Sexta-feira, 30 de Novembro de 2007

Passam hoje 72 anos sobre a morte de Fernando Pessoa

Autopsicografia

*
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
*
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
*
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama o coração.
__________________________________________________________
publicado por annualia às 01:21
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Errata

Por amável indicação de um leitor, aqui se dá conta e corrige uma gralha detectada na página 286 do volume Annualia 2007-2008. O antropólogo Franz Boas não nasceu naturalmente em 1958 e morreu em 1942..... nasceu sim em 1858, razão por que, em 2008, se celebrarão 150 anos do seu nascimento. Aqui fica a correcção.

Mas como se deve aprender alguma coisa com as gralhas (em espanhol errata), aqui se recomenda o útil e bem humorado livro de José Esteban, Vituperio (y algun elogío) de la errata, publicado pelas Editorial Renacimiento, de Sevilha.

publicado por annualia às 00:11
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Quinta-feira, 29 de Novembro de 2007

Prémio Cervantes 2007

 

O poeta argentino Juan Gelman (n. Buenos Aires, 1930) foi distinguido hoje com o Prémio Cervantes.

A sua primeira obra Violín y otras cuestiones(1956) foi logo bem acolhida e constitui o primeiro passo de uma importante carreira literária. Em 1975, Juan Gelman exilou-se sucessivamente em Itália, França e México. No ano seguinte, o seu filho e a sua nora foram sequestrados. O primeiro foi assassinado e a segunda, grávida, conta-se entre as dezenas de milhares de desaparecidos durante a ditadura militar argentina. Gelman reencontrou, no entanto, a neta no Uruguai, onde provavelmente terá nascido, tendo sido criada por uma família uruguaia. Gelman tem sido um incansável lutador pelos direitos humanos.
Segundo o jornal espanhol El Mundo a sua poesia é atravessada por dois tipos de energia. O primeiro, lírico, é centrado nas coisas simples, quotidianas, no amor das pessoas e da natureza. O segundo é a do empenhamento perante a injustiça, da indignação e do acolhimento da dor alheia.
Algumas das suas obras: El juego en que andamos (1959), Velorio del solo (1961), Gotan (1962), Cólera Buey (1965), Los poemas de Sidney West (1969), Fábulas (1971), Comentarios (1978-1979), Notas (1979), Citas (1979), Carta Abierta (1980), Bajo la lluvia ajena (1980), Hechos y relaciones (1980), Si dulcemente (1980), Citas y comentarios (1981), Hacia el Sur (1982), Composiciones (1983-1984), Eso (1983-1984), Dibaxu (1983-1985).

Juan Gelman, antes de vencer o Prémio Cervantes, já fora distinguido, entre outros, com o Prémio Nacional de Poesia argentino (1997), o Prémio de Literatura Latino-americana Juan Rulfo (2000), o Prémio Ibero-americano de Poesia Ramón López Velarde (2004), o Prémio Nacional de Letras Teresa de Ávila (2004), o Prémio Ibero-americano de Poesia Pablo Neruda (2005) e o Prémio Reina Sofia de Poesia Ibero-americana (2005).
publicado por annualia às 23:55
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...

Primavera dos Livros - 2007

 

Hoje, no âmbito da Primavera dos Livros Rio 2007, terá lugar um palestra do Embaixador Alberto da Costa e Silva sobre «A vinda da Família Real ao Brasil».

Recorde-se que, sobre o tema da chegada da Corte portuguesa ao Rio de Janeiro, o Embaixador Alberto da Costa e Silva assina um texto na Annualia 2008, que é antecedido por um outro, de Luís de Oliveira Ramos, sobre a partida da família real.

[Ver destaques na coluna da direita]

publicado por annualia às 18:14
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Brasil: Ano Nacional Machado de Assis

Foi assinado ontem, no Brasil, um Termo de Cooperação entre o Ministério da Cultura e a Academia Brasileira de Letras, na presença do ministro da Cultura, Gilberto Gil, o presidente da ABL, Marcos Vilaça, além de outras personalidades.

O Termo de Cooperação prevê o desenvolvimento de acções conjuntas para o Ano Nacional Machado de Assis, em 2008, instituído pela Lei nº 11.522 para assinalar o centenário da morte do escritor.

___________________________

ANNUALIA 2007-2008 assinala esta efeméride, nas suas páginas, com um texto do estudioso de Machado,

John Gledson.

publicado por annualia às 13:44
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Terça-feira, 27 de Novembro de 2007

Centenário de Mircea Eliade

Uma imagem de Mircea Eliade (II)
por João Bigotte Chorão*

Optando pela carreira diplomática, é colocado como adido cultural na Legação romena em Londres. Essa nomeação coincidiu com a guerra e os bombardeamentos que flagelaram a capital britânica. Transferido para Lisboa, aqui veio encontrar a paz numa Europa em guerra. Era porém, como na mesma época observou o fino espírito de Saint-Exupéry, uma paz toldada pela incerteza da sorte das armas das potências beligerantes. Aqui chegado, interessou-se o escritor romeno pelos nossos clássicos (Sá de Miranda, Camões, Eça de Queirós) e relacionou- -se com António Ferro, Fernanda de Castro, Carlos Queiroz, José Osório de Oliveira, João Ameal, Luís Forjaz Trigueiros. Reunia em sua casa tertúlias semanais — tertúlias onde se discutia de omni se scibili. Assim as evoca Fernanda de Castro em Cartas para além do Tempo: «Os assuntos eram variados, de importância desigual mas que nos pareciam, a todos, essenciais. Falávamos de Deus, da imortalidade da alma, da reencarnação, da história das Religiões, do Bem e do Mal e, noutro plano, da Atlântida, das Pirâmides, dos Templários, etc., etc.» Em Portugal, Eliade empenhou-se em lançar pontes entre os latinos do Ocidente e os latinos do Oriente, promovendo traduções, conferências, concertos. Mesmo livros que escreveu entre nós visavam o mesmo objectivo — e daí Os Romenos, Latinos do Oriente, uma síntese histórica, cultural e espiritual da sua Pátria, e Salazar e a revolução portuguesa. Regista o autor no seu Diário Português: «A história da revolução e da contra-revolução portuguesa não é desprovida de interesse e, especialmente, de utilidade para a Roménia.» Sobretudo para o general Antonescu, que no regime português se podia inspirar para um Estado autoritário, mas não totalitário.
A esse livro (que, confessa, escreveu com grande esforço), sacrificou outro que trazia em mente: Camões. Ensaio de filosofia da cultura. Foi-nos assim vedado um ensaio, certamente muito pessoal, sobre um tema que o fascinava: o das civilizações marítimas. Afinal de contas, o livro sobre «a revolução portuguesa» não produziu os frutos esperados: nem Antonescu se «converteu» ao modelo português nem Salazar terá apreciado, segundo informações que obtivera, a «heterodoxia» da interpretação eliadeana. Assim se compreende que personalidades afectas ao regime e do conhecimento de Eliade não tenham promovido a tradução do livro. Por seu lado, o estadista português delegou num secretário o agradecimento formal da oferta de Os Romenos, Latinos do Oriente, e de Salazar si revolutia in Portugalia, que certamente contribuiriam para um melhor conhecimento mútuo dos dois países. Tem pois de concluir-se que não foi de todo bem sucedida a estada de Eliade em Portugal. Se conheceu e conviveu com personalidades da literatura e da cultura portuguesas, se Grão-Vasco lhe revelou um realismo não convencionalmente renascentista, se certos lugares o fascinaram — o Terreiro do Paço, Cascais, em que viu o rosto da civilização marítima e a melancólica alma lusitana, e Óbidos, «a mais bela cidadela medieval» da Ibéria, não o conquistou, pelo seu próprio excesso, o manuelino. Como país periférico, Portugal vivia um pouco à margem da História e da Cultura. As livrarias de Lisboa não satisfaziam o seu apetite devorador, sobretudo em matérias não literárias. Para um homem de espírito criativo, era tarefa decerto rotineira compilar notícias, resumir artigos e toda essa parafernália que lhe exigia o cargo. E para um homem de estudo, sentia como uma perda de tempo os rituais da vida diplomática, como as recepções inevitavelmente mundanas. E a piorar tudo, a grave doença de sua mulher, que nenhuma terapêutica conseguiu debelar. Depois de longo sofrimento, falecia sua mulher, que em chão português descansou enfim, para sempre. Como se não bastassem as dores pessoais, as notícias da Roménia vinham agravar a sua angústia. A guerra, que conheceu a princípio espectaculares vitórias alemãs, tornou-se favorável à Rússia. Se, no dizer de um político polaco, com os Alemães se perdia a liberdade, com os Russos se perdia ainda a alma. Foi o que aconteceu à Roménia, com o regime comunista. Demitido do seu cargo e prevendo problemática a sua situação se regressasse a Bucareste, Eliade viveu em condições precárias o seu primeiro exílio de Paris.
Nas páginas íntimas do seu Diário Português (revelado, em 2001, por uma editora de Barcelona, que se ufanou dessa «primicia mundial»!), Mircea Eliade é por vezes crítico, mas não hostil ao nosso País. Em escritos mais públicos, memórias e entrevistas, não deixou de recordar, saudosamente, o nosso sol e o nosso Tejo, com um aceno de simpatia por um povo, não sem afinidades com o seu, ferido de nostalgia. Se houve indiferença e esquecimento, foi da nossa parte. Uma certa mentalidade tacanha impediu de reconhecer esse protagonista da cultura do século XX. Não lhe abriu as portas a universidade, convidando-o, por exemplo, para reger um curso de filosofia da cultura, nem (que saibamos) a Academia das Ciências de Lisboa se lembrou de o propor sócio correspondente estrangeiro. Doutor honoris causa por universidades europeias e americanas e membro de várias instituições culturais, nunca Eliade mereceu um galardão português. Como vencer o complexo provinciano que põe uma peneira para ocultar o mérito onde ele está? A atenção que prestámos a Eliade deve-se à iniciativa privada de editores que apostaram no autor do Tratado de História das Religiões e do Bosque Proibido, para citar dois dos títulos mais significativos da sua obra científica e da sua obra literária, que começaram a ser redigidos ainda em Portugal. No ano centenário do nascimento de Mircea Eliade, que ao menos nos seja dado ler em nossa língua o seu Diário Português.  
*Versão integral do texto publicado na ANNUALIA 2006-2007
NOTA: A tradução do Diário Português de Eliade será lançada no início do próximo ano.
publicado por annualia às 21:18
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O rosto e a voz de Mircea Eliade

"
(excerto de Mircea Eliade et La Redecouverte du Sacré)
publicado por annualia às 21:11
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Centenário de Mircea Eliade

 

Uma imagem de Mircea Eliade (I)

por João Bigotte Chorão*

 

 

 

 

Toda a vida do escritor romeno (Bucareste, 1907 - Chicago, 1986) foi provada por vários dramas: o do «terror da História», o da oscilação entre a erudição e o da invenção romanesca, entre a orgia e a ascese. O «terror da História» é o que se abate sobre os povos, vítimas da guerra e da opressão de regimes inimigos do homem. O século XX, palco de duas guerras mundiais que tudo devastaram, vidas e bens materiais e morais (para não falar na Guerra Civil Espanhola e em conflitos em África e na Ásia), esse nosso admirável e progressivo século sofreu ainda totalitarismos que, como um moderno Leviatã, assombraram o destino de milhões de homens. Mircea Eliade viu, de perto ou de longe, o chão da Roménia pisado por Alemães e por Russos. No final da Segunda Guerra, teve mesmo de optar, como tantos outros, pelo exílio — e no exílio acabaria por morrer.
Em Londres, onde exerceu funções diplomáticas, assistiu a bombardeamentos que difundiram pânico, destruição e morte. Ao ver soltas as Bestas do Apocalipse, surgiu-lhe a expressão «terror da História» e uma outra — «morte colectiva». Morte, esta, que se nos tornou familiar, com o espectáculo repetitivo de furacões e de terrorismo. Numa página do Bosque Proibido — opus magnum do romancista —, temos a imagem de um abrigo antiaéreo onde, naquele ambiente de angústia, um homem, todo absorvido na leitura, parece alheado do que o rodeia. Intrigado, talvez até escandalizado, alguém lhe pergunta o que lê: os sonetos de Shakespeare. Se a morte vier, esclarece o tranquilo leitor, não matará um escravo, mas um homem livre: livre pelo espírito que doma o pânico da carne. Quem sabe se Eliade, que conhecia e admirava Camões (não pensou escrever um livro sobre ele?), teria presente a última estância do I Canto d’Os Lusíadas: «Onde pode acolher-se um fraco humano, /Onde terá segura a curta vida.» De precoce e insaciável curiosidade, não havia livros à medida da sua fome — livros das mais díspares matérias. Quando, enfim, dispôs de um espaço todo seu na casa paterna — a mítica mansarda, tão presente em escritos autobiográficos e na ficção (por exemplo, em Gaudeamus) —, pôde varar a noite, em sôfregas leituras, que lhe agravaram a miopia. Era a tentação do saber enciclopédico, e assim se percebe quer a atracção por Goethe quer o tema da sua tese de licenciatura — a filosofia do Renascimento. A vocação cultural que, na adolescência, se manifesta geralmente por tentativas literárias mais ou menos poéticas, revestiu no jovem Eliade formas insólitas de vulgarização científica, nos domínios da entomologia e da química. Mas não tardou que, ao findar o curso liceal, a propensão literária de Eliade se afirmasse em autobiografias ficcionadas, como o Romance do adolescente míope (publicado postumamente e que se julgava perdido). Nessa viragem, ou melhor, nessa redescoberta da vocação literária foi decisiva a leitura (em tradução francesa) de Un uomo finito de Giovanni Papini, essa como suíte sinfónica com que se identificou a juventude irrequieta de Eliade. Mais tarde, moderando juízos entusiásticos sobre o escritor italiano, não hesitou, porém, em considerar Un uomo finito «um testemunho espiritual de uma qualidade excepcional, único no seu género, e uma das obras mestras da literatura contemporânea».
A enorme erudição de Eliade não o fechou na mansarda estudiosa, para que não chegasse lá, senão atenuado, o ruído da rua. A sua necessidade de intervenção cultural encontrava na imprensa a tribuna para levar mais longe uma voz original e, não raro, polémica. Há quem julgue o jornal um meio inadequado a um «sábio» ou a um «filósofo», que não deve descer a «democratizar» a cultura. Não era esse o entendimento de Ortega y Gasset, que, em conversa com Eliade, lhe disse que via no jornal o prolongamento da aula — aula ao ar livre para um público mais numeroso. Mas o espírito insone de Eliade não lhe dava tréguas: era todo o contrário de um homem instalado. Escritor romeno imbuído da cultura europeia, a sua ânsia de conhecer novas terras leva-o até à Índia. Outras culturas, velhas civilizações acenam-lhe de longe, e, obtida uma bolsa de estudo, viaja para Calcutá. Estuda ioga, aprende sânscrito, estende a outros domínios a sua erudição. Os estudos especializados não o desviam da literatura. Na estação indiana conhece a filha do seu mestre e apaixona-se por ela. Se lhe inspira um belo romance de amor, La Nuit bengali, tem, no entanto, de afastar-se de Calcutá. Como o seu itinerário, também a ficção de Mircea Eliade não é linear — realista e fantástica, simbólica e retrato de uma geração, de uma sociedade e de uma época. Nesta última linha, os dois títulos eliadeanos mais significativos são Os Hooligans e Bosque Proibido. Com este ambicioso romance, o autor procurava recuperar, no Ocidente e no exílio, o prestígio literário que, nos anos 30, conquistara na Roménia. Obra complexa e de vastas proporções, de numerosas e ambivalentes personagens, de múltiplos planos e de acção repartida por vários lugares, entre eles Portugal, não teve porém a audiência que o autor legitimamente esperava.
Audiência, e muito larga, obteve o Tratado de História das Religiões, obra de referência que abriu portas a Eliade e outorgou o respeitável estatuto de «especialista» a um intelectual que perseguia a imagem renascentista do homem universal. Entre os grandes escritores que deram provas inequívocas de interesse pelo nosso País e a sua cultura, depois de Unamuno e de Eugenio d’Ors (a favor dos quais concorria a vizinhança ibérica) e depois de Valery Larbaud (com o seu largo cosmopolitismo intelectual), tem de apontar-se Mircea Eliade. Para isso contribuiu, além da sua curiosidade, a estada em Lisboa, de 1941 a 1945. Foram, como ele precisa, «quatro anos e sete meses de Portugal». Nel mezzo del cammin, Eliade teve de mudar de rumo. A morte prematura do seu mestre Nae Ionescu — mestre carismático de toda uma geração — deixou-o tão perturbado que escreveu: «Perdi o meu Mestre, o meu guia, encontrei-me ‘órfão’ no plano do espírito.» O sentimento de orfandade levou a que abandonasse a Universidade de Bucareste, onde era assistente de Ionescu. E à universidade só voltaria, mas em Chicago, nos finais dos anos 50. O clima político da Roménia tornara-se tenso, e essas duas circunstâncias — a pessoal e a colectiva — obrigaram Eliade a procurar fora de portas o ganha-pão. (continua)
*Texto publicado na ANNUALIA 2006-2007
publicado por annualia às 20:51
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Fernando Guimarães

 

Fernando Guimarães recebe o Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores pelo livro Na Voz de um Nome.

Fernando Guimarães foi colaborador da Enciclopédia Verbo-Edição Século XXI e da Biblos - Enciclopédia Verbo das Literaturas de Língua Portuguesa.

Nesta última obra, no texto que sobre ele escreveu Celina Silva, diz-se que «a sua escrita cumpre-se numa vasta e original produção, progressivamente (...) mais densa e mais apostada no questionar dos limites do verbal, de um verbal que confina confina na plenitude do silêncio. Depuração e contenção regem esta produção marcante na nossa contemporaneidade, caracterizando-se por uma diversidade de temas, motivos e esquemas versificatórios e rítmicos, consubstanciados numa vital unidade feita do incessante problematizar do âmago do verbo e do ser.»

 

No volume ANNUALIA 2007-2008, Fernando Guimarães assina um texto sobre Mário Cesariny de Vasconcelos.

publicado por annualia às 14:55
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Sábado, 24 de Novembro de 2007

Madame Bovary no Google Books

 

 

           Madame Bovary on line e em formato pdf

publicado por annualia às 00:15
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Sexta-feira, 23 de Novembro de 2007

Madame Bovary segundo Vincente Minnelli

"
«The lady's going to faint. Break the windows»
*
Madame Bovary (1949)
de Vincente Minnelli
argumento de Robert Ardrey baseado no romance de Gustave Flaubert
com Jenniffer Jones, James Mason, Van Heflin, Louis Jourdan e outros (www.imdb.com/title/tt0041615/)
publicado por annualia às 23:49
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150 anos da publicação de Madame Bovary, de Gustave Flaubert

 

A obra de Flaubert constitui, no campo do romance,  um paradigma da literatura do realismo, quer pela crítica implícita dos universos e modelos românticos, quer pelas suas qualidades intrínsecas de estilo, aspecto em que Flaubert foi um perfeccionista.

A sua primeira obra de fôlego, que lhe levou anos de laboriosa composição, foi Madame Bovary (1857), romance que lhe valeu acusações e condenações morais, mas que estabeleceu um verdadeiro modelo de heroína, que tantas repercussões haveria de ter na ficção europeia: a história de uma mulher em que a vivência interior moldada pela sentimentalidade do romantismo ficcional se sobrepõe ao casamento, terminando a ilusão em catástrofe.

 

 

*

   

 

publicado por annualia às 14:49
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