natureza (humanismo generalizado ou ecológico); tal humanismo radica no respeito por qualquer fora de vida e de diversidade cultural. Minimizando o êxito dos progressos proclamado pela civilização ocidental, nomeadamente o da Revolução Industrial — pálida réplica da Revolução Neolítica —, compraz-se em mostrar como os resultados do progresso, usados como instrumento de denominação do homem, são tais que vêm a anular o seu benefício; a «antinomia do progresso» gera «uma verdadeira entropia sociológica [que] impele sempre o sistema no sentido de inércia»; após o entropia anunciada pela física, é Lévi-Srauss quem adverte acerca duma entropia sociológica: «em vez de antropologia, seria necessário escrever ‘entropologia’, o nome de uma disciplina consagrada a estudar as suas manifestações mais elevadas neste processo de desintegração» (provocado pelo progresso). A «mitologia» do progresso, de tipo etnocentrista, deve ser substituída por um outro princípio — o do relativismo cultural —, que assenta no respeito pela polifonia cultural, de índole rousseauniana, num esforço incessante que evite reduzir o outro às dimensões do mesmo. Uma nova ética é proposta, de fundo humanista: «um humanismo bem ordenado não começa por si mesmo, mas põe o mundo antes da vida, a vida antes do homem, o respeito pelos outros antes do amor próprio». Por outro lado, se é contestada, na linha do cogito, uma certa imagem da «natureza humana», é porque ela é agora compreendida segundo uma matriz de combinatória universal, de índole leibniziana, em que as culturas particulares seriam as produções de superfície adentro de um processo universal, o que torna ainda possível discernir acerca do que de originário ou de artificial há na actual concepção da natureza humana. »

Algumas obras de Claude Lévi-Strauss: La vie familiale et sociale des Indiens Nambikwara (1948), Les structures élémentaires de la parenté (1949, ed. rev. e corrigida, 1967), Race et histoire (1952), Tristes tropiques (1955), Anthropologie structurale (1958), Le totémisme aujourd’hui (1962), La pensée sauvage (1962); Mythologiques compreende 4 tt.: t. i, Le cru et le cuit (1964), t. ii, Du miel aux cendres (1966), t. iii, L’origine des manières de table (1968), t. iv, L’homme nu (1971), Anthropologie structurale deux (1973), La voie des masques (1975, ed. rev. e aumentada, 1979); Myth and meaning (1978), Le regard éloigné (1983), Paroles données (1984), La potière jalouse (1985), De près et de loin (1988), Des symboles et leurs doubles (1989).

Claude Lévi-Strauss por Júlio Pomar

 

 

 

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Prémio Goncourt/ Marie Ndiaye

Marie Ndiaye é uma escritora francesa de ascendência senegalesa (n. Pithiviers, 4.6.1967), que publicou o seu primeiro romance aos 17 anos, Quant au riche avenir (1984). Formada em Linguística, esteve na Villa Médicis, em Roma, como bolseira da Academia Francesa. O seu romance Rosie Carpe (2001) foi distinguido com o Prémio Femina. Agora, em 2009, o Goncourt foi atribuído ao seu romance Trois femmes puissantes. Outras obras: En famille (romance, 1990), Papa doit manger (teatro), Tous mes amis (novela, 2004).

Segundo Pierre Assouline «elle a un univers bien à elle, sa propre langue, sa voix immédiatement reconnaissable au bout de trois lignes, trouvée et imposée dès ses premiers textes ; elle est distinguée à mi-chemin d’un parcours sans faute, fidèle à son absolu de la littérature, pour un bon livre déjà loué par la critique, porté par les libraires et plébiscité par les lecteurs.» Ver o texto integral aqui.

publicado por annualia às 10:14
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Segunda-feira, 2 de Novembro de 2009

Alda Merini (1931-2009)

Poeta italiana (Milão, 21.3.1931 – ibid., 1.11.2009) cujo primeiro livro, La presenza di Orfeo, publicado em 1953, foi muito bem recebido pela crítica. Seguiram-se-lhe Paura di Dio (1955), Nozze romane (1955), Tu sei Pietro (1962). À publicação destes volumes seguiram-se muitos anos de silêncio, quebrado, em 1984, com La Terra Santa, e depois uma intensa produção, que agora se estende, por vezes, à prosa: L’altra verità. Diario di una diversa (1986), Testamento (poesia, 1988), Delirio amoroso (1989), Il tormento delle figure (1999), Vuoto d’amore (poesia, 1991), Le parole di Alda Merini (1991), Ballate non pagate (poesia, 1995), La pazza della porta accanto (1995), La vita facile (1996), Fiore di poesia, 1951-1997 (poesia, 1998), Lettere a un racconto. Prosa lunghe e brevi (1998), Il ladro Giuseppe. Racconti degli anni Sessanta (1999), Aforismi e magie (1999), Superba è la notte (poesia, 2000), Più bella della poesia è stata la mia vita (poesia, 2003), Clinica dell’abandono (poesia, 2004), L’anima innamorata (poesia, 2000), Corpo d’amore. Un incontro con Gesù (poesia, 2001), Magnificat. Un incontro con Maria (poesia, 2002), La carne degli Angeli (poesia, 2003). Candidatada ao Nobel, entre vários os prémios com que foi distinguida, destacam-se o Prémio Viareggio de 1996 e o Prémio da Presidência do Conselho de Ministros de Poesia, em 1999.

publicado por annualia às 15:48
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