Segunda-feira, 28 de Julho de 2008

Fernando Garcia (1917-2008)

 

Realizador de cinema, crítico e ensaísta português (Lisboa, 22.7.1917 – ibid., 24.7.2008). Assistente de realização de diversas produções cinematográficas portuguesas, desde meados da década de 1930, o seu primeiro filme de fundo data de 1949, Heróis do Mar, premiado pelo SNI. Um Marido Solteiro (1952) e O Cerro dos Enforcados (1954) são outros títulos da sua filmografia, onde constam vários documentários. Um deles, Lisboa, Pequena Biografia de uma Capital, de 1953, foi o primeiro filme a cores. Com A Ilha que Nasce do Mar (1956) e Primitivos Portugueses (1958) foi distinguido com o Prémio Paz dos Reis. Homem culto e de múltiplos interesses, foi apresentador de um programa sobre cinema na RTP e foi director do Instituto de Arte e Design (IADE), onde também leccionou. Foi colaborador da Enciclopédia Verbo e publicou um belo texto memorialístico sobre o seu amigo António Lopes Ribeiro na Annualia 2007-2008.
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Quarta-feira, 16 de Julho de 2008

Charles H. Joffe (1929-2008)

 

Produtor cinematográfico (Brooklyn, Nova Iorque, 16.7.1929 - Los Angeles, 9.7.2008) que se distinguiu na produção de filmes de Woody Allen, nomeadamente Annie Hall (1977), pelo qual ganhou um Óscar. A produtora que criou em conjunto com Jack Rollins foi responsável pelo lançamento das carreiras de Robin Williams e Billy Crystal, entre outros.

 

 

 

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Gaston Compère (1924-2008)

Escritor belga de língua francesa (Conjoux, 1924 - 14.7.2008), formado em Filologia Românica e autor de uma obra vasta e multifacetada que inclui a poesia, o ensaio e a ficção, esta abrangendo vários géneros -- das evocações históricas ao reenquadramento dos mitos, passando pela reescrita do Robinson Crusoe -- mas fazendo ressoar neles uma busca filosófica relacionada com a sua noção de mal-estar existencial. Extremamente consciente da sua arte e também músico, manipula as palavras com o rigor de um Bach, que muito admira, concentrando-se no estilo e na formulação. Entre outras distinções, recebeu o Prémio Rossel e o Grande Prémio da Federação Internacional dos Escritores de Língua Francesa. 

Obras: Géométrie de l’absence (1969), Sept machines à rêver (1974), La femme de Putiphar (1975), Ecrits de la caverne (1976), Portrait d’un dépossédé (1978), L' Office des Ténèbres (1979), Les Griffes de l'ange (1981), La Constellation du serpent (1984), Je soussigné Charles le Téméraire (1985), Robinson 86 (1986), De l’art de parler en public pour ne rien dire (1987), Lieux de l’extase (1993), Une enfance en Condroz (2000), La musique énigmatique (2003), Lux Mea, anthologie poétique et arbitraire (2004), Je soussigné Louis XI (2005), Caroline et Monsieur Ingres (2006).

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Bronislaw Geremek (1932-2008)

Historiador e político polaco (Varsóvia, 6.3.1932 - Nowy Tomysl, 13.7.2008), um dos intelectuais que apoiaram a greve nos estaleiros de Gdansk, em 1981. Filho de um rabi, os pais desapareceram ambos no Holocausto. Especializou-se em História Medieval, tendo trabalhado durante muitos anos no Instituto de História da Academia das Ciências polaca. Ligado ao Solidariedade e a Lech Walesa, permaneceu como ideólogo e conselheiro do movimento, tendo chegado a estar preso. Depois da queda do comunismo, Geremek continuou a ser um elemento preponderante da transição. Foi Ministro dos Negócios Estrangeiros (1997-2000) e negociador da integração da Polónia na NATO e na UE. A partir de 2004 foi eleito deputado ao Parlamento Europeu. Em 2006, tornou-se presidente da Fundação Jean Monnet.

 

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Domingo, 13 de Julho de 2008

Datas perdidas

Em 13 de Julho de 1793, o revolucionário francês Jean-Paul Marat foi assassinado pela jovem partidária dos Girondinos, Charlotte Corday, vítima dos ódios que provocou. Formado em Medi­cina na Universidade de St. Andrews, de Edimburgo, Marat foi o fundador do jornal L’Ami du Peuple (1789) onde publicou artigos inflamados incitando à violência, que o levaram à prisão. Continuou depois os seus ataques contra a monarquia, incitando a populaça a arruaças e crimes. Deputado por Paris à Convenção, perseguiu o grupo dos Girondinos, oposto aos Jacobinos e então considerado contra-revolucionário, cujos membros principais conseguiu proscrever ou fazer guilhotinar.  

 

The Death of Marat

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  

 

 

A morte de Marat, de Jacques-Louis David (Museu de Versalhes)

Apunhalando Marat de Paul-Jacques-Aimé Baudry (Museu de Belas-Artes de Nantes)

 

Assassínio de Marat, de Antoine Weerts

Assassínio de Marat, de Edvard Munch

 

 

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Quinta-feira, 10 de Julho de 2008

Editorial Verbo: algumas datas da sua história

 

 

1958
Fundação da editora por Sebastião Alves, Fernando Guedes e José Maria Alves. Sebastião Alves investiu então 200 000$00 no negócio, e o mesmo fez Fernando Guedes. Para além deste montante funcionou o crédito bancário, facilitado pela posição empresarial de Sebastião Alves (indústria farmacêutica). A direcção da empresa esteve sempre confiada a Fernando Guedes.
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1959
Publicação da Arte Popular em Portugal (dir. Fernando de Castro Pires de Lima).
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1960
Publicação da Grande Enciclopédia da Cozinha de Maria de Lourdes Modesto e dos primeiros títulos de literatura infanto-juvenil, que haveria de permanecer sempre um dos pontos fortes do catálogo da editora.
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1961-1963
Preparação e início de publicação da Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura. O primeiro secretário-geral foi o Padre António de Magalhães, S.J., que a doença, a breve trecho, veio impedir o exercício das suas funções. Publicada em fascículos a princípio mensais, passou depois a publicar-se a um ritmo de um volume anual, até perfazer os 18 volumes que a constituíram (depois acrescentados de mais alguns volumes de actualização). A capa, de Sebastião Rodrigues, é um dos testemunhos da longa e profícua relação da editora com o grande designer gráfico.
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1962
Início dos trabalhos da Enciclopédia Verbo Juvenil. Simultaneamente, criaram-se colecções de prestígio, como a das «Presenças», de ensaios literários, entre outros, de Vitorino Nemésio, Jacinto do Prado Coelho, David Mourão-Ferreira, Adolfo Casais Monteiro, Maria de Lourdes Belchior, Esther de Lemos, José V. de Pina Martins, João Bigotte Chorão e muitos outros.
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1963
Transformação da empresa em Sociedade Anónima.
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1964
Associação com as oficinas gráficas L. Henri Gris, mais tarde Gris, Impressores, S.A.
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1965
Início da publicação das Obras de Tomaz de Figueiredo.
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1966
Fundação da Editora Verbo (São Paulo, Brasil).
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1967
Publicação do segundo (o primeiro é de 1964) e último volume de Polémicas Portuguesas (dir. Artur Anselmo).
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1968
Criação da Crediverbo, com o objectivo de que o livro chegasse a um público mais vasto, que não frequentava nem tinha, por vezes, possibilidade de ter acesso a livrarias.
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1969
Criação da Litécnica, em Luanda.
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1970
Lançamento da «Biblioteca Básica Verbo – Livros RTP», um dos mais extraordinários êxitos da história da edição em Portugal, hoje ainda um ponto de referência e de reflexão histórica.
De cada um dos dois primeiros volumes – a novela Maria Moisés, de Camilo Castelo Branco, e 100 Obras Primas da Pintura Europeia – venderam-se 230 000 exemplares. Em Outubro de 1972, do 100.º título, Os Lusíadas, venderam-se ainda 100 000 volumes. Ao todo, durante cem semanas, a Verbo colocou em casa dos Portugueses, ao preço de 15$00, mais de 15 milhões de livros.
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1971
Criação da Verbo, Publicações Periódicas, S.A.
Início da publicação da revista Observador, dirigida por Artur Anselmo.
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1972
A Verbo adquiriu a Ulisseia (reactivada cerca de 5 anos depois), cuja linha editorial, sobretudo no campo da ficção para adultos, haveria de permitir a divulgação, em língua portuguesa, de grandes autores estrangeiros. Retomou-se, por isso, a Colecção dos «Clássicos do Romance Contemporâneo», reeditando escritores e publicando novos títulos, entre outros, de Graham Greene, Hemingway, Julien Green, Kazantzaki, Yourcenar.
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1973
O extraordinário êxito dos Livros RTP levou à criação dos Editores Associados — constituídos também pela Bertrand e Livros do Brasil — para publicarem uma colecção de livros de bolso — a «Unibolso» —, cuja continuidade ficou comprometida pelos acontecimentos políticos que agitaram o País no ano seguinte.
Início da publicação da «Biblioteca Integral Verbo», dedicada aos grandes clássicos gregos e latinos (interrompida com as dificuldades económicas surgidas no pós-25 de Abril).
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1974
Criação do Clube Português do Livro e do Disco.
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1977
Início da publicação da História de Portugal do Prof. Joaquim Veríssimo Serrão, um grande sucesso editorial (que vai no seu 17.º volume).
Início da publicação da «Biblioteca Ulisseia de Autores Portugueses».
A Verbo, Publicações Periódicas começa a publicar banda desenhada (Astérix, Tintim e outros).
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1980
Edição das obras de Camões (4.º centenário da morte), ilustrada por Lima de Freitas e Paulo Ferreira.
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1982
Publicação da Cozinha Tradicional Portuguesa, de Maria de Lourdes Modesto, com fotografias de Augusto Cabrita e Homem Cardoso, obra que já ultrapassou largamente os 300 000 exemplares vendidos.
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1983
Comemoração das bodas de prata com um ciclo de conferências, subordinado ao título Que Cultura em Portugal nos próximos 25 anos? O texto dessas conferências foi depois reunido em livro.
Início da publicação de POLIS – Enciclopédia Verbo da Sociedade e do Estado (5 volumes), direcção de Roque Cabral, Mário Bigotte Chorão, Hermes dos Santos e José Miguel Júdice.
Criação da Verbo Postal.
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1984
Início da publicação da série de grandes álbuns ilustrados, que viria a incluir As Mais Belas Vilas e Aldeias de Portugal, Os Mais Belos Castelos de Portugal, As Mais Belas Igrejas de Portugal, Parques e Reservas Naturais de Portugal, Os Mais Belos Palácios de Portugal, Os Mais Belos Rios de Portugal, etc. Neles colaboraram nomes como Júlio Gil, Pedro Castro Henriques, João Conde Veiga, Augusto Pereira Brandão e os fotógrafos Augusto Cabrita, Nuno Calvet, Rui Cunha e Michael Teague.
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1985
Início dos trabalhos de publicação de LOGOS – Enciclopédia Luso-Brasileira de Filosofia, direcção de Roque Cabral, Gama Caeiro, Manuel da Costa Freitas, Alexandre Fradique Morujão, José Bacelar e Oliveira e António Paim.
Edição monumental das obras de Fernando Pessoa (cinquentenário da morte), ilustrada por Lima de Freitas.
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1989
Criação do Departamento de Dicionários, assim dando corpo aos acordos entretanto realizados com a Oxford University Press e com a Hachette para a produção de dicionários bilingues.
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1992
Início dos trabalhos preparatórios da edição da Enciclopédia Verbo – Edição Século XXI (edição renovada e actualizada da Verbo - Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura).
Lançamento da fotobiografia de Amália Rodrigues, de Vítor Pavão dos Santos, com fotografias de Augusto Cabrita.
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1993-1994
Participação no capital inicial da TVI.
Início da publicação de História Crítica da Literatura Portuguesa, dirigida por Carlos Reis.
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1995
Início da publicação de BIBLOS – Enciclopédia Verbo das Literaturas da Língua Portuguesa (5 volumes), direcção de Aníbal Pinto de Castro, Maria de Lurdes Ferraz, Maria Aparecida Ribeiro, José Augusto Cardoso Bernardes e G. Chaves de Melo.
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1996
Criação da Verbo Multimédia e publicação dos primeiros CD-ROM.
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1997
Início da publicação da versão portuguesa da História da Humanidade, obra produzida pela UNESCO.
Publicação de Portugal e a Moeda Única, de Aníbal Cavaco Silva.
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1998
Comemoração do 40.o aniversário da Editorial Verbo com a realização de uma série de conferências subordinadas ao tema geral: O Portugal que somos.
Parceria para a criação da Universidade Católica Editora (que mais tarde se viria a autonomizar).
Início da publicação da Enciclopédia Verbo - Edição Século XXI, sob a direcção de João Bigotte Chorão, assessorado, na secretaria-geral, por António Leitão, sendo a coordenação editorial de Jorge Colaço e George Vicente. Capa e guardas devem-se a José Brandão e a coordenação gráfica passou por sucessivas mãos, até ser assegurada, com continuidade, por Magda Macieira Coelho.
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2001
Publicação do Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea — uma realização da Academia de Ciências de Lisboa, cuja preparação fora apoiada pela Fundação Calouste Gulbenkian.
Participação societária na Livraria Mensagem, em Luanda, Angola.
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2003
Fim da publicação dos 29 volumes, de mais de 700 páginas cada um, da Enciclopédia Verbo - Edição Século XXI. Com cerca de 60 000 entradas, assinadas por mais de 2000 colaboradores, oriundos de todas as áreas do conhecimento, impõe-se como obra de referência de amplitude única em Língua Portuguesa.
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2005 e 2007
Lançamento de novas obras de Maria de Lourdes Modesto: Cozinhar com Legumes e Queijos Portugueses.
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2006-2008
Início da publicação da série de volumes anuais, com o título Annualia, complementada actualmente com o blog: www.annualia-verbo.blogs.sapo.pt.
Publicação do Dicionário Verbo da Língua Portuguesa, com o apoio do Ministério da Educação.
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2007
Criação da Verbo Moçambique, Lda.
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2008
Comemoração dos 50 anos da Editorial Verbo.
 

 

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Quinta-feira, 3 de Julho de 2008

Reconhecimento do milagre do Beato Nuno de Santa Maria

O Papa Bento XVI assinou hoje o documento que formalmente reconhece as virtudes heróicas do Beato Nuno de Santa Maria (D. Nuno Álvares Pereira), removendo assim todos os obstáculos à sua canonização, cujo processo se encontra aberto desde 1940.

 

«un miracolo, attribuito all'intercessione del Beato NUNO DI SANTA MARIA ÁLVARES PEREIRA (al secolo: NUNO), Laico professo dell'Ordine dei Frati della Beata Vergine Maria del Monte Carmelo; nato a Flor de Rosa (Portogallo) il 24 giugno 1360 e morto a Lisbona (Portogallo) il 1 aprile 1431»

 

Fonte: Boletim de Imprensa da Santa Sé de 3.7.2008

 

Herói nacional português, beatificado em 1918 (1360-1431) era filho de Álvaro Gonçalves Pereira, prior da Ordem do Hospital. Serviu como escu­deiro na corte de D. Fernando, onde foi armado cavaleiro pela rainha D. Leonor Teles. Casou, aos 16 anos, com D. Leonor de Alvim. Espírito cava­leiresco, ousado e combativo, aliado a grande nobreza de alma e piedade profunda, começou a distinguir-se pelo seu arrojo durante as lutas travadas com Castela. Depois da morte do conde de Andeiro (1383) colocou-se ao lado do Mestre de Avis, vencendo a Batalha de Atoleiros (6.4.1384), onde inaugurou uma nova táctica militar e desempenhou acção decisiva nas cortes de Coimbra (1385), onde foi aclamado rei D. João I. Venceu a Batalha de Aljubarrota (14.8.1385), destroçando, mais uma vez, os Castelhanos em Valverde (1385). O reino pacificado, começou a construção do Convento do Carmo, em Lisboa, tendo entrado, em 1423, na Ordem dos Carmelitas, levando a existência na prática da caridade mais exemplar.

 

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Terça-feira, 1 de Julho de 2008

Jacques Roussel (1911-2008)

Chefe de orquestra francês (Paris, 12.11.2008 - Saint-Germain-en-Laye, 29.7.2008). Formado nos conservatórios de Innsbruck e Paris, fundou o agrupamento Antiqua Musica de Paris, com o objectivo de divulgar o reportório musical dos séculos XVII e XVIII, e foi o criador do festival Les belles heures musicales do Mont-Saint-Michel, em 1968.
Concertos and Sonatas - Albinoni
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